Ocorrência de sepse/choque séptico em pacientes internados em unidade de terapia intensiva

Autores

  • Antônio Diego Costa Bezerra Universidade Estadual do Ceará image/svg+xml
  • Lucilane Maria Sales da Silva Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Fortaleza, (CE), Brasil
  • Francisco José Maia Pinto Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Fortaleza, (CE), Brasil
  • Adriano Da Costa Belarmino Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Fortaleza, (CE), Brasil
  • Mara Dayanne Alves Ribeiro Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Fortaleza, (CE), Brasil
  • George Jó Bezerra Sousa Ministério da Saúde, Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação, Brasília, (DF), Brasil

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2025.221915

Palavras-chave:

Sepse, Choque séptico, Clínica, Unidade de Terapia Intensiva, Prevalência

Resumo

Introdução: Sepse e choque séptico são condições graves, com a Organização Mundial da Saúde estimando 11 milhões de casos anuais e taxas de mortalidade de 30-40%. No Brasil, a incidência é de aproximadamente 200 mil casos por ano, com alta letalidade em hospitais públicos do SUS. A pesquisa visa preencher lacunas sobre associações sociodemográficas e clínicas. Objetivo: estimar a prevalência de sepse e choque séptico em pacientes internados em UTI de um hospital público. Método: estudo transversal, com dados de agosto de 2018 a julho de 2023, em um hospital geral de Fortaleza-CE. Para verificar possíveis associações entre o desfecho sepse/choque séptico e as variáveis nominais/categóricas preditivas utilizou-se o teste do qui-quadrado ou teste da razão de verossimilhança. As variáveis que foram analisadas no modelo ajustado foram as com p<0,2. Resultado: 48,4% dos pacientes tinha sepse/choque séptico, 51,7% eram do sexo feminino, 32,8% de pacientes estavam na faixa etária de 60 a 74 anos e 42,8% da raça branca. Em relação às variáveis clínicas, o rebaixamento do nível de consciência (RNC) e a oligúria foram critérios de disfunção orgânica comuns. Conclusão: a sepse afeta uma variedade de faixas etárias e grupos étnicos, e uma parte significativa dos casos requer uma longa permanência na UTI.

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Biografia do Autor

  • Antônio Diego Costa Bezerra, Universidade Estadual do Ceará

    Mestre

  • Lucilane Maria Sales da Silva, Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Fortaleza, (CE), Brasil

    Pós-doutora

  • Francisco José Maia Pinto, Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Fortaleza, (CE), Brasil

    Doutor

  • Adriano Da Costa Belarmino, Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Fortaleza, (CE), Brasil

    Mestre

  • Mara Dayanne Alves Ribeiro, Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Fortaleza, (CE), Brasil

    Mestre

  • George Jó Bezerra Sousa, Ministério da Saúde, Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação, Brasília, (DF), Brasil

    Doutor

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28. Parte superior do formulário

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Publicado

2026-03-31

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

1.
Bezerra ADC, Silva LMS da, Pinto FJM, Belarmino ADC, Ribeiro MDA, Sousa GJB. Ocorrência de sepse/choque séptico em pacientes internados em unidade de terapia intensiva. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 31º de março de 2026 [citado 1º de abril de 2026];58(4):e-221915. Disponível em: https://revistas.usp.br/rmrp/article/view/221915