Infecciosidade da forma amastigota do Trypanosoma cruzi

Autores

  • Tecia Ulisses de Carvalho Universidade Federal do Rio de Janeiro; Instituto de Biofísica; Laboratório de Ultra-estrutura Celular
  • Wanderley de Souza Universidade Federal do Rio de Janeiro; Instituto de Biofísica; Laboratório de Ultra-estrutura Celular

Resumo

A infecciosidade da forma amastigota do Trypanosoma cruzi, isolada do sobrenadante de culturas da linhagem tumoral de macrófago J774G8 previamente infectada com formas tripomastigotas, para macrófagos normais manti dos in vitro, foi analisada. Apenas 2% dos macrófagos ingeriram amastigotas quando o período de interação parásito-célula era de 1 hora enquanto que para este mesmo período 12% dos macrófagos ingeriram formas epimastigotas. Tratamento prévio do amastigotas com tripsina não interferiu na sua ingestão por macrófagos. Uma vez no interior dos macrófagos os amastigotas se dividiam e posteriormente transformavam-se em tripomastigotas. A forma amastigota mostrou-se altamente infectiva quando inoculada na cavidade peritoneal de camundongos, induzindo altos níveis parasitêmicos e parasitismo tecidual. Os amastigotas, não são lisados quando incubados na presença de soro fresco de cobaio à semelhança do que tem sido descrito para tripomastigotas. No entanto, ao contrário do que ocorre com tripomastigotas, os amastigotas não são lisados mesmo após prévia tripsinização.

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Referências

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Publicado

1986-08-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Carvalho, T. U. de, & Souza, W. de. (1986). Infecciosidade da forma amastigota do Trypanosoma cruzi . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 28(4), 205-212. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87490