A utilização do ELISA empregando antígenos homólogos e heterólogos para a detecção de IgG e subclasses (IgG1 e IgG2) no diagnóstico de Leishmaniose visceral canina
Palavras-chave:
American visceral leishmaniasis, Dog, IgG subclasses, L. (V.). braziliensis, L. (L.) chagasiResumo
A imunofluorescência indireta é o método recomendado para o diagnóstico de leishmaniose visceral em cães, entretanto, a acurácia dessa técnica é baixa e seu uso em grande escala é limitado. Uma vez que o ELISA não apresenta essas limitações, essa técnica poderia ser uma opção para a detecção de IgG ou subclasses IgG1 e IgG2 específicas. A ehrlichiose canina é um importante diagnóstico diferencial de Leishmaniose Visceral Americana (LVA). O presente estudo comparou o ELISA usando antígenos de Leishmania chagasi e Leishmania braziliensis para a detecção de IgG e subclasses anti-Leishmania em amostras de soro de 37 cães naturalmente infectados com L. chagasi (LVA) e em amostras de quatro cães co-infectados (CI). A ocorrência de reatividade cruzada foi investigada em amostras de soro controle de 17 animais saudáveis (HC) e 35 de infectados por Ehrlichia canis (EC). A média de densidade óptica obtida para a detecção de IgG foi significantemente maior quando o antígeno de L. chagasi foi usado e também mais elevada no subgrupo LVs (sintomático) quando comparado ao subgrupo LVa (assintomático). A correlação entre IgG e IgG1 foi baixa. O presente resultado sugere que ELISA IgG empregando antígeno homólogo, produz os melhores resultados, permitindo o diagnóstico de infecção assintomática por L. chagasi e a discriminação entre casos de LVA e ehrlichiose em cães.Downloads
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Publicado
2011-10-01
Edição
Seção
Leishmaniose
Como Citar
Ribeiro, F. C., Schubach, A. de O., Mouta-Confort, E., Pacheco, T. M., Madeira, M. de F., Abboud, L. C. de S., Honse, C. de O., Alves, A. S., & Marzochi, M. C. (2011). A utilização do ELISA empregando antígenos homólogos e heterólogos para a detecção de IgG e subclasses (IgG1 e IgG2) no diagnóstico de Leishmaniose visceral canina . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 53(5), 283-289. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/31422