Incidência de near miss neonatal em uma maternidade de médio porte do Nordeste Brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v53i1p1-7

Palavras-chave:

Neonatologia, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Indicadores de Morbimortalidade, Near Miss

Resumo

Objetivo: Verificar a incidência de near miss neonatal (NMN), indicador de “quase morte” por complicações pré ou pós-natais, em uma maternidade de médio porte no Nordeste brasileiro. Modelo do estudo: Coorte retrospectiva, com abordagem indutiva e procedimentos descritivos. Metodologia: Analisou-se prontuários de nascidos no mês de janeiro de 2016, identificando-se os casos de NMN conforme os seguintes critérios: idade gestacional < 32 semanas, recém-nascido (RN) que necessitou de manobra de reanimação ou deprimido, peso ao nascimento < 1500 g, necessidade de cuidados em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN), necessidade de ventilação mecânica, escore de Apgar no 1º e 5º minutos < 7. Para verificar a associação entre as variáveis maternas e o diagnóstico de NMN, foi utilizado o teste t de Student. Resultados: Foram avaliados 120 RN. Dentre eles, 26 nascidos de parto normal e 94 de parto cesáreo. A média de idade materna foi de 26,61 (±7,9). A maioria das genitoras apresentava doenças cardiovasculares (71,7%) e 70,8% pré-natal com número de consultas inferior a sete. Identificou-se uma incidência de 30% de NMN, sendo a maioria do sexo masculino (55%). A taxa de internação na UTIN foi de 17,5%. O menor número de filhos vivos e médias superiores de partos cesáreos apresentaram associação significativa (p < 0,05) com o NMN. Conclusão: O indicador de NMN apresentou uma elevada incidência, mesmo em hospital de referência para gestação de alto risco, sendo um método de grande relevância para avaliação e prevenção de morbidades graves do RN.

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Publicado

2020-04-27

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Seção

Artigo Original

Como Citar

1.
Cantalice A da SC, Carvalho KKA, Oliveira LB de. Incidência de near miss neonatal em uma maternidade de médio porte do Nordeste Brasileiro. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 27º de abril de 2020 [citado 6º de fevereiro de 2026];53(1):1-7. Disponível em: https://revistas.usp.br/rmrp/article/view/150582