Avaliação de prescrições de antimicrobianos em um hospital pediátrico no Maranhão, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2025.215102Palavras-chave:
Antimicrobianos, Interações medicamentosas, PediatriaResumo
Objetivo: Avaliar prescrições de antimicrobianos em um hospital pediátrico no Maranhão. Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com base em prontuários físicos de um hospital pediátrico no Maranhão, no período de janeiro a junho de 2021. As potenciais interações medicamentosas (PIM) foram verificadas em Drugs.com, MICROMEDEX® e Karalliedde 2016. A adequação da terapia foi verificada nos tratados de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria e de Infectologia, Dermatologia de Azulay e Guia de utilização de anti-infecciosos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. A análise estatística foi realizada no Software R. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: 668 fichas de atendimento foram analisadas. 56% eram de pacientes do sexo masculino, 58,4% eram destinadas a crianças de 0 a 4 anos e 73,1% foram prescritos por médicos não pediatras. A análise revelou 14 PIM nos prontuários. Observou-se a associação da frequência de PIM com pacientes procedentes de outros municípios (p-valor < 0,001) e com a polifarmácia (p-valor < 0,001). 67 prescrições de antimicrobianos foram consideradas inadequadas, com maior frequência nas prescrições de pediatras (p-valor < 0.001). Considerações finais: A penicilina G benzatina foi o antimicrobiano mais prescrito. A chance de ter PIM na prescrição foi maior nos atendimentos de pacientes que eram procedentes de municípios vizinhos e nos atendimentos com polifarmácia. A terapia antimicrobiana empírica inadequada estava presente em 36,9% das fichas com hipóteses diagnósticas.
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