Prevalência de fatores associados a doenças crônicas em universitários: PNS 2013 e 2019

Autores

  • Maria Emília Coimbra Pereira Universidade do Estado do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Taciana Maia de Sousa Universidade do Estado do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Daniela Silva Canella Universidade do Estado do Rio de Janeiro image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2026060006697

Palavras-chave:

Estilo de vida, Doença Crônica, Inquéritos Epidemiológicos, Universidades

Resumo

OBJETIVO: Avaliar a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis entre estudantes universitários brasileiros. MÉTODOS: Foram utilizados dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 e 2019 para avaliar estudantes de graduação (≥ 18 anos). Fatores de risco incluíram consumo de alimentos não saudáveis, comportamento sedentário, atividade física insuficiente, consumo de álcool e de tabaco, excesso de peso e obesidade, enquanto fatores de proteção envolveram consumo de alimentos saudáveis e atividade física no lazer. Prevalências e intervalos de confiança foram descritos para cada ano, estratificadas por sexo, ocupação profissional, raça/cor da pele e faixa etária. RESULTADOS: A prevalência de consumo regular de refrigerantes (homens: 27,9% para 12,5%; mulheres: 22,8% para 10,7%), de doces (homens: 27,1% para 17,6%; mulheres: 33,2% para 20,4%) e de atividade física insuficiente (homens: 37,6% para 22,7%; mulheres: 57,7% para 37,3%) diminuiu, enquanto a prevalência de consumo regular de frutas e hortaliças (homens: 16,1% para 27,2%; mulheres: 22,6% para 34%) e de atividade física no lazer (mulheres: 28,3% para 37,3%) aumentou. O consumo de feijão (65,1% para 55,8%) e a prática de atividade física no lazer (32,4% para 42,9%) aumentaram entre estudantes com ocupação. A prática de atividade física no lazer (37,2% para 46,4%) aumentou e o consumo de doces (33,7% para 17,5%) reduziu entre estudantes brancos/amarelos, enquanto o consumo de feijão diminuiu entre estudantes negros/indígenas (69,9% para 57,1%). CONCLUSÃO: A prevalência da maioria dos fatores de risco diminuiu. As prevalências de consumo de frutas e hortaliças e prática de atividade física seguem baixas, mas tiveram aumento. 

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Publicado

2026-01-26

Edição

Seção

Artigos Originais

Dados de financiamento

Como Citar

Pereira, M. E. C., Sousa, T. M. de, & Canella, D. S. (2026). Prevalência de fatores associados a doenças crônicas em universitários: PNS 2013 e 2019. Revista De Saúde Pública, 60, 3. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2026060006697