Condições de trabalho e sintomatologia depressiva em enfermeiros de unidade de terapia intensiva
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2025.227365Palavras-chave:
Saúde mental, Depressão, Enfermagem, Unidades de terapia intensiva, Condições de trabalhoResumo
Objetivo: analisar fatores relacionados às condições de trabalho no desenvolvimento da sintomatologia depressiva em enfermeiros de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Método: estudo quanti-qualitativo, realizado em nove UTIs adulto de um hospital universitário; uso escala psicométrica para depressão, entrevistas por meio de questionário semiestruturado, referencial da análise de conteúdo. Resultados: Participaram 68 enfermeiros, maioria sexo feminino, sendo 10 (14,71%) com diagnóstico prévio para depressão, 16 (23,53%) com depressão identificada pela escala com intensidade leve e moderada. Fatores para desenvolvimento ou agravo da sintomatologia depressiva: excesso horas de trabalho; sobrecarga pela alta demanda assistencial e gerencial/administrativa; falta de material, equipamento, medicação e profissionais; estresse pela falta de comprometimento da equipe de enfermagem /multiprofissional; problemas de liderança na enfermagem; sofrimento em lidar com morte de pacientes; sobrecarga trabalho noturno. Observou-se influência das condições de trabalho na ansiedade e comportamento suicida. Conclusões: condições de trabalho inadequadas promovem sofrimento psíquico e físico, presença de sintomatologia depressiva.
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