Intensidade da intradermorreação de Montenegro e tempo de evolução da lesão como preditores de falha na resposta terapêutica da leishmaniose cutânea

Autores

  • Liliane de Fátima Antonio Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Vigilância em Leishmanioses (Lab VigiLeish)
  • Aline Fagundes Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Vigilância em Leishmanioses (Lab VigiLeish)
  • Raquel Vasconcellos Carvalhaes Oliveira Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Epidemiologia Clínica (Lab. EpiClin)
  • Priscila Garcia Pinto Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Vigilância em Leishmanioses (Lab VigiLeish)
  • Sandro Javier Bedoya-Pacheco Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Vigilância em Leishmanioses (Lab VigiLeish)
  • Érica de Camargo Ferreira e Vasconcellos Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Vigilância em Leishmanioses (Lab VigiLeish)
  • Maria Cláudia Valete-Rosalino Federal University of Rio de Janeiro; Otorhinolaryngology and Ophthalmology Department
  • Marcelo Rosandiski Lyra Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Vigilância em Leishmanioses (Lab VigiLeish)
  • Sônia Regina Lambert Passos Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Epidemiologia Clínica (Lab. EpiClin)
  • Maria Inês Fernandes Pimentel Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC)/Fiocruz; Laboratório de Vigilância em Leishmanioses (Lab VigiLeish)
  • Armando de Oliveira Schubach

Resumo

Conduzimos estudo caso-controle que verificou a associação entre a intradermorreação de Montenegro (IDRM), o tempo de evolução da lesão e a resposta terapêutica em pacientes com leishmaniose cutânea (LC) atendidos no Instituto de Infectologia Evandro Chagas (INI), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, Brasil. Para cada caso com má resposta à terapêutica foram selecionados aleatoriamente dois controles que evoluíram com cicatrização das lesões após o tratamento, pareados por sexo e idade. Todos os pacientes realizaram tratamento com antimoniato de meglumina (Sb5+) IM, na dose de 5 mg Sb5+/kg/dia, continuamente, por 30 dias. Pacientes com LC apresentaram aproximadamente cinco vezes mais chance de falhar quando as lesões apresentavam menos de dois meses de evolução no primeiro dia de atendimento. Pacientes com falha terapêutica apresentaram reações de IDRM menos intensas que pacientes que evoluíram para a cura clínica. A cada 10 milímetros de aumento na resposta à IDRM, houve uma redução de 26% na chance de ocorrência de falha. O tratamento precoce, traduzido pelo tempo de evolução da lesão menor que dois meses no primeiro dia de atendimento, e resposta de imunidade celular deficiente, traduzida por IDRM menos intensa, demonstraram contribuir para a ocorrência de falha terapêutica na leishmaniose cutânea.

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Referências

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Publicado

2014-09-01

Edição

Seção

Leishmanioses

Como Citar

Antonio, L. de F., Fagundes, A., Oliveira, R. V. C., Pinto, P. G., Bedoya-Pacheco, S. J., Vasconcellos, Érica de C. F. e, Valete-Rosalino, M. C., Lyra, M. R., Passos, S. R. L., Pimentel, M. I. F., & Schubach, A. de O. (2014). Intensidade da intradermorreação de Montenegro e tempo de evolução da lesão como preditores de falha na resposta terapêutica da leishmaniose cutânea . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 56(5), 375-380. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87530