Avaliação de métodos na detecção da MIC de vancomicina e mudanças na acurácia relacionada a diferentes valores de MIC

Autores

  • Fernanda Cristina Possamai Rossatto Federal University of Health Science of Porto Alegre; Department of Microbiology
  • Letícia Auler Proença Federal University of Health Science of Porto Alegre; Department of Microbiology
  • Ana Paula Becker Mãe de Deus Hospital; Department of Microbiology
  • Alessandro Conrado de Oliveira Silveira Federal University of Health Science of Porto Alegre; Department of Microbiology
  • Juliana Caierão Federal University of Health Science of Porto Alegre; Department of Microbiology
  • Pedro Alves D'azevedo Federal University of Health Science of Porto Alegre; Department of Microbiology

Resumo

INTRODUÇÃO: Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) apresentando suscetibilidade reduzida à vancomicina tem sido associado à falha terapêutica. Alguns métodos utilizados por laboratórios clínicos podem não ser suficientemente precisos para detectar este fenótipo, comprometendo os resultados e o desfecho do paciente. OBJETIVOS: Avaliar o desempenho de métodos na detecção dos valores de MIC de vancomicina entre isolados clínicos de MRSA. MATERIAIS E MÉTODOS: Determinamos a Concentração Inibitória Mínima de Vancomicina para 75 MRSA isolados de pacientes do Hospital Mãe de Deus, Porto Alegre, Brasil. Utilizamos a microdiluição em caldo como técnica padrão-ouro e os seguintes métodos: tiras de E-test® (BioMérieux), tiras M.I.C.E® (Oxoid), painel comercial da PROBAC® e sistema automatizado MicroScan® (Siemens). Além disso, foi realizado o teste de triagem em ágar com 3 µg/mL de vancomicina. RESULTADOS: Todos os isolados apresentaram MIC ≤ 2 µg/mL. Não houve diferença estatística entre os resultados do E-test® e da microdiluição em caldo. O painel da PROBAC® apresentou MICs, em geral, menores que o padrão-ouro (58,66% de erros maiores), enquanto que as MICs pelo M.I.C.E.® foram maiores (67,99% de erros menores). CONCLUSÕES: Para nossa população de MRSA, E-test® apresentou o melhor desempenho, embora com uma acurácia heterogênea, dependendo dos valores da MIC.

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Referências

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Publicado

2014-12-01

Edição

Seção

Microbiologia

Como Citar

Rossatto, F. C. P., Proença, L. A., Becker, A. P., Silveira, A. C. de O., Caierão, J., & D'azevedo, P. A. (2014). Avaliação de métodos na detecção da MIC de vancomicina e mudanças na acurácia relacionada a diferentes valores de MIC. Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 56(6), 469-472. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/87656