Análise nutricional e complementação alimentar de cesta básica derivada do consumo

Autores

  • Sérgio A. J. Barretto Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Denise C. Cyrillo Universidade de São Paulo. São Paulo
  • Sílvia M. F. Cozzolino Universidade de São Paulo image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0034-89101998000100004

Palavras-chave:

Necessidades nutricionais, Suplementação alimentar, Consumo de alimentos

Resumo

INTRODUÇÃO: A "cesta básica Dieese e Procon", originada de uma Pesquisa de Padrão de Vida e Emprego no Município de São Paulo, tem sido empregada como parâmetro para o acompanhamento de preços. Seria desejável que um instrumento econômico, utilizado com esta finalidade, correspondesse também a uma nutrição efetivamente saudável. Assim, foram analisados os níveis de adequação dos itens alimentares da cesta básica em relação às necessidades nutricionais de uma família-referência paulistana, e propostas técnicas de complementação dietética para sanar possíveis deficiências ou desbalanceamento. METODOLOGIA: Utilizou-se o Censo Demográfico do IBGE, de 1991, para se determinar a família-referência; adotaram-se dois terços das "Recommended Dietary Allowances" como parâmetro de necessidades nutricionais; e utilizou-se das tabelas de composição centesimal para verificação do aporte de nutrientes da cesta básica. Efetuou-se a complementação alimentar por meio de três diferentes métodos: Ad Hoc (proposta direta e fixa), Programação Linear (proposta via computador e sazonal, com ênfase na minimização de custos), Híbrido (uma combinação dos dois anteriores). RESULTADOS: Foram encontrados valores insuficientes para as vitaminas A, C, B2 e B6 e para os minerais Ca, Mg, Fe, Zn, I e Se; o percentual de lipídios no total calórico mostrou-se elevado. Entre as técnicas de complementação, o método Híbrido pareceu assimilar, mais eficientemente, os baixos custos e os hábitos dietéticos. DISCUSSÃO: Inferiu-se uma eventual correspondência entre os problemas nutricionais detectados na relação de itens da cesta básica e a chamada transição alimentar que se processa nos países em desenvolvimento. Não parece aconselhável que os riscos epidemiológicos associados a essa alteração nos padrões dietéticos sejam incorporados num instrumento econômico que tenha por finalidade mensurar os preços de uma alimentação equilibrada.

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Referências

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Publicado

1998-02-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Barretto, S. A. J., Cyrillo, D. C., & Cozzolino, S. M. F. (1998). Análise nutricional e complementação alimentar de cesta básica derivada do consumo . Revista De Saúde Pública, 32(1), 29-35. https://doi.org/10.1590/S0034-89101998000100004