Desigualdades na utilização da rede de atenção à saúde para inserção do dispositivo intrauterino

Autores

  • Síntia Nascimento dos Reis Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública, Belo Horizonte, MG, Brasil.
  • Mery Natali Silva Abreu Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Enfermagem, Departamento de Gestão em Saúde, Belo Horizonte, MG, Brasil.
  • Fernanda Penido Matozinhos Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública, Belo Horizonte, MG, Brasil. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil.
  • Larissa Soares Santos Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública, Belo Horizonte, MG, Brasil. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil.
  • Ana Paula Lage Guimarães Vallerini Hospital Sofia Feldman, Belo Horizonte, MG, Brasil.
  • Mariana Santos Felisbino-Mendes Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública, Belo Horizonte, MG, Brasil. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.7951.4805

Palavras-chave:

Contracepção Reversível de Longo Prazo; Dispositivo Intrauterino; Planejamento Familiar; Desigualdades de Saúde; Enfermagem Obstétrica; Atenção à Saúde.

Resumo

Objetivo:  investigar a utilização da Rede de Atenção à Saúde por mulheres em idade reprodutiva para inserção do dispositivo intrauterino e analisar possíveis desigualdades conforme características sociodemográficas. Método:  estudo transversal, aninhado à coorte prospectiva, com amostra aleatória de 515 mulheres ≥18 anos, conduzido em serviço de referência para inserção do dispositivo intrauterino, por enfermeiras obstétricas. Aplicou-se questionário estruturado face a face para obter informações relativas à utilização da rede para inserção do dispositivo intrauterino. A análise foi conduzida com base no Modelo Comportamental de Utilização de Serviços de Saúde. Utilizou-se regressão logística e multinomial para estimar Odds Ratio de utilização dos serviços da rede segundo fatores predisponentes raça/cor e paridade, e fator facilitador, escolaridade. Resultados:  a maioria das mulheres conhece e utiliza os serviços de saúde da rede, principalmente as com baixa escolaridade e multíparas. Porém, a utilização desses para acessar o dispositivo intrauterino é menor, com baixo acesso à orientação sobre planejamento reprodutivo e sobre a inserção do dispositivo intrauterino nos serviços, ainda menor entre aquelas com menor escolaridade e nulíparas. Conclusão:  a menor chance de utilização da rede para acessar o dispositivo intrauterino entre mulheres com menor escolaridade e nulíparas revela desigualdades sociais no acesso à contracepção.

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Referências

Publicado

2026-03-30

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Reis, S. N. dos, Abreu, M. N. S., Matozinhos, F. P., Santos, L. S., Vallerini, A. P. L. G., & Felisbino-Mendes, M. S. (2026). Desigualdades na utilização da rede de atenção à saúde para inserção do dispositivo intrauterino. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 34, e4805. https://doi.org/10.1590/1518-8345.7951.4805