Barreiras para o gerenciamento de alarmes clínicos em unidades de terapia intensiva: um estudo transversal

Autores

  • Renata Cristina Crippa Diekmann Sociedade Israelita Brasileira Albert Einstein, Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil.
  • Lillian Caroline Fernandes Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem, São Paulo, SP, Brasil.
  • Ramon Antonio Oliveira Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem, São Paulo, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.7969.4844

Palavras-chave:

Unidades de Terapia Intensiva; Cuidados Críticos; Segurança do Paciente; Alarmes Clínicos; Profissionais de Enfermagem; Enfermagem.

Resumo

Objetivo:  investigar as barreiras para o gerenciamento de alarmes clínicos segundo enfermeiros e técnicos em enfermagem e examinar características do atendimento aos alarmes clínicos em unidades de terapia intensiva. Método:  estudo transversal realizado em um hospital acreditado pela Joint Commission International e American Nurses Credentialing Center Magnet Recognition. Aplicou-se formulário para identificar as barreiras para o gerenciamento dos alarmes clínicos e realizou-se 84 horas de observação. Resultados:  participaram 92 profissionais (33 enfermeiros e 59 técnicos em enfermagem). A percepção de dimensionamento de pessoal de enfermagem inadequado foi mais frequente entre enfermeiros (21,2%) do que entre técnicos em enfermagem (3,4%; p=0,006). A competição entre alarmes clínicos e ruídos de outros equipamentos foi identificada como semelhante entre os enfermeiros (20; 60,6%) e técnicos em enfermagem (35; 53,9%; p=0,981). Interrupções frequentes de atividades foram relatadas por enfermeiros (6; 18,2%) e técnicos em enfermagem (17; 28,8%) (p=0,615). Registram-se 49 alarmes clínicos, com média de tempo-resposta de 2,5 minutos (DP 2,8) e três (6,1%) ignorados. Conclusão:  diversas barreiras ao gerenciamento adequado foram identificadas, incluindo recursos humanos, fatores ambientais e processo de trabalho. Quanto ao atendimento, predominaram alarmes de monitores multiparâmetros, respondidos majoritariamente pela equipe de enfermagem, com baixa proporção de alarmes clínicos ignorados.

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Referências

Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Diekmann, R. C. C., Fernandes, L. C., & Oliveira, R. A. (2026). Barreiras para o gerenciamento de alarmes clínicos em unidades de terapia intensiva: um estudo transversal. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 34, e4844. https://doi.org/10.1590/1518-8345.7969.4844