Tendência temporal e análise espacial dos indicadores operacionais da leishmaniose visceral no Brasil, no período de 2010-2019
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2025.222171Palavras-chave:
Leishmaniose visceral, Epidemiologia, Análise espacial, Estudo de séries temporais, Estudos ecológicosResumo
Objetivo: Analisar a tendência temporal e a espacialização dos indicadores operacionais da leishmaniose visceral (LV) no Brasil, 2010 a 2019. Métodos: Estudo ecológico misto, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Empregou-se a regressão de Prais-Winsten para analisar a tendência temporal. O índice de Moran global foi calculado para verificar a existência de autocorrelação espacial dos indicadores: critério laboratorial, coinfecção leishmaniose e HIV, cura clínica e evolução ignorada ou em branco, utilizou-se o software ArcGis Pro para confecção dos mapas. Resultados: Foram confirmados 33.195 casos novos de LV no Brasil. Observou-se tendência crescente (Coef = 0,020; p-valor = 0,01) no Brasil para coinfecção com LV-HIV. A região Norte teve tendência de redução para confirmação laboratorial (Coef = -0,003; p-valor < 0,001). A região Centro-Oeste obteve tendência decrescente para cura clínica (coeficiente = -0,005; p-valor = 0,012) inversamente a evolução ignorada (coeficiente = 0,028; p-valor = 0,008). Identificou-se clusters "alto-alto" para cura (Moran global = 0,309) e critério laboratorial (Moran global=0,302). Conclusão: O indicador LV-HIV foi o único com tendência crescente. Houve correlação positiva somente para os indicadores “confirmação laboratorial” e “cura clínica”.
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