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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rta</journal-id>
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				<journal-title>Revista Turismo em Análise</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Revista Turismo em Análise - RTA</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">1984-4867</issn>
			<issn pub-type="epub">1984-4867</issn>
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				<publisher-name>Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.1984-4867.v36pe025003</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigos e ensaios</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Paradas do Orgulho como potencializadoras do Turismo LGBT+: uma análise no Rio Grande do Norte, Brasil</article-title>
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					<trans-title>Pride parades as potentializers of LGBT+ tourism: an analysis in Rio Grande do Norte, Brazil</trans-title>
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					<trans-title>Los desfiles del Orgullo como potencializadores del turismo LGBT+: un análisis en Rio Grande do Norte, Brasil</trans-title>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-6519-6847</contrib-id>
					<name>
						<surname>Claudino</surname>
						<given-names>Adson de Lima</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
					<bio>
						<p>Doutorando e Mestre em Turismo pelo Programa de Pós-Graduação em Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Bacharel em Turismo pela UFRN. Designer de Moda pelo IFRN. Técnico em Eventos pelo IFRN</p>
					</bio>
						<email>adsonlc@hotmail.com</email>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6817-7177</contrib-id>
					<name>
						<surname>Lanzarini</surname>
						<given-names>Ricardo</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
					<bio>
						<p>Doutor em Ciências Humanas com Pós-Doutorado em Lazer e Turismo. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Turismo (PPGTUR) e do Departamento de Turismo (DETUR) da UFRN</p>
					</bio>
						<email>ricardo.lanzarini@ufrn.br</email>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="original"> Doutorando e Mestre em Turismo pelo Programa de Pós-Graduação em Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Bacharel em Turismo pela UFRN. Designer de Moda pelo IFRN. Técnico em Eventos pelo IFRN. E-mail: adsonlc@hotmail.com</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN</institution>
				<email>adsonlc@hotmail.com</email>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> Doutor em Ciências Humanas com Pós-Doutorado em Lazer e Turismo. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Turismo (PPGTUR) e do Departamento de Turismo (DETUR) da UFRN. E-mail: ricardo.lanzarini@ufrn.br</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Programa de Pós-Graduação em Turismo (PPGTUR</institution>
				<institution content-type="orgname">UFRN</institution>
				<email>ricardo.lanzarini@ufrn.br</email>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>08</day>
				<month>08</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>36</volume>
			<elocation-id>e025003</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>19</day>
					<month>03</month>
					<year>2024</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>26</day>
					<month>04</month>
					<year>2025</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Esta pesquisa tem por objetivo analisar como as Paradas do Orgulho de Natal/RN e da região metropolitana impulsionam o turismo LGBT+ no Rio Grande do Norte (RN), a partir de um estudo exploratório de abordagem qualitativa, utilizando-se de entrevistas com os organizadores das Paradas sediadas em Extremoz/RN, Natal/RN e São Gonçalo do Amarante/RN no ano de 2024. Os dados foram sistematizados no <italic>software</italic> Iramuteq e analisados com o auxílio da técnica da análise de conteúdo. Os resultados apontaram que as Paradas do RN necessitam de maior apoio de órgãos públicos e entidades privadas, além de uma maior adesão do público. Embora o Estado disponha de potencial para incrementar o turismo LGBT+, para que esses eventos possam fomentar tal possibilidade, deve haver investimento em infraestrutura local, segurança e em uma cultura mais aberta ao LGBT+ nas cidades, a fim de garantir a sensação de acolhimento e respeito tanto aos residentes quanto aos visitantes, de modo a combater a violência de gênero e contra as sexualidades não hegemônicas. Por fim, entende-se que tais eventos podem ser uma ferramenta para a promoção do destino turístico e do turismo responsável.