Subúrbio moderno, utopia burguesa. reflexões sobre a modernização de São Paulo e a suburbanização do Morumbi
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v17i1p24-46Palavras-chave:
São Paulo, Morumbi, Modernização, SubúrbioResumo
A formação de subúrbios na periferia do cuore urbano de São Paulo logo no início do século XX é um fenômeno que já motivou estudos nas mais diversas frentes. Sabe-se que, embora a suburbanização tenha envolvido sobretudo os grupos socioeconômicos de renda baixa, ela também abrangeu famílias de médio e alto poder aquisitivo. O atual distrito do Morumbi, urbanizado a partir do final da década de 1940, compreende diversos bairros que foram concebidos como subúrbios para famílias de renda alta. Dentre eles, o Paineiras do Morumbi, projetado pelo arquiteto Oswaldo Bratke (1907-1997), é um exemplo representativo do padrão de traçado adotado em quase toda aquela região. Este artigo examina justamente a suburbanização que envolveu parte das classes de renda média e alta da população de São Paulo ao final dos anos 1940, e que promoveu, nesse período, a ocupação do Morumbi. O objetivo é discutir os fatores que impulsionaram a emergência desse processo, bem como elucidar as dinâmicas de desenvolvimento e configuração urbana típicas dos bairros que hoje conformam o distrito. Inicialmente, o trabalho revisa as principais transformações urbanas ocorridas em São Paulo a partir dos anos 1920, quando a cidade enfrentou sua primeira modernização. A segunda parte examina o projeto de Oswaldo Bratke para o bairro Paineiras do Morumbi, que é tomado como estudo de caso. Na reflexão final, atenta-se para as principais motivações que facilitaram a suburbanização do Morumbi, pontuando a contradição inerente a tal processo. Nesse sentido, o subúrbio parece ter sido encarado por parte das famílias nucleares de elite como oportunidade de realizar uma utopia de vida moderna em um cenário agreste porém modernizado, distante das condições urbanas conturbadas e heterogêneas que vinham se impondo na metrópole.
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