Uso de inteligência artificial para análise da violência contra mulheres em São Paulo

Autores/as

  • Paulo Bandiera-Paiva Universidade Federal de São Paulo image/svg+xml
  • Andre Massahiro Shimaoka Universidade Federal de São Paulo image/svg+xml
  • Antonio Carlos da Silva Junior Universidade Federal de São Paulo image/svg+xml
  • Leonardo Martins Araujo Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina image/svg+xml
  • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento Fundação Oswaldo Cruz image/svg+xml
  • Maria Elisabete Salvador Universidade Federal de São Paulo image/svg+xml
  • Marcelo Batista Ribeiro Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina image/svg+xml
  • Kelsy Catherina Nema Areco Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina image/svg+xml
  • José Marcio Duarte Universidade Federal de São Paulo image/svg+xml
  • Nacime Salomão Mansur Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina image/svg+xml
  • Dulce Aparecida Barbosa Universidade Federal de São Paulo image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2026060007099

Palabras clave:

Violência Contra as Mulheres, Mineração de Dados, Inteligência Artificial, Ciência de Dados

Resumen

OBJETIVO: Propor o framework Health Research Standard Process for Artificial Intelligence, adaptado da abordagem Cross-Industry Standard Process for Data Mining e aplicá-lo por meio de técnicas de séries temporais e inteligência artificial na análise dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação sobre violência contra mulheres em São Paulo, explorando dimensões sociodemográficas, espaciais e preditivas. MÉTODOS: A metodologia foi adaptada às pesquisas em saúde, substituindo a etapa original do Business Understanding por Research Understanding ao incorporar elementos  técnico-científicos essenciais. Foram analisadas 80.148 notificações de violência contra mulheres entre 20 e 59 anos, residentes no município de São Paulo, no período de 2013 a 2023. As análises incluíram estatísticas descritivas, cálculo de razões de prevalência, decomposição e modelagem preditiva de séries temporais capturando tendências e sazonalidade, e análise geoespacial das notificações. RESULTADOS: Observou-se padrões temporais e características sociodemográficas das vítimas, com tendências crescentes nas notificações de violência física, psicológica e sexual após 2015 e comportamento sazonal. Entre as associações, identificou-se aumento de 32% na prevalência de violência sexual quando o agressor estava sob efeito de álcool e risco 2,47 vezes maior de violência sexual entre gestantes. A distribuição geoespacial revelou concentrações de notificações em áreas periféricas do município, como a zona sul, leste e central. A modelagem preditiva indicou que a tendência de aumento persistirá nos próximos 24 meses, com estimativas de taxas alcançando até 12 casos por 100.000 habitantes. CONCLUSÃO: A aplicabilidade do Health Research Standard Process for Artificial Intelligence foi eficaz como modelo para análises de dados e desenvolvimento de algoritmos preditivos em saúde pública. Foi possível propor uma matriz metodológica replicável para futuras pesquisas e intervenções baseadas em evidências.

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Publicado

2026-06-24

Número

Sección

Artigos Originais

Cómo citar

Bandiera-Paiva, P., Shimaoka, A. M., Junior, A. C. da S., Araujo, L. M., Nascimento, D. D. G. do, Salvador, M. E., Ribeiro, M. B., Areco, K. C. N., Duarte, J. M., Mansur, N. S., & Barbosa, D. A. (2026). Uso de inteligência artificial para análise da violência contra mulheres em São Paulo. Revista De Saúde Pública, 60, 28. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2026060007099

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