Evolução da esquistossomose em uma zona hiperendêmica do estado de Minas Gerais: dois estudos seccionais

Autores

  • Maria Fernanda Furtado de Lima e Costa Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas René Rachou
  • R. S. Rocha Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas René Rachou
  • Fábio Zicker Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas René Rachou
  • Naftale Katz Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas René Rachou

Resumo

Dois estudos seccionais da esquistossomose mansoni foram desenvolvidos na cidade de Comercinho, Estado de Minas Gerais (Brasil), com intervalo de sete anos. Em 1974 e em 1981 foram feitos exames de fezes em, respectivamente, 89 e 90% da população da cidade (cerca de 1.500 habitantes) e exame clínico em, respectivamente, 78 e 92% dos pacientes que apresentavam ovos de S. mansoni nas fezes. O índice de infecção pelo S. mansoni não se modificou durante o período analisado (69,9% em 1974 e 70,4% em 1981), mas a média geométrica de ovos por grama de fezes (431 ± 4 e 334 ± 4, respectivamente) e o índice de esplenomegalia (11 e 7%, respectivamente) diminuíram significativamente em 1981, quando comparado ao observado em 1974. Esta redução ocorreu exclusivamente nas zonas centrais da cidade (zonas 1-2), onde a percentagem de domicílios com água encanada aumentou de 17 para 44%. Na periferia (zonas 3-4), onde a porcentagem de domicílios com água encanada não mudou significativamente entre 1974 (10%) e 1981 (7%), a contagem de ovos de S. mansoni e o índice de esplenomegalia também não sofreram modificações.

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Referências

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Publicado

1985-10-01

Edição

Seção

Registro de Caso

Como Citar

Costa, M. F. F. de L. e, Rocha, R. S., Zicker, F., & Katz, N. (1985). Evolução da esquistossomose em uma zona hiperendêmica do estado de Minas Gerais: dois estudos seccionais . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 27(5), 279-285. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87421