Desigualdades na utilização da rede de atenção à saúde para inserção do dispositivo intrauterino
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7951.4805Palavras-chave:
Contracepção Reversível de Longo Prazo; Dispositivo Intrauterino; Planejamento Familiar; Desigualdades de Saúde; Enfermagem Obstétrica; Atenção à Saúde.Resumo
Objetivo: investigar a utilização da Rede de Atenção à Saúde por mulheres em idade reprodutiva para inserção do dispositivo intrauterino e analisar possíveis desigualdades conforme características sociodemográficas. Método: estudo transversal, aninhado à coorte prospectiva, com amostra aleatória de 515 mulheres ≥18 anos, conduzido em serviço de referência para inserção do dispositivo intrauterino, por enfermeiras obstétricas. Aplicou-se questionário estruturado face a face para obter informações relativas à utilização da rede para inserção do dispositivo intrauterino. A análise foi conduzida com base no Modelo Comportamental de Utilização de Serviços de Saúde. Utilizou-se regressão logística e multinomial para estimar Odds Ratio de utilização dos serviços da rede segundo fatores predisponentes raça/cor e paridade, e fator facilitador, escolaridade. Resultados: a maioria das mulheres conhece e utiliza os serviços de saúde da rede, principalmente as com baixa escolaridade e multíparas. Porém, a utilização desses para acessar o dispositivo intrauterino é menor, com baixo acesso à orientação sobre planejamento reprodutivo e sobre a inserção do dispositivo intrauterino nos serviços, ainda menor entre aquelas com menor escolaridade e nulíparas. Conclusão: a menor chance de utilização da rede para acessar o dispositivo intrauterino entre mulheres com menor escolaridade e nulíparas revela desigualdades sociais no acesso à contracepção.
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