Avaliação do tratamento com penicilina em pacientes com leptospirose e insuficiência renal aguda

Autores

  • Elizabeth de Francesco DAHER Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Hospital das Clínicas
  • Charlys Barbosa NOGUEIRA Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Medicina; Hospital Universitário Walter Cantídio; Departamento de Medicina Clínica

Palavras-chave:

Acute renal failure, Leptospirosis and penicillin

Resumo

A eficácia da antibioticoterapia no tratamento da leptospirose humana tem sido motivo de discussão. Como parte de um trabalho prospectivo para avaliar a recuperação da função renal após a insuficiência renal aguda (IRA) da leptospirose (IRA definida como Pcr >; ou = 1,5 mg/dL), comparou-se a evolução clínica durante a internação de 16 pacientes, com leptospirose grave, tratados (T) com 18 não tratados (nT). O tratamento com ou sem penicilina foi opção de cada infectologista responsável pelo paciente. Quando tratados, foi administrado penicilina 6 milhões de U/dia por 8 dias. Os parâmetros analisados como idade, sexo, tempo do início dos sintomas à admissão, exames laboratoriais da admissão e internação não foram significativamente diferentes nos dois grupos, exceto pela proteinúria que foi significativamente mais elevada no grupo T. A recuperação clínica da doença avaliada pelo tempo: de internação, de febre, para função renal e níveis de plaquetas normalizarem e para os níveis de bilirrubinas totais caírem a 1/3 do valor máximo ou normalizar não foram diferentes no grupo tratado e não tratado. A indicação do tratamento dialítico e a mortalidade também não foram diferentes nos dois grupos. Conclui-se que na leptospirose com IRA o tratamento com penicilina não mudou o curso da doença.

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Referências

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Publicado

2000-12-01

Edição

Seção

Leptospirose

Como Citar

DAHER, E. de F., & NOGUEIRA, C. B. (2000). Avaliação do tratamento com penicilina em pacientes com leptospirose e insuficiência renal aguda . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 42(6), 327-332. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30467