Acesso a ambulatório pediátrico de um hospital universitário

Autores

  • Selma C. Franco Universidade Estadual de Campinas
  • Gastão W. de S. Campos UNICAMP

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0034-89101998000400007

Palavras-chave:

Acesso aos serviços de saúde, Assistência ambulatorial, Serviços de saúde infantil

Resumo

INTRODUÇÃO: No Brasil verifica-se um descompasso entre o aumento das necessidades de atenção à saúde e de sua oferta. O Sistema Único de Saúde, cujas deretrizes preconizam a atenção universal e eqüânime, determina a relevância desta temática dentro do campo da avaliação dos serviços de saúde. Assim, foram estudados dois ambulatórios de pediatria de um hospital universitário, um geral e outro de uma subespecialiadade (pneumologia), comparando os usuários quanto ao acesso. MÉTODO: Foram aplicados 221 questionários entre clientes de ambos os ambulatórios de pediatria com o objetivo de se estudar e comparar variáveis socioeconômicas, procedência, acesso aos referidos ambulatórios e outros serviços de saúde. RESULTADOS: Evidenciou-se grande dificuldade de locomoção dos pacientes, a maioria dos quais são encaminhados por serviços de saúde locais. Dos pacientes atendidos 40% não receberam nenhum atendimento anteriormente à sua chegada ao hospital, fato que decorre principalmente de seu baixo nível socioeconômico, que os torna dependentes exclusivamente dos serviços públicos de saúde. A comparação entre os dois ambulatórios mostra que os pacientes do ambulatório de especialidade têm melhor nível socioeconômico e são menos dependentes dos serviços públicos, configurando desta forma uma situação de ineqüidade. CONCLUSÕES: É apontado o melhor nível socioeconômico dos usuários da especialidade bem como questões organizacionais do próprio serviço como os responsáveis pela iniqüidade verificada.

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Referências

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Publicado

1998-08-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Franco, S. C., & Campos, G. W. de S. (1998). Acesso a ambulatório pediátrico de um hospital universitário . Revista De Saúde Pública, 32(4), 352-360. https://doi.org/10.1590/S0034-89101998000400007