Anopheles (Kerteszia) cruzii (Diptera: Culicidae) em área peridomiciliar durante transmissão de malária assintomática na Mata Atlântica: identificação molecular das fontes de repasto sanguíneo indica humanos como hospedeiros intermediários primários

Autores

  • Karin Kirchgatter Universidade de São Paulo; Superintendência de Controle de Endemias/Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Núcleo de Estudos em Malária
  • Rosa Maria Tubaki Superintendência de Controle de Endemias; Laboratório de Entomologia Médica
  • Rosely dos Santos Malafronte Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Departamento de Doenças Parasitárias e Infecciosas
  • Isabel Cristina Alves Hospital das Clínicas; Laboratórios de Investigação Médica, LIM49
  • Giselle Fernandes Maciel de Castro Lima Universidade de São Paulo; Superintendência de Controle de Endemias/Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Núcleo de Estudos em Malária
  • Lilian de Oliveira Guimarães Universidade de São Paulo; Superintendência de Controle de Endemias/Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Núcleo de Estudos em Malária
  • Robson de Almeida Zampaulo Superintendência de Controle de Endemias; Laboratório de Entomologia Médica
  • Gerhard Wunderlich Universidade de São Paulo; Instituto de Ciências Biomédicas II; Departamento de Parasitologia

Resumo

Anopheles (Kerteszia) cruzii é o vetor primário das malárias humana e simiana fora da Amazônia Brasileira e especificamente nas regiões de Mata Atlântica. A presença de casos humanos assintomáticos, macacos silvestres positivos para Plasmodium e a similaridade entre os parasitas que os infectam suportam a discussão se essas infecções podem ser consideradas como zoonoses. Embora muitos aspectos da biologia de An. cruzii já tenham sido abordados, estudos conduzidos durante surtos de transmissão de malária, visando a análise de repasto sanguíneo e infectividade, são ausentes na Mata Atlântica. Este estudo foi conduzido na localidade de Palestina, Juquitiba, Mata Atlântica do Estado de São Paulo, onde anualmente a maioria dos casos humanos autóctones é notificada. Locais em peridomicílio foram selecionados para coleta de mosquitos em um perímetro de até 100 m em torno das residências de casos humanos de malária e da floresta circundante. Os mosquitos foram analisados com o objetivo de identificação molecular das fontes de repasto sanguíneo e para examinar a prevalência de Plasmodium. Um total de 13.441 fêmeas de An. (Ker.) cruzii foi coletado. A taxa de infecção mínima foi calculada a 0,03% e 0,01%, respectivamente, para P. vivax e P. malariae e somente sangue humano foi detectado nos mosquitos analisados que se alimentaram com sangue. Nossos dados reforçam a hipótese de que os portadores humanos assintomáticos são a principal fonte de infecção para os anofelinos na área do peridomicílio, tornando a transmissão zoonótica improvável.

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Referências

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Publicado

2014-09-01

Edição

Seção

Malaria

Como Citar

Kirchgatter, K., Tubaki, R. M., Malafronte, R. dos S., Alves, I. C., Lima, G. F. M. de C., Guimarães, L. de O., Zampaulo, R. de A., & Wunderlich, G. (2014). Anopheles (Kerteszia) cruzii (Diptera: Culicidae) em área peridomiciliar durante transmissão de malária assintomática na Mata Atlântica: identificação molecular das fontes de repasto sanguíneo indica humanos como hospedeiros intermediários primários . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 56(5), 403-409. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87534