O efeito da infecção por Schistosoma mansoni na morbidade infantil no Estado da Bahia, Brasil: I Análise do nível ecológico

Autores

  • Mauriclo L. Barreto
  • Sebastião Loureiro

Resumo

Esta investigação foi levada a efeito em 10 pequenas cidades do Estado da Bahia (Nordeste do Brasil), escolhidas através de um processo amostrai. O objetivo foi estudar as correlações entre as prevalências de hepatomegalia e esplenomegalia, em diferentes áreas, com a prevalência e a intensidade da infecção pelo S. mansoni nas mesmas áreas. Nossas conclusões são: a) a morbidade esquistossomótica (prevalências de hepatomegalia e esplenomegalia) foi diretamente correlacionada com a prevalência e a intensidade da infecção; b) a intensidade da infecção (medida pelo número de ovos nas fezes) mostrou ser um bom indicador do grau de morbidade, explicando a variação da morbidade entre as áreas melhor que a prevalência da infecção; c) a prevalência de esplenomegalia e o tamanho médio do fígado abaixo do rebordo costal na linha me dio-esternal são bom indicadores da prevalência e da intensidade da infecção pelo S. mansoni na comunidade. Nossas conclusões trazem a possibilidade da construção de equações de regressão definitivas entre indicadores de morbidade e indicadores de infecção, de tal forma que o valor de um possa ser usado para predizer o valor do outro.

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Referências

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Publicado

1984-08-01

Edição

Seção

Epidemiologia

Como Citar

Barreto, M. L., & Loureiro, S. (1984). O efeito da infecção por Schistosoma mansoni na morbidade infantil no Estado da Bahia, Brasil: I — Análise do nível ecológico . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 26(4), 230-235. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87308