Ocorrência de sepse/choque séptico em pacientes internados em unidade de terapia intensiva
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2025.221915Palavras-chave:
Sepse, Choque séptico, Clínica, Unidade de Terapia Intensiva, PrevalênciaResumo
Introdução: Sepse e choque séptico são condições graves, com a Organização Mundial da Saúde estimando 11 milhões de casos anuais e taxas de mortalidade de 30-40%. No Brasil, a incidência é de aproximadamente 200 mil casos por ano, com alta letalidade em hospitais públicos do SUS. A pesquisa visa preencher lacunas sobre associações sociodemográficas e clínicas. Objetivo: estimar a prevalência de sepse e choque séptico em pacientes internados em UTI de um hospital público. Método: estudo transversal, com dados de agosto de 2018 a julho de 2023, em um hospital geral de Fortaleza-CE. Para verificar possíveis associações entre o desfecho sepse/choque séptico e as variáveis nominais/categóricas preditivas utilizou-se o teste do qui-quadrado ou teste da razão de verossimilhança. As variáveis que foram analisadas no modelo ajustado foram as com p<0,2. Resultado: 48,4% dos pacientes tinha sepse/choque séptico, 51,7% eram do sexo feminino, 32,8% de pacientes estavam na faixa etária de 60 a 74 anos e 42,8% da raça branca. Em relação às variáveis clínicas, o rebaixamento do nível de consciência (RNC) e a oligúria foram critérios de disfunção orgânica comuns. Conclusão: a sepse afeta uma variedade de faixas etárias e grupos étnicos, e uma parte significativa dos casos requer uma longa permanência na UTI.
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