Barreiras para o gerenciamento de alarmes clínicos em unidades de terapia intensiva: um estudo transversal
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7969.4844Palavras-chave:
Unidades de Terapia Intensiva; Cuidados Críticos; Segurança do Paciente; Alarmes Clínicos; Profissionais de Enfermagem; Enfermagem.Resumo
Objetivo: investigar as barreiras para o gerenciamento de alarmes clínicos segundo enfermeiros e técnicos em enfermagem e examinar características do atendimento aos alarmes clínicos em unidades de terapia intensiva. Método: estudo transversal realizado em um hospital acreditado pela Joint Commission International e American Nurses Credentialing Center Magnet Recognition. Aplicou-se formulário para identificar as barreiras para o gerenciamento dos alarmes clínicos e realizou-se 84 horas de observação. Resultados: participaram 92 profissionais (33 enfermeiros e 59 técnicos em enfermagem). A percepção de dimensionamento de pessoal de enfermagem inadequado foi mais frequente entre enfermeiros (21,2%) do que entre técnicos em enfermagem (3,4%; p=0,006). A competição entre alarmes clínicos e ruídos de outros equipamentos foi identificada como semelhante entre os enfermeiros (20; 60,6%) e técnicos em enfermagem (35; 53,9%; p=0,981). Interrupções frequentes de atividades foram relatadas por enfermeiros (6; 18,2%) e técnicos em enfermagem (17; 28,8%) (p=0,615). Registram-se 49 alarmes clínicos, com média de tempo-resposta de 2,5 minutos (DP 2,8) e três (6,1%) ignorados. Conclusão: diversas barreiras ao gerenciamento adequado foram identificadas, incluindo recursos humanos, fatores ambientais e processo de trabalho. Quanto ao atendimento, predominaram alarmes de monitores multiparâmetros, respondidos majoritariamente pela equipe de enfermagem, com baixa proporção de alarmes clínicos ignorados.
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