Avaliação da presença de anticorpos IgG anti-Schistosoma mansoni no soro de pacientes com esquistossomose mansônica crônica, antes e após tratamento específico

Autores

  • Célia Maria V. VENDRAME Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Laboratório de Imunopatologia da Esquistossomose (LIM/06)
  • Márcia Dias T. CARVALHO Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Laboratório de Lípides (LIM/10)
  • Célia Regina F. YAMAMOTO Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Laboratório de Imunologia (LIM/48)
  • Maria Cristina NAKHLE Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Laboratório de Imunopatologia da Esquistossomose (LIM/06)
  • Silvino Alves CARVALHO Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Laboratório de Imunopatologia da Esquistossomose (LIM/06)
  • Pedro Paulo CHIEFFI Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo

Palavras-chave:

Schistosomiasis diagnosis, Schistosomiasis cure evaluation, Immunenzymatic tests, Immunoblotting

Resumo

Em 17 pacientes com infecção crônica por Schistosoma mansoni utilizaram-se os testes de reação periovular, imunoenzimático (ELISA) e imunoblotting, empregando-se antígenos obtidos a partir de vermes adultos (AWA) ou de ovos de S. mansoni (SEA), para detecção de anticorpos anti-S. mansoni, antes e em quatro ocasiões após tratamento com oxamniquine. Quando cotejados a grupo controle os pacientes esquistossomóticos revelaram altos níveis séricos de anticorpos IgG nos testes ELISA (anti-AWA e anti-SEA), não se observando, porém, negativação até seis meses após tratamento específico. Encontrou-se, entretanto, decréscimo significativo, sem negativação, dos níveis de IgG1, IgG3 e, principalmente, IgG4, quando se utilizou antígeno solúvel obtido a partir de ovos de S. mansoni (SEA), seis meses após administração de oxamniquine. O mesmo não foi observado no caso de anticorpos da subclasse IgG2. Nos imunoblottings efetuados com o emprego de antígeno de verme adulto (AWA), antes do tratamento com oxamniquine, evidenciou-se a presença de banda com 31 kDa em 14 (82%) dos 17 pacientes estudados, observando-se seu desaparecimento em três pacientes examinados seis meses após tratamento específico. Quando se utilizou antígeno obtido a partir de ovos de S. mansoni (SEA) a mesma banda foi evidenciada em nove pacientes, desaparecendo em quatro casos, após o tratamento.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Downloads

Publicado

2001-06-01

Edição

Seção

Schistosomiasis

Como Citar

VENDRAME, C. M. V., CARVALHO, M. D. T., YAMAMOTO, C. R. F., NAKHLE, M. C., CARVALHO, S. A., & CHIEFFI, P. P. (2001). Avaliação da presença de anticorpos IgG anti-Schistosoma mansoni no soro de pacientes com esquistossomose mansônica crônica, antes e após tratamento específico . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 43(3), 153-159. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30512