Reação de Wassermann em gestantes atendidas em hospital de Ribeirão Preto (Brasil) no período de 1976-1981

Autores

  • Sueli Marlene Visentini Barreto Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
  • Arthur Lopes Gonçalves Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria
  • João Carlos da Costa Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Departamento de Clínica Médica

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0034-89101985000200002

Palavras-chave:

Sífilis, sorodiagnóstico, Gestantes, Reação de Wassermann

Resumo

Foi realizado levantamento da incidência de reação de Wassermann positiva (método de Wadsworth, Maltaner e Maltaner) em gestantes e parturientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Brasil), no período de 1976 a 1981, com o objetivo de verificar sua incidência e distribuição anual e relacionar os resultados com idade, cor, procedência e evolução das parturientes com sorologia positiva. Neste período foram atendidas 16.290 gestantes, das quais 710 (4,4%) eram W+. Destas, 39 abortaram e 671 se tornaram parturientes, tendo 497 delas dado à luz no hospital pesquisado. Cerca de 70% das gestantes eram brancas e 30% não-brancas, com incidência de W+ de 3,5% nas primeiras e 6,3% nas não-brancas. A maioria delas procedeu de Ribeirão Preto-SP e apresentaram incidência ligeiramente maior que as de outros municípios. A faixa etária de 26-30 anos foi a mais atingida (5,1%). Quanto à incidência anual, verificou-se aumento de casos no 29 triênio (1979-1981) em relação ao triênio anterior. Das 497 parturientes W+ que deram à luz neste hospital 70% delas fizeram pré-natal, mas apenas 40% foram tratadas durante a gestação. Entre as tratadas, a ocorrência de casos de lues congênita confirmados ou suspeitos foi de 20%, enquanto nas não-tratadas foi de 61%, não se evidenciando menor acometimento dos conceptos das multigestas em relação às primigestas ou secundigestas. Apesar de ter-se verificado que o maior percentual de gestantes W+ correspondia às não-brancas na faixa etária de 26-30 anos, os percentuais dos demais grupos não foram desprezíveis. Assim sendo, não se conseguiu obter o perfil preponderante das mães com lues neste Serviço, recomendando-se a investigação sistemática desta infecção em todas as gestantes e parturientes, visto que sua incidência aumentou nos últimos anos deste período de estudo.

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Publicado

1985-04-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Barreto, S. M. V., Gonçalves, A. L., & Costa, J. C. da. (1985). Reação de Wassermann em gestantes atendidas em hospital de Ribeirão Preto (Brasil) no período de 1976-1981 . Revista De Saúde Pública, 19(2), 108-122. https://doi.org/10.1590/S0034-89101985000200002