Retratamento após perda de seguimento em pacientes adolescentes e jovens vivendo com HIV: estudo caso-controle
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7973.4802Palavras-chave:
Retratamento; Perda de Seguimento; Adolescentes; Adulto Jovem; HIV; Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.Resumo
Objetivo: identificar os fatores associados ao retratamento após perda de seguimento entre adolescentes e jovens vivendo com Vírus da Imunodeficiência Humana. Método: estudo de caso-controle pareado (proporção 1/1) com coleta de dados em prontuários. Os casos foram de adolescentes e jovens, com diagnóstico referente ao Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida com retratamento após perda de seguimento. Os controles foram adolescentes e jovens diagnosticados, em perda de seguimento, sem histórico de retratamento. Para análise estatística, adotou-se regressão logística. Resultados: 76 casos e 76 controles foram incluídos. A variável associada à maior chance de retratamento foi não ter religião (ORaj:3,46; IC95%:1,52-7,88; p=0,003). Já os fatores que diminuíram as chances de retratamento foram 21,91 anos de idade no início do acompanhamento (ORaj:0,78; IC95%:0,62-0,98; p=0,039), sexo feminino (ORaj:0,12; IC95%:0,03-0,45; p=0,001), morar em instituição (ORaj:0,72; IC95%:0,12-0,43; p=0,004), uso de álcool (ORaj:0,20; IC95%:0,08-0,49; p<0,001), diagnóstico de Vírus da Imunodeficiência Humana no Centro de Tratamento e Aconselhamento (ORaj:0,31; IC95%:0,13-0,74; p=0,008) e falta(s) em consulta antes da perda de seguimento (ORaj:0,20; IC95%:0,07-0,52; p=0,001). Conclusão: o retorno ao tratamento de adolescentes e jovens vivendo com Vírus da Imunodeficiência Humana possui determinantes multifatoriais associados ao perfil sociodemográfico, comportamental e clínico.
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