Perfil clínico-epidemiológico de pacientes pediátricos em oxigenação por membrana extracorpórea: experiência de um centro
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7999.4781Palavras-chave:
Enfermagem; Pediatria; Prontuários Médicos; Prática Avançada de Enfermagem; Cuidados Críticos; Oxigenação por Membrana Extracorpórea.Resumo
Objetivo: analisar o perfil clínico-epidemiológico de pacientes pediátricos em suporte por oxigenação por membrana extracorpórea em um centro de referência. Método: estudo transversal e retrospectivo, baseado na análise de 108 prontuários de pacientes pediátricos de um hospital público. Foram coletados dados sociodemográficos e clínicos por meio de um instrumento desenvolvido para esta pesquisa. Para a análise, foram utilizadas frequências absolutas e percentuais, medidas de tendência central e dispersão, teste de normalidade de Shapiro-Wilk, teste qui-quadrado de Pearson, modelo de regressão logística com entrada Stepwise, análise de regressão linear múltipla e teste de Durbin-Watson. Resultados: segundo a análise dos documentos, 55,5% pertenciam a pacientes do sexo feminino. Quanto aos desfechos clínicos, 76,1% aguardavam cirurgia antes da canulação, 69,3% utilizaram drogas vasoativas e 57,4% evoluíram para óbito. A oxigenação por membrana extracorpórea venoarterial do tipo central foi a modalidade mais utilizada. A principal indicação para o suporte foi a síndrome do baixo débito cardíaco. Pacientes que desenvolveram complicações mecânicas na oxigenação por membrana extracorpórea apresentaram risco estatisticamente maior para o óbito (odds ratio de 2,8). Conclusão: complicações mecânicas se associaram ao risco aumentado de mortalidade. O perfil clínico-epidemiológico evidencia a gravidade clínica, caracterizada por instabilidade hemodinâmica e indicação cirúrgica.
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