Retratamento após perda de seguimento em pacientes adolescentes e jovens vivendo com HIV: estudo caso-controle

Autores

  • Camila Moraes Garollo Piran Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR, Brasil. Polytechnic University of Leiria, Leiria, Portugal. Scholarship holder at the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Brasil.
  • Alana Vitória Escritori Cargnin Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR, Brasil. Scholarship holder at the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Brasil.
  • Mariana Martire Mori Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR, Brasil. Scholarship holder at the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Brasil.
  • Rosana Rosseto de Oliveira Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR, Brasil.
  • João Manuel Graça Frade Polytechnic University of Leiria, Leiria, Portugal.
  • Marcela Demitto Furtado Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.7973.4802

Palavras-chave:

Retratamento; Perda de Seguimento; Adolescentes; Adulto Jovem; HIV; Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Resumo

Objetivo:  identificar os fatores associados ao retratamento após perda de seguimento entre adolescentes e jovens vivendo com Vírus da Imunodeficiência Humana. Método:   estudo de caso-controle pareado (proporção 1/1) com coleta de dados em prontuários. Os casos foram de adolescentes e jovens, com diagnóstico referente ao Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida com retratamento após perda de seguimento. Os controles foram adolescentes e jovens diagnosticados, em perda de seguimento, sem histórico de retratamento. Para análise estatística, adotou-se regressão logística. Resultados:  76 casos e 76 controles foram incluídos. A variável associada à maior chance de retratamento foi não ter religião (ORaj:3,46; IC95%:1,52-7,88; p=0,003). Já os fatores que diminuíram as chances de retratamento foram 21,91 anos de idade no início do acompanhamento (ORaj:0,78; IC95%:0,62-0,98; p=0,039), sexo feminino (ORaj:0,12; IC95%:0,03-0,45; p=0,001), morar em instituição (ORaj:0,72; IC95%:0,12-0,43; p=0,004), uso de álcool (ORaj:0,20; IC95%:0,08-0,49; p<0,001), diagnóstico de Vírus da Imunodeficiência Humana no Centro de Tratamento e Aconselhamento (ORaj:0,31; IC95%:0,13-0,74; p=0,008) e falta(s) em consulta antes da perda de seguimento (ORaj:0,20; IC95%:0,07-0,52; p=0,001). Conclusão:   o retorno ao tratamento de adolescentes e jovens vivendo com Vírus da Imunodeficiência Humana possui determinantes multifatoriais associados ao perfil sociodemográfico, comportamental e clínico.

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Referências

Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Piran, C. M. G., Cargnin, A. V. E., Mori, M. M., Oliveira, R. R. de, Frade, J. M. G., & Furtado, M. D. (2026). Retratamento após perda de seguimento em pacientes adolescentes e jovens vivendo com HIV: estudo caso-controle. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 34, e4802. https://doi.org/10.1590/1518-8345.7973.4802