Estabilidade de progênie de Schistosoma mansoni a drogas esquistossomicidas

Autores

  • Luiz Candido de Souza Dias Universidade Estadual de Campinas; Instituto de Biologia; Departamento de Parasitologia
  • Celso Eduardo Olivier Universidade Estadual de Campinas; Instituto de Biologia; Departamento de Parasitologia

Resumo

A suscetibilidade de linhagem brasileira (MAP), nas gerações F1 a F5 de S. mansoni a quatro drogas esquistossomicidas foi descrita em trabalho anterior. Na presente pesquisa os Autores testam a estabilidade da progênie F14 da referida linhagem às quatro drogas e a um novo medicamento, Oltipraz (35,972 RP). Cinco grupos de 12 camundongos infectados com cercárias por meio da imersão da cauda, foram tratados com hycanthone, oxamniquine, niridazole, praziquantel e Oltipraz. Foi utilizado um grupo controle de camundongos infectados e não tratados. A atividade esquistossomicida das drogas foi avaliada pela localização dos vermes no sistema porta, pelas alterações no oograma e percentagem de redução de vermes. A suscetibilidade dos vermes da geração F14 mostrou-se estável em relação àquelas observadas nas progênies F1 a F5; a progênie F14 de vermes foi resistente ao hycanthone e oxamniquine; todavia, for sensível ao niridazole, prazi- quantel e Oltipraz. Os Autores enfatizam a importância do fenômeno de resistência do verme em vista do fato do oxamniquine ser largamente utilizado em áreas do Brasil onde a esquistossomose mansônica é endêmica.

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Referências

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Publicado

1985-08-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Dias, L. C. de S., & Olivier, C. E. (1985). Estabilidade de progênie de Schistosoma mansoni a drogas esquistossomicidas . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 27(4), 186-189. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87404