Infecções Sexualmente Transmissíveis não virais em gestantes na Atenção Primária: prevalência e fatores associados
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7592.4696Palavras-chave:
Gestantes; Infecções Sexualmente Transmissíveis; Cuidado Pré-Natal; Atenção Primária à Saude; Rastreamento; PrevalênciaResumo
Objetivo: analisar os fatores associados à ocorrência de Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Mycoplasma genitalium e Trichomonas vaginalis em gestantes acompanhadas na Atenção Primária à Saúde. Método: estudo transversal com 302 gestantes com idade entre 15 a 49 anos. Foram coletadas amostras de secreção vaginal para detecção por biologia molecular de clamídia, gonorreia, mycoplasma e tricomoníase; aplicado questionário estruturado com dados sociodemográficos, comportamentais, antecedentes obstétricos e clínicos, resultados de testes rápidos (Vírus da Imunodeficiência Humana, Sífilis, Hepatite B e C). Análise realizada no software STATA 15.0. Resultados: as prevalências encontradas foram: Chlamydia trachomatis (11,6%), Mycoplasma genitalium (9,6%), Neisseria gonorrhoeae (1,7%) e Trichomonas vaginalis (3,6%). A idade inferior a 25 anos (odds ratio ajustado=2,06), presença de sintomas (odds ratio ajustado=1,99), ausência de parceiro fixo ou até um ano de relacionamento (odds ratio ajustado=2,64) aumentou a chance de ter pelo menos uma infecção. Conclusão: este estudo descreve a alta prevalência global de infecções sexualmente transmissíveis curáveis em gestantes na Atenção Primária à Saúde. Conhecer a prevalência destas infecções em gestantes e os principais determinantes são essenciais para reorganização do cuidado pré-natal e redução de complicações gravídico-puerperal e fetais.
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