Autocuidado e fadiga em indivíduos internados com insuficiência cardíaca descompensada durante a pandemia da COVID-19: estudo transversal
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7465.4618Palavras-chave:
Autocuidado; Fadiga; Insuficiência Cardíaca; COVID-19; Enfermagem; CardiologiaResumo
Objetivo: verificar a associação entre autocuidado e fadiga de pacientes internados por descompensação da insuficiência cardíaca durante a pandemia da COVID-19. Método: estudo observacional, de corte transversal, com 132 indivíduos internados em um hospital universitário. Os dados foram coletados por entrevista individual e consulta aos prontuários. O autocuidado foi avaliado pelo Self-Care of Heart Failure Index e a fadiga pelo Pictograma de Fadiga, ambas versões validadas previamente para uso no Brasil. Valores iguais ou superiores a 70 indicam autocuidado adequado para as subescalas Manejo, Manutenção e Confiança. Resultados: a maioria dos participantes era do sexo masculino (n = 73; 55,3%), com baixa escolaridade (n = 98; 74,2%), morava com cônjuge e/ou filhos (n = 77; 58,4%) e a média de idade foi 62,3 anos (desvio-padrão = 28,7). Constatamos autocuidado inadequado para a insuficiência cardíaca nas subescalas Manutenção (n = 109; 82,6%), Manejo (n = 81; 61,8%) e Confiança (n = 57; 48,3%). Considerando a última semana antes da hospitalização, os participantes referiram cansaço e limitações decorrentes da fadiga. Não constatamos associação estatisticamente significante entre a intensidade e o impacto da fadiga e as subescalas do autocuidado. Conclusão: no período pandêmico, a fadiga percebida pelos participantes antes da internação pela descompensação clínica da insuficiência cardíaca, embora prevalente, não teve associação com o autocuidado da doença.
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