Fatores associados à prática de chemsex em Portugal durante a pandemia da COVID-19

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.4975.3474

Palavras-chave:

Minorias Sexuais e de Gênero, Infecções por Coronavírus, Enfermagem em Saúde Pública, Pandemias, Comportamento Sexual, Drogas Ilícitas

Resumo

Objetivo: investigar os fatores associados à prática do sexo sob o efeito de drogas (chemsex) entre homens que fazem sexo com homens (HSH) portugueses durante o período de distanciamento social pela COVID-19. Método: inquérito on-line aplicado em maio de 2020 a uma amostra de 1301 participantes residentes em Portugal recrutados pelo método Respondent Driven Sampling na rede social Facebook®. Realizaram-se as análises descritiva e bivariada e a regressão logística para o cálculo dos Odds ratio ajustado (ORa). Resultados: a prevalência de chemsex foi de 20,2%. A chance de praticar chemsex aumentou com: o sexo grupal (ORa: 28.4, IC95% 16.93 – 47.49); o não uso de preservativo (ORa: 7,1 IC95% 4,57 – 10,99); fazer uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) como medida protetiva para a COVID-19 (ORa: 4,2, IC95% 2,71 – 6,39) e realizar teste para a COVID-19 (ORa: 1,9, IC95% 1,15 – 3,10). Conclusão: a prática de chemsex entre homens que fazem sexo com homens, no período da pandemia da COVID-19 em Portugal, foi elevada e pode fornecer subsídios para entender o papel e o impacto que as relações sexuais possuem nas taxas de transmissão e na atual situação pandêmica no país.

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Referências

Publicado

2021-08-30

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Chone, J. S., Lima, S. V. M. A. ., Fronteira, I., Mendes, I. A. C., Shaaban, A. N. ., Martins, M. do R. O. ., & Sousa, Álvaro F. L. . (2021). Fatores associados à prática de chemsex em Portugal durante a pandemia da COVID-19. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 29, e3474. https://doi.org/10.1590/1518-8345.4975.3474