Linfoescroto: apresentação rara de filaríase linfática. Estudo retrospectivo

Autores

  • Ana Maria Aguiar-Santos Fundação Oswaldo Cruz; Serviço de Referência Nacional em Filarioses; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Marcela Leal-Cruz Fundação Oswaldo Cruz; Serviço de Referência Nacional em Filarioses; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Maria José Netto Fundação Oswaldo Cruz; Serviço de Referência Nacional em Filarioses; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Arturo Carrera Fundação Oswaldo Cruz; Serviço de Referência Nacional em Filarioses; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Guilherme Lima Instituto Materno Infantil Prof. Fernando Figueira
  • Abraham Rocha Fundação Oswaldo Cruz; Serviço de Referência Nacional em Filarioses; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães

Palavras-chave:

Lymph scrotum, Lymphatic filariasis, Morbidity control, Scrotal lesion, Wuchereria bancrofti

Resumo

A filariose linfática (FL) é responsável por uma grande variedade de sinais e sintomas clínicos incluindo manifestações urogenitais. O controle da transmissão e da incapacitação bem como o manuseio da morbidade são os dois pilares da estratégia global de eliminação da FL. O linfoescroto é uma rara apresentação da FL, tendo importantes repercussões do ponto de vista clínico, psicológico e socioeconômico. Realizou-se um estudo retrospectivo de uma série de casos com diagnóstico de linfoescroto, identificados entre os 6.361 pacientes ambulatoriais atendidos no período de 2000 a 2007 no Serviço de Referência Nacional em Filarioses (Recife, Brasil) área endêmica de filariose. Foram identificados sete casos, com a idade média de 45 anos (com variação de 26 a 64 anos). O tempo médio de evolução da doença foi de 8,5 anos (com variação de 2 a 15 anos). Todos apresentavam evidência de infecção filarial por algum dos exames realizados (parasitológico, pesquisa antigênica ou "sinal da dança da filaria" na ultrasonografia). Seis pacientes relatavam historia prévia de cirurgia urológica. Os autores destacam a importância da associação da infecção filarial e de inadequado manuseio cirúrgico e de acompanhamento de pacientes com hidrocele de uma área endêmica, como fatores de risco para o surgimento de linfoescroto. Assim, a infecção filarial deve ser rotineiramente investigada em todos os indivíduos procedentes de áreas endêmicas apresentando morbidade urológica, para identificar melhor os elementos da cadeia de transmissão.

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Referências

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Publicado

2009-08-01

Edição

Seção

Parasitologia

Como Citar

Aguiar-Santos, A. M., Leal-Cruz, M., Netto, M. J., Carrera, A., Lima, G., & Rocha, A. (2009). Linfoescroto: apresentação rara de filaríase linfática. Estudo retrospectivo . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 51(4), 179-183. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/31270