Diferenças no microambiente para atividade física no lazer e deslocamento em São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2026060006996Palabras clave:
Ambiente Construído, Atividade Física, IniquidadesResumen
OBJETIVO: Descrever as características do ambiente construído em microescala e verificar diferenças conforme a região de moradia e variáveis sociais e demográficas entre adultos em São Paulo, Brasil. MÉTODOS: Trata-se de uma análise transversal com 1.434 adultos da coorte ISA–Atividade Física e Ambiente. As características do ambiente foram avaliadas pelo método Microscale Audit of Pedestrian Streetscapes (MAPS Global) a partir de imagens do Google Earth em rotas de 400m–700m dos endereços georreferenciados dos participantes. Para análise, foram aplicados testes U de Mann-Whitney para dois grupos independentes e Kruskal-Wallis para três ou mais grupos, seguido do pós-teste de Dunn, para verificar diferenças nos escores médios do ambiente segundo coordenadorias de saúde, sexo, idade, escolaridade e cor da pele. RESULTADOS: O entorno das residências na região Centro-Oeste apresentou os maiores escores gerais (p < 0,001). Indivíduos com maior escolaridade, autodeclarados brancos ou amarelos e com 60 anos ou mais residiam em áreas com melhores escores de estética, aspectos sociais, presença de árvores, coberturas aéreas, calçadas, cruzamentos e escore geral do ambiente (p < 0,001). Em contrapartida, pessoas com menor escolaridade e autodeclaradas pretas ou pardas viviam em áreas com piores condições de calçadas (p < 0,001). CONCLUSÃO: Conclui-se que as condições de microescala foram melhores no entorno das residências em regiões centrais e para indivíduos com maior escolaridade, pele branca ou amarela e mais velhos, ressaltando a necessidade de políticas públicas para um planejamento urbano mais equitativo e inclusivo.
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