Avaliação pós-alta de pacientes com lesão por pressão hospitalar: estudo de coorte prospectivo
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7866.4769Palavras-chave:
Lesão por Pressão; Alta do Paciente; Serviços de Assistência Domiciliar; Assistência Domiciliar; Continuidade da Assistência ao Paciente; Cicatrização.Resumo
Objetivo: avaliar a evolução cicatricial das lesões por pressão desenvolvidas no ambiente hospitalar de pacientes adultos no período pós-alta, assim como as intercorrências e cuidados direcionados a esses pacientes. Método: estudo de coorte prospectivo com pacientes que desenvolveram lesão por pressão durante internação e receberam alta hospitalar. As informações foram coletadas em 7, 15, 30 e 60 dias após a alta hospitalar. Resultado: a amostra incluiu 113 pacientes, sendo 63 homens (55,8%), com média de idade 64,6 anos (± 15,1). Ocorreram 246 lesões, predominantemente na região sacral (91; 37,0%) e de estágio 2 (117; 47,6%). As taxas de reinternação variaram entre 10,6% e 16,8% ao longo de 60 dias e ocorreram 25 (22,1%) óbitos. Na última entrevista, 57 pacientes participaram, dos quais 29 (50,9%) permaneciam acamados ou com mobilidade muito limitada e 48 (84,2%) tiveram melhora ou cicatrização da lesão. O acidente vascular encefálico ocorreu em 22 (19,5%) pacientes e demonstrou ser um fator desfavorável ao processo de cicatrização (HR = 0,6; p=0,021). Conclusão: durante 60 dias após a alta, os pacientes tiveram desfechos desfavoráveis, como óbito, readmissão hospitalar e não cicatrização das lesões por pressão. Pacientes com acidente vascular encefálico tiveram evolução mais lenta do processo cicatricial.
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