Avaliação terapêutica do praziquantel (Embay 8440) na infecção humana pelo S. mansoni

Autores

  • Silvino Alves de Carvalho Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Clinica de Doenças Infecciosas e Parasitárias
  • Vicente Amato Neto Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Clinica de Doenças Infecciosas e Parasitárias
  • José Murilo Robilotta Zeitune USP; FM; Hospital das Clínicas; Departamento de Clínica Médica
  • Moisés Goldbaum Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Departamento de Medicina Preventiva
  • Euclides Ayres de Castilho Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Departamento de Medicina Preventiva
  • Rose Mary Grossman USP; FM; Hospital das Clínicas; Serviço de Eletroencefalografia da Clínica Neurológica

Resumo

Foram tratados com praziquantel, dose oral única de 40 ou 50 mg/kg, 200 indivíduos portadores de esquistossomose mansoni, matriculados na Clínica de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. As idades dos pacientes variavam de seis a 63 anos, sendo que 33 (16,5%) eram menores de 15 anos. Os principais efeitos colaterais consistiram em tontura 27,5%; sonolência 21,0%; eólica 17,5%; náusea 16,0%; diarréia 9,0%; cefaléia 7,5%; vômito 4,0%; febre 2,0%; disenteria 1,0%; tremor 1,0%; exantema 1,0% e urticaria 0,5%. A toxicidade do medicamento foi investigada mediante a realização, pré e pós-tratamento, de exames hematimétricos, bem como de função renal (uréia e creatinina), hepática (enzimas de liberação hépato-canalicular e bilirrubinas), cardíaca (ECG) e neuropsiquiátrica (EEG). Não foram encontradas nesses controles alterações relevantes que repercutissem clinicamente. O controle de cura verificou-se em 115 indivíduos, através de oito coproscopias, no período de seis meses, subseqüente ao tratamento, utilizando-se duas técnicas (HOFFMAN e KATO/KATZ) para cada amostra de fezes. Dos 82 indivíduos que tiveram as oito coproscopias negativadas, 62 realizaram biópsia retal. Essa mostrou-se positiva em duas oportunidades, indicando um percentual de 3,2% de achados falsos negativos com relação às coproscopias. Os índices de cura variaram de 65,2%, nos pacientes menores de 15 anos, a 75% nos acima dessa idade. Para todas as faixas etárias a eficácia foi de 71,3%. Os resultados obtidos demonstram ter o praziquantel, nas doses empregadas, relativa eficácia no tratamento da esquistossomose mansoni, bem como ser determinante de baixos efeitos tóxico-colaterais.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Downloads

Publicado

1984-02-01

Edição

Seção

Ensaios Terapêuticos

Como Citar

Carvalho, S. A. de, Amato Neto, V., Zeitune, J. M. R., Goldbaum, M., Castilho, E. A. de, & Grossman, R. M. (1984). Avaliação terapêutica do praziquantel (Embay 8440) na infecção humana pelo S. mansoni . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 26(1), 51-59. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87237