É a cronicidade do HIV/aids frágil? Biomedicina, política e sociabilidade em uma rede social on-line

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.4006.3298%20

Palavras-chave:

HIV, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Antropologia Médica, Doença Crônica, Rede Social, Política

Resumo

Objetivo: compreender como as relações entre cronicidade e política modelam a sociabilidade e a ajuda mútua entre pessoas que vivem com HIV/aids. Método: trata-se de uma etnografia virtual em um grupo fechado no Facebook. Para coligir as informações, utilizaram-se observação participante on-line e análise documental. Analisaram-se 37 postagens por meio do software NVivo 12 Pro e pela técnica de codificação temática. Resultados: emergiram duas categorias temáticas: Faça o tratamento e o tempo se encarregará do resto: ajuda mútua e HIV/aids como condição crônica; e Sim, há perigo na esquina, meu bem: política, conflitos e sociabilidade no grupo. O aspecto mais relevante deste estudo diz respeito à evidência da fragilidade do discurso da cronicidade do HIV/aids. Conclusão: por meio da análise da sociabilidade e da ajuda mútua produzidas entre os membros do grupo investigado foi possível apreender os modos como, em suas experiências de viver com o HIV/aids como condição crônica, as relações entre saúde-doença, política e tempo evidenciaram a dependência entre cronicidade e Estado, e seus impactos na vida cotidiana.

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Referências

Publicado

2020-02-23

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Melo, L. P. de ., Cortez, L. C. de A., & Santos, R. de P. . (2020). É a cronicidade do HIV/aids frágil? Biomedicina, política e sociabilidade em uma rede social on-line. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 28, e3298. https://doi.org/10.1590/1518-8345.4006.3298