Atividade do praziquantel sobre diferentes estágios evolutivos do Hymenolepis nana, em camundongos infectados experimentalmente

Autores

  • Rubens Campos Universidade de São Paulo; Instituto de Ciências Biomédicas; Departamento de Parasitología
  • M. C. R. V. Bressan Universidade de São Paulo; Instituto de Ciências Biomédicas; Departamento de Parasitología
  • M. G. B. F. Evangelista Universidade de São Paulo; Instituto de Ciências Biomédicas; Departamento de Parasitología

Resumo

O praziquantel foi administrado oralmente, em dose única, a intervalos variáveis de tempo, subseqüentes à inoculação experimental de camundongos com ovos (2000 por animal) do Hymenolepis nana, objetivando-se investigar a ação da droga sobre os diferentes estágios evolutivos do parasita. Demonstrou-se que tanto 25 quanto 50 mg/kg, administrados no 4.° dia após a inoculação, apresentavam um efeito apenas parcial sobre as formas cisticercóides. Ademais, a dose de 25 mgAg empregada no 7.° dia também não era capaz de matar todas as formas jovens. Entretanto, essa mesma dose utilizada no 10° dia, quando o parasita já atingiu a maturidade mas ainda não iniciou a postura de ovos, mostrou-se 100% eficaz. Igual grau de eficácia foi alcançado com 25 mg/kg administrados no 14.º dia, quando o parasita se encontra em plena fase de oviparidade. Esses achados experimentais indicam que, no tratamento da himenolepíase humana, o praziquantel deve ser empregado em duas doses de 25 mg/kg, administradas com 10 dias de intervalo. Dessa maneira, a segunda dose atuará sobre aquelas formas larvares que tenham es- capado à primeira. Essa recomendação deve ser seguida, em especial, nos pacientes com infecção pelo H. nana que vivem em comunidades fechadas.

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Referências

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Publicado

1984-12-01

Edição

Seção

Ensaios Terapêuticos

Como Citar

Campos, R., Bressan, M. C. R. V., & Evangelista, M. G. B. F. (1984). Atividade do praziquantel sobre diferentes estágios evolutivos do Hymenolepis nana, em camundongos infectados experimentalmente . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 26(6), 334-340. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87342