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This research aims to analyze how the Pride Parades in Natal/RN and the metropolitan region boost LGBT+ tourism in Rio Grande do Norte (RN), based on an exploratory study with a qualitative approach, using interviews with the organizers of the Parades in Extremoz/RN, Natal/RN, and São Gonçalo do Amarante/RN in 2024. The data was systematized using Iramuteq software and analyzed using the content analysis technique. The results showed that the Parades in RN need more support from public bodies and private entities, as well as greater public support. Although the state has the potential to increase LGBT+ tourism, in order for these events to foster this possibility, there must be investment in local infrastructure, security, and a more open LGBT+ culture in the cities, in order to guarantee a sense of welcome and respect for both residents and visitors, in order to combat gender-based violence and violence against non-hegemonic sexualities. Finally, it is understood that these events can be a tool for promoting tourist destinations and responsible tourism.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<p>Esta investigación tiene como objetivo analizar cómo los Desfiles del Orgullo en Natal/RN y en la región metropolitana impulsan el turismo LGBT+ en Rio Grande do Norte (RN), a partir de un estudio exploratorio con enfoque cualitativo, utilizando entrevistas con los organizadores de los Desfiles en Extremoz/RN, Natal/RN y São Gonçalo do Amarante/RN en 2024. Los datos fueron sistematizados con el software Iramuteq y analizados con la técnica de análisis de contenido. Los resultados mostraron que los Desfiles en RN necesitan más apoyo de organismos públicos y organizaciones privadas, así como un mayor apoyo público. Aunque el estado tenga potencial para aumentar el turismo LGBT+, para que estos eventos fomenten esta posibilidad es necesario que haya inversión en infraestructura local, seguridad y una cultura LGBT+ más abierta en las ciudades, para garantizar un sentimiento de acogida y respeto tanto para los residentes como para los visitantes, con el fin de combatir la violencia de género y la violencia contra las sexualidades no hegemónicas. Por último, se entiende que estos eventos pueden ser una herramienta de promoción de los destinos turísticos y del turismo responsable.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Turismo LGBT+</kwd>
				<kwd>Paradas do Orgulho</kwd>
				<kwd>LGBT-<italic>friendly</italic></kwd>
				<kwd>Eventos</kwd>
				<kwd>Rio Grande do Norte</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>LGBT+ tourism</kwd>
				<kwd>Pride parades</kwd>
				<kwd>LGBT-friendly</kwd>
				<kwd>Events</kwd>
				<kwd>Rio Grande do Norte</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>Turismo LGBT+</kwd>
				<kwd>Desfiles del Orgullo</kwd>
				<kwd>LGBT-friendly</kwd>
				<kwd>Eventos</kwd>
				<kwd>Rio Grande do Norte</kwd>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>Na atualidade, o debate envolvendo gênero e turismo fomenta vieses de investigação relacionados às necessidades, interesses e características de consumo das pessoas LGBT+, favorecendo, por exemplo, o Turismo LGBT+ e demonstrando a atividade turística como fenômeno de valorização, inclusão e promoção da diversidade (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al., 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>). Para fins acadêmicos, a sigla LGBTQIAPN+ (lésbica, gay, bissexual, travesti, transgênero, queer, intersexo, assexual/agênero, pansexual/polissexual, não binário e outras identidades e orientações) será abreviada para LGBT+.</p>
			<p>O público LGBT+ é um nicho de mercado relevante, sobretudo para o turismo, em decorrência de suas práticas de consumo e do retorno financeiro obtido em produtos e serviços a ele destinados, seja de forma direta ou indireta (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Fernandes et al., 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Trigo, 2009</xref>). Frente a esse cenário, o mercado de eventos, ao vislumbrar tais potencialidades, tem buscado promover ocasiões que satisfaçam as necessidades e interesses desses indivíduos.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">Getz (2007</xref>) já ressaltava que determinados grupos sociais são estimulados a desenvolver eventos que despertem o sentimento de pertencimento e orgulho, como forma de valorizar sua cultura e seus pares. Desse modo, eventos LGBT+ podem ocorrer para constituir a imagem de uma localidade, celebrar a cultura e a diversidade e/ou atrair turistas (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Markwell &amp; Waitt, 2009</xref>). Um exemplo são as Paradas do Orgulho, que no Brasil acontecem há mais de duas décadas, sendo a Parada realizada em São Paulo a maior do mundo (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Grillo &amp; Lanzarini, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Passos &amp; Melo, 2022</xref>).</p>
			<p>Em 2023, o estado do Rio Grande do Norte (RN) foi considerado o primeiro destino da América Latina no pódio de melhor promoção turística no segmento LGBT+, sendo premiado e ultrapassando Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo no ranking (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Panrotas, 2023</xref>). Diante disso, observa-se a potencialidade do estado para esse mercado, sendo necessárias mais estratégias para alavancar as ações já estabelecidas, ofertar novos produtos para os visitantes e consolidar o RN como um receptor de turistas LGBT+.</p>
