Multimorbidade na população ocupada no Brasil: fatores sociodemográficos e comportamentais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/s15188787.2026060007251

Palavras-chave:

Multimorbidade, População Economicamente Ativa, Brasil, Inquérito de Saúde, Estudos Epidemiológicos

Resumo

OBJETIVO: Avaliar a prevalência da multimorbidade na população ocupada brasileira e analisar seus determinantes, com ênfase em aspectos sociodemográficos e comportamentais. MÉTODOS: Realizou-se estudo transversal, utilizando dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, com indivíduos ocupados de 18 anos ou mais. O desfecho foi a multimorbidade, caracterizada pela presença simultânea de duas ou mais doenças crônicas não transmissíveis, a partir de uma lista de 14 morbidades. Para avaliar a associação entre as variáveis sociodemográficas, hábitos e comportamentos e de saúde/serviço foi utilizada a regressão de Poisson com variância robusta. RESULTADOS: Dentre os 52.475 indivíduos ocupados, 22,6% (IC95% 21,9–23,2) apresentaram multimorbidade, sendo mais prevalente em: mulheres; aqueles com 30 anos ou mais; menor escolaridade; raça/cor autodeclarada como branca e em residentes da zona urbana. Também apresentaram associação positiva com multimorbidade a participação em programas públicos para prática de atividade física, o consumo excessivo episódico de álcool, o tempo de tela no lazer, a autoavaliação da saúde como regular/ruim ou muito ruim, consulta médica no último ano e possuir plano de saúde. CONCLUSÃO: Os achados evidenciam a ocorrência significativa de multimorbidade na população ocupada no Brasil, com destaque para determinantes sociais e comportamentais. Tais resultados reforçam a importância de estratégias de promoção da saúde em múltiplos contextos, incluindo ambientes de trabalho, comunitários e de atenção primária.

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Publicado

2026-08-07

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Donato, T. A. A., Andrade, A. C. de S., & Bezerra, V. M. (2026). Multimorbidade na população ocupada no Brasil: fatores sociodemográficos e comportamentais. Revista De Saúde Pública, 60, 36. https://doi.org/10.11606/s15188787.2026060007251