Avaliação pós-alta de pacientes com lesão por pressão hospitalar: estudo de coorte prospectivo

Autores

  • Michelle Venâncio Hong Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento de Enfermagem, Botucatu, SP, Brasil.
  • Bruna Cristina Velozo Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento de Enfermagem, Botucatu, SP, Brasil.
  • Isabela Novello Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento de Dermatologia, Botucatu, SP, Brasil.
  • Hélio Amante Miot Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento de Dermatologia, Botucatu, SP, Brasil.
  • Meire Cristina Novelli e Castro Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento de Enfermagem, Botucatu, SP, Brasil.
  • Luciana Patrícia Fernandes Abbade Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento de Dermatologia, Botucatu, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.7866.4769

Palavras-chave:

Lesão por Pressão; Alta do Paciente; Serviços de Assistência Domiciliar; Assistência Domiciliar; Continuidade da Assistência ao Paciente; Cicatrização.

Resumo

Objetivo:  avaliar a evolução cicatricial das lesões por pressão desenvolvidas no ambiente hospitalar de pacientes adultos no período pós-alta, assim como as intercorrências e cuidados direcionados a esses pacientes. Método:  estudo de coorte prospectivo com pacientes que desenvolveram lesão por pressão durante internação e receberam alta hospitalar. As informações foram coletadas em 7, 15, 30 e 60 dias após a alta hospitalar. Resultado:  a amostra incluiu 113 pacientes, sendo 63 homens (55,8%), com média de idade 64,6 anos (± 15,1). Ocorreram 246 lesões, predominantemente na região sacral (91; 37,0%) e de estágio 2 (117; 47,6%). As taxas de reinternação variaram entre 10,6% e 16,8% ao longo de 60 dias e ocorreram 25 (22,1%) óbitos. Na última entrevista, 57 pacientes participaram, dos quais 29 (50,9%) permaneciam acamados ou com mobilidade muito limitada e 48 (84,2%) tiveram melhora ou cicatrização da lesão. O acidente vascular encefálico ocorreu em 22 (19,5%) pacientes e demonstrou ser um fator desfavorável ao processo de cicatrização (HR = 0,6; p=0,021). Conclusão:  durante 60 dias após a alta, os pacientes tiveram desfechos desfavoráveis, como óbito, readmissão hospitalar e não cicatrização das lesões por pressão. Pacientes com acidente vascular encefálico tiveram evolução mais lenta do processo cicatricial.

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Referências

Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Hong, M. V., Velozo, B. C., Novello, I., Miot, H. A., Castro, M. C. N. e, & Abbade, L. P. F. (2026). Avaliação pós-alta de pacientes com lesão por pressão hospitalar: estudo de coorte prospectivo. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 34, e4769. https://doi.org/10.1590/1518-8345.7866.4769