			<p>Por sua vez, a cidade de Natal, capital do RN, além de ser a segunda capital brasileira com maior índice de adultos declarados homossexuais e/ou bissexuais (<xref ref-type="bibr" rid="B9">G1/RN, 2022</xref>), tem adquirido notoriedade ao sediar eventos LGBT+, sobretudo festas, o que foi ressaltado enquanto objeto de estudo por <xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al. (2022</xref>), no qual os autores pontuaram que festivais voltados a esse público em Natal/RN contribuem para uma imagem amigável da cidade e, consequentemente, colaboram para o turismo LGBT+ no município.</p>
			<p>Considerando-se que o turismo LGBT+ é favorecido pela realização das Paradas e que destinos considerados LGBT-<italic>friendly</italic> influenciam na decisão de viagem (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>), esta pesquisa se dedica às Paradas como amplificadoras do turismo LGBT+ no RN, pela necessidade de aprofundar a compreensão sobre o papel das Paradas do Orgulho na dinamização do turismo LGBT+ e na consolidação de destinos LGBT-<italic>friendly</italic>.</p>
			<p>A produção científica sobre eventos LGBT+ abrange a experiência do participante (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al., 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gürkan, 2024</xref>) e contempla o evento na perspectiva da hospitalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Ferro &amp; Constantino, 2023</xref>), da comunicação (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Markwell &amp; Waitt, 2009</xref>), da saúde pública (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Passos &amp; Melo, 2022</xref>), do bem-estar psicológico (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Zhou et al., 2021</xref>) e do planejamento urbano (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Turesky &amp; Crisman, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">Vorobjovas-Pinta &amp; Fong-Emmerson, 2022</xref>).</p>
			<p>Como observado por <xref ref-type="bibr" rid="B28">Sousa-Silva, Diéguez-Castrillón e Gueimonde-Canto (2024</xref>), há uma lacuna no conhecimento no que se refere à percepção de organizadores das Paradas do Orgulho e às contribuições geradas por sua realização na gestão de destinos, sua relação com a gestão pública local e o turismo regional. Dessa forma, este estudo vislumbra as Paradas do Orgulho não apenas como manifestações sociais, políticas e culturais, mas também como instrumentos estratégicos de promoção turística e desenvolvimento econômico, a partir da concepção do turismo responsável, trazendo para o cenário questões de gênero e sexualidades.</p>
			<p>Nessa seara, o turismo responsável pode ser entendido como aquele que promove justiça e equidade social, combatendo preconceitos e estigmas. O turismo responsável diz respeito às práticas que, com base nos princípios da sustentabilidade, abrangem todos os setores de mercado, empreendimentos, equipamentos, produtos e serviços turísticos, bem como os atores sociais envolvidos na atividade turística. Seu objetivo é minimizar os efeitos negativos e maximizar os impactos positivos gerados pelo turismo, além de identificar e medir os impactos locais por meio do monitoramento de seus resultados (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Barreto &amp; Lanzarini, 2023</xref>). </p>
			<p>O presente trabalho tende a fornecer direcionamentos para a gestão do Estado do RN e demais órgãos envolvidos na realização dos referidos eventos, destacando a importância do apoio institucional na estruturação e consolidação das Paradas como atrativos turísticos. Logo, este artigo visa analisar como as Paradas do Orgulho de Natal (RN) e da região metropolitana impulsionam o turismo LGBT+ no Rio Grande do Norte.</p>
			<p>Assim sendo, compreende as Paradas sediadas em Extremoz (RN), Natal (RN) e São Gonçalo do Amarante (RN), por meio de uma pesquisa exploratória e qualitativa contendo entrevistas com os organizadores desses eventos. No mais, embora se tenham eventos como objeto de estudo, as discussões não se limitam a isso, visto que o turismo LGBT+ é mais do que um segmento do turismo, é uma discussão social e política.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Revisão de Literatura</title>
		</sec>
		<sec>
			<title>Turismo LGBT+</title>
			<p>O turismo, considerado uma atividade complexa e sociocultural, pode ser um agente decisivo para o desenvolvimento urbano, pois engloba dimensões econômicas, culturais, geográficas, comerciais, espaciais e sociais de uma localidade e de seus residentes (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Silva <italic>et al</italic>., 2019</xref>; Silva &amp; Carvalho, 2023). A competitividade do mercado impõe que os destinos desenvolvam estratégias para atender aos mais diversos perfis de consumidores e suas respectivas particularidades, como é o caso do público LGBT+.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">Trigo (2009</xref>) salienta que, diante da gama de setores movimentados pela força econômica e social desses indivíduos, o turismo é vislumbrado enquanto um deles, inclusive no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Fernandes et al., 2023</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B27">Silva et al. (2019</xref>) apontam que a consolidação do segmento de turismo LGBT+ advém da necessidade de atender às demandas desses turistas, tanto na promoção de produtos e serviços quanto na conjuntura de segurança e respeito dos destinos, dos empreendimentos e da comunidade local.</p>
