Fatores associados às prorrogações e aos trancamentos da pós-graduação stricto sensu no Brasil na pandemia COVID-19: ênfase na saúde mental
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7988.4754Palavras-chave:
Educação de Pós-Graduação; Saúde Mental; COVID-19; Universidades; Ensino; Fatores de RiscoResumo
Objetivo: analisar os fatores associados à prorrogação de prazo de conclusão e ao trancamento de curso por discentes brasileiros matriculados em programas de pós-graduação stricto sensu no contexto da pandemia de COVID-19, com ênfase na saúde mental. Método: estudo transversal analítico, realizado com 5.286 pós-graduandos matriculados no ano de 2022. Os dados foram coletados por meio de formulário eletrônico com informações sociodemográficas, acadêmicas e de saúde, incluindo histórico de transtornos mentais. Empregou-se análise estatística descritiva e inferencial, com regressão logística, por meio do software R. Resultados: verificou-se que 38% dos participantes prorrogaram seus cursos e 4,8% trancaram a matrícula. A prorrogação esteve associada a cursar doutorado, Engenharias ou Ciências Biológicas, relatar dificuldades na formação e apresentar problemas de saúde mental. Participação em aulas remotas e diagnóstico prévio de hipertensão emergiram como fatores protetores. O trancamento associou-se a ter filhos, cursar Engenharia, enfrentar dificuldades na pandemia, apresentar problemas de saúde mental e histórico de afastamento acadêmico. Ser bolsista foi fator protetor, reduzindo em 50% as chances de trancamento. Conclusão: os achados indicam que a prorrogação e o trancamento estão relacionados aos fatores acadêmicos, pessoais e de saúde, o que evidencia a necessidade de políticas institucionais promotoras de suporte integral, com atenção especial à saúde mental e à permanência na pós-graduação.
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