A influência do tempo de armazenamento e da temperatura na atividade da enzima G-6PD para a mensuração enzimática colorimétrica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2025.223027

Palavras-chave:

Deficiência de G-6PD, Papel filtro, Método enzimático colorimétrico, Condições pré-analíticas, Glicose-6-fosfato desidrogenase

Resumo

Contexto: Para garantir resultados precisos ao medir a atividade enzimática da glicose-6-fosfato desidrogenase (G-6PD), é essencial cuidar dos aspectos pré-analíticos relacionados ao tempo e às condições de armazenamento. Este estudo buscou identificar as condições ideais para medir a atividade da G-6PD em papel filtro usando um método enzimático colorimétrico. Métodos: O material biológico foi coletado de 17 indivíduos com deficiência na atividade da enzima G-6PD e 19 com atividade enzimática normal e armazenado em três condições: temperatura ambiente (25,5ºC), refrigerada (5ºC) e a -20ºC. Além disso, a atividade da enzima G-6PD foi avaliada diariamente por 15 dias pelo método enzimático colorimétrico. Resultados e Conclusão: Os resultados revelaram que 81% da atividade enzimática da amostra foi explicada pelo modelo de regressão linear, considerando temperatura, tempo entre coleta e análise e estado de deficiência do indivíduo. Ao final do período de armazenamento, amostras mantidas em temperatura ambiente mostraram instabilidade significativa, perdendo cerca de 61% da atividade enzimática. Isso enfatiza a influência negativa da temperatura na atividade enzimática da G-6PD e destaca a importância de analisar o material biológico dentro de 48 horas. Por outro lado, as amostras armazenadas sob criopreservação (-20ºC) mostraram maior estabilidade, preservando mais de 60% da atividade residual. Isso destaca a necessidade de tratamento adequado para amostras coletadas em locais distantes do laboratório de análise. Amostras refrigeradas podem ser armazenadas por até sete dias sem afetar a classificação do indivíduo. Finalmente, as amostras armazenadas a -20°C provaram ser a opção mais estável durante todo o período de armazenamento, sem erro na classificação do indivíduo.

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Biografia do Autor

  • Indiara Correia Pereira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Doutora

  • Clovis Paniz, Universidade Federal de Santa Maria, Departamento de análises Clínicas e Toxicológicas, Santa Maria, (RS), Brasil

    Professor Doutor

  • Elvira Maria Guerra Shinohara, Universidade de São Paulo, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, São Paulo, (SP), Brasil

    Professora Doutora

  • Marcela Zuza de Almeida, Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos da APAE, Campo Grande, (MS), Brasil

    Técnica de laboratório

  • Josaine Sousa Palmiere Oliveira, Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos da APAE, Campo Grande, (MS), Brasil

    Mestre

  • Renata Trentin Perdomo, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Laboratório de Biologia Molecular e Cultura Célula, Campo Grande, (MS), Brasil

    Professora Doutora

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Publicado

2026-03-31

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

1.
Correia Pereira I, Paniz C, Shinohara EMG, Almeida MZ de, Oliveira JSP, Perdomo RT. A influência do tempo de armazenamento e da temperatura na atividade da enzima G-6PD para a mensuração enzimática colorimétrica. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 31º de março de 2026 [citado 1º de abril de 2026];58(4):e-223027. Disponível em: https://revistas.usp.br/rmrp/article/view/223027