Uma população de Triatoma maculata (Hemiptera, Reduviidae, Triatominae) proveniente de Roraima, Amazônia, Brasil, possui algumas características bionômicas de vetor potencial de doença de Chagas

Autores

  • José Francisco Luitgards-Moura Universidade Federal de Roraima; Núcleo Avançado de Vetores
  • André Barbosa Vargas Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Carlos Eduardo Almeida Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Entomologia; Coleção Entomológica; Núcleo de Informatização
  • Gleidson Magno-Esperança Universidade de Barra Mansa; Centro Universitário de Barra Mansa; Museu de Ciências
  • Ronildo Agapito-Souza Universidade de Barra Mansa; Centro Universitário de Barra Mansa; Museu de Ciências
  • Elaine Folly-Ramos Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Entomologia; Coleção Entomológica; Núcleo de Informatização
  • Jane Costa Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Entomologia; Coleção Entomológica; Núcleo de Informatização
  • Pantelis Tsouris Freitas-Tsouris Consultants
  • Maria Goreti Rosa-Freitas Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Entomologia; Laboratório de Transmissão de Hematozoários

Palavras-chave:

Triatoma maculata, Chagas disease, Amazon, Roraima, Brazil, Bionomic studies

Resumo

A doença de Chagas é de rara ocorrência na Região Amazônica Brasileira, onde contudo as condições para o estabelecimento de ciclos domésticos existem. Um estudo previamente realizado em áreas de colonização agrícola no Estado de Roraima, mostrou a possibilidade de ciclos autóctones de transmissão virem a ocorrer uma vez que todos os elementos estavam lá presentes, indivíduos infectados por Trypanosoma cruzi, espécies de triatomíneos anteriormente descritas como infectadas por T. cruzi na Região Amazônica de países fronteiriços e, ambientes domiciliares e peri-domiciliares favoráveis à colonização de triatomíneos. Triatoma maculata foi a espécie mais frequentemente encontrada, tendo sido coletada em galinheiros no peridomicílio e esporadicamente nos domicílios. Visando investigar a potencialidade de T. maculata como espécie vetora na área, algumas características bionômicas foram estudadas em condições de laboratório incluindo freqüência de alimentação, tempo de defecação pós-prandial, tempo de jejum voluntário na pré- e na pós-ecdise, período inter-mudas, períodos de pré-oviposição e de oviposição, índice de oviposição, período de incubação, viabilidade dos ovos, índices de longevidade e de mortalidade. Os resultados mostraram que a população de T. maculata da Colônia Agrícola do Passarão deve ser considerada vetora em potencial do T. cruzi uma vez que mostrou capacidade de infestar ecótopos artificiais no peridomicílio, de se alimentar com freqüência durante o período ninfal, de possuir um ciclo de desenvolvimento relativamente curto com 2,9 gerações/ano, de possuir hábitos ecléticos de alimentação, de defecar imediatamente após a hematofagia quando ainda no hospedeiro e devido ao fato de ter sido previamente encontrada infectada por T. cruzi.

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Referências

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Publicado

2005-06-01

Edição

Seção

Tripanossomíase

Como Citar

Luitgards-Moura, J. F., Vargas, A. B., Almeida, C. E., Magno-Esperança, G., Agapito-Souza, R., Folly-Ramos, E., Costa, J., Tsouris, P., & Rosa-Freitas, M. G. (2005). Uma população de Triatoma maculata (Hemiptera, Reduviidae, Triatominae) proveniente de Roraima, Amazônia, Brasil, possui algumas características bionômicas de vetor potencial de doença de Chagas . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 47(3), 131-137. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30905