Efeito inibidor da deferoxamina sobre a sobrevivência do Paracoccidioides brasiliensis em monócitos humanos: reversão por holotransferrina e não por apotransferrina

Autores

  • Luciane Alarcão Dias-Melicio São Paulo State University; Biosciences Institute; Department of Microbiology and Immunology
  • Sueli Aparecida Calvi São Paulo State University; Medical School; Department of Tropical Diseases
  • Maria Terezinha Serrão Peraçoli São Paulo State University; Biosciences Institute; Department of Microbiology and Immunology
  • Ângela Maria Victoriano de Campos Soares São Paulo State University; Biosciences Institute; Department of Microbiology and Immunology

Palavras-chave:

Paracoccidioides brasiliensis, Monocytes, Iron, Deferoxamine

Resumo

Os mecanismos utilizados pelo Paracoccidioides brasiliensis para sobreviver em células fagocitárias ainda não estão elucidados. O metabolismo celular férrico é muito importante para o crescimento de inúmeros patógenos intracelulares cuja capacidade de se multiplicarem em fagócitos mononucleares é dependente da disponibilidade intracelular do íon ferro. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar o papel do ferro intracelular sobre a capacidade do P. brasiliensis sobreviver em monócitos humanos. O tratamento de monócitos com deferoxamina, uma droga quelante, diminuiu a sobrevivência de leveduras do fungo de forma dose-dependente. O efeito inibidor da deferoxamina sobre a sobrevivência do P. brasiliensis foi revertido por transferrina saturada com ferro (holotransferrina) mas não por transferrina insaturada (apotransferrina). Estes resultados sugerem que a sobrevivência do P. brasiliensis em monócitos humanos é dependente do íon ferro.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Downloads

Publicado

2005-10-01

Edição

Seção

Paracoccidioidomycosis

Como Citar

Dias-Melicio, L. A., Calvi, S. A., Peraçoli, M. T. S., & Soares, Ângela M. V. de C. (2005). Efeito inibidor da deferoxamina sobre a sobrevivência do Paracoccidioides brasiliensis em monócitos humanos: reversão por holotransferrina e não por apotransferrina . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 47(5), 263-266. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30936