Cardiotoxicidade induzida por quimioterápicos em pacientes com câncer: estudo observacional em hospital de referência oncológica no Sudeste do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7472.4775Palavras-chave:
Neoplasias; Antineoplásicos; Fatores de Risco de Doenças Cardíacas; Biomarcadores; Eletrocardiograma; CardiotoxicidadeResumo
Objetivo: avaliar o perfil clínico, inflamatório e eletrocardiográfico de pacientes oncológicos na fase pré-quimioterapia, visando à identificação precoce de sinais indicativos de toxicidade cardiovascular. Método: estudo observacional, transversal, realizado entre novembro de 2022 e dezembro de 2023, com adultos com câncer em estágios I a III, atendidos em um hospital do Sudeste brasileiro. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e tumorais, além de exames laboratoriais e eletrocardiográficos realizados antes da primeira infusão quimioterápica. Análises descritivas foram conduzidas no software R. Resultados: participaram 84 pacientes, sendo a maioria mulheres (72,6%) com diagnóstico de câncer de mama (57,1%). Verificou-se prevalência de inflamação sistêmica, com proteína C-reativa elevada em 35,7%, razão neutrófilo-linfócito aumentada em 23,5% e razão plaqueta-linfócito em 27,2%. Observou-se associação significativa entre índice de massa corporal elevado e alterações na onda T (p=0,005). Embora 10 pacientes apresentassem intervalo QT corrigido prolongado, não foram identificadas outras associações estatisticamente significativas. Conclusão: a fase pré-quimioterapia revelou alterações inflamatórias e eletrocardiográficas relevantes, mesmo na ausência de cardiotoxicidade estabelecida. Os achados reforçam a importância da avaliação cardiovascular basal e do acompanhamento multiprofissional na cardio-oncologia, especialmente em pacientes com fatores de risco modificáveis. Estudos longitudinais são recomendados para elucidar as trajetórias clínicas e prognósticas dessas alterações.
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