			<p>O turismo LGBT+ contempla o planejamento, a execução e a promoção de destinos para esse público, desenvolve estratégias para comercializar bens, serviços e atrativos compatíveis com suas necessidades e expectativas, trabalhando o marketing, a gestão e a operacionalização com o intuito de atendê-lo de forma satisfatória (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Trigo, 2009</xref>), valorizando-o a partir da especialização no atendimento, no bem-estar durante a estadia e na recepção acolhedora e segura, impondo-se contra o preconceito (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Lanzarini &amp; Rial, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>).</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B18">Neves e Brambatti (2019</xref>), esse grupo é motivado por experiências que contemplam descanso, lazer, prazer e consumo, seja nas metrópoles urbanas e/ou em destinos de sol e mar. Um aspecto característico é que, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva e Carvalho (2023</xref>), o envolvimento emocional e a compatibilidade de interesses dos turistas LGBT+ com os destinos que visitam partem do tratamento respeitoso que recebem.</p>
			<p>Embora a sigla LGBT+ englobe diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, os homens gays recebem demasiada notoriedade, em virtude da hierarquia patriarcal, na qual homens possuem privilégios maiores do que as mulheres, sobretudo no que tange aos rendimentos econômicos e às possibilidades de espaços para desfrute do lazer (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Ram et al., 2019</xref>). Destarte, como posto por <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lanzarini e Rial (2010</xref>), eles adquirem maior respaldo no mercado, e no turismo, ao serem contemplados com empreendimentos dedicados a eles, como: bares, eventos, cruzeiros, agências de viagens, hotéis, espaços de lazer e entretenimento.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B27">Silva et al. (2019</xref>) apresentam que a decisão de viagem por pessoas LGBT+ ocorre em qualquer época do ano, permitindo maior liberdade na escolha do destino e no tempo de permanência. Por sua vez, <xref ref-type="bibr" rid="B4">Costa et al. (2019</xref>) apontam que turistas LGBT+ no Brasil viajam sozinhos, não possuem filhos e investem em lazer e entretenimento. É um público exigente e que estabelece relação com marcas que agregam valor social aos seus produtos.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B18">Neves e Brambatti (2019</xref>) argumentam que indivíduos LGBT+ vivem o prazer de forma intensa, materializam seus gostos e estilos de vida nos bens consumidos e vêm conquistando espaço numa sociedade preconceituosa e conservadora. No entanto, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B6">Fernandes et al. (2023</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B27">Silva et al. (2019</xref>), embora seja visto como benéfico, sobretudo no aspecto econômico, o turismo LGBT+ sofre com represálias e discriminação.</p>
			<p>No contexto nacional, embora possua notoriedade no segmento, há de se apontar que o Brasil é um país violento e de cultura conservadora, sendo noticiados diariamente diversos casos de violência de gênero e contra a diversidade sexual. De acordo com o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (<xref ref-type="bibr" rid="B19">ObservaDH</xref>), 11.120 pessoas LGBTQIA+ foram vítimas de agressões relacionadas à orientação sexual ou à identidade de gênero em 2022. A maioria dos casos (38,5%) envolve pessoas transexuais e travestis. As violências mais registradas foram as de natureza física (7.792), psicológica (3.402) e sexual (3.669).</p>
			<p>Logo, o desenvolvimento do turismo LGBT+ pode ser uma estratégia não apenas social, mas política, ao validar os direitos civis em um ambiente que versa entre o crescimento desse segmento e os crimes cometidos contra tais cidadãos. Diante disso, aponta-se o setor de eventos como um elemento colaborativo da ascensão do público supramencionado como meio de ativismo na busca por visibilidade e garantia de direitos sociais. </p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Paradas do Orgulho LGBT+</title>
			<p>O mercado de eventos vem buscando atender ao público LGBT+ de forma personalizada, produzindo acontecimentos compatíveis com seus interesses. Eventos voltados para esse grupo são meios de ativismo político (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Schwarzkopf et al., 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">Vorobjovas- Pinta &amp; Fong-Emmerson, 2022</xref>) e fatores que potencializam a captação de turistas e influenciam a escolha de uma localidade, a exemplo do Brasil, que dispõe do Carnaval e da Parada do Orgulho de São Paulo (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Silva et al., 2019</xref>).</p>
			<p>As Paradas do Orgulho, realizadas em diversas cidades pelo mundo, podem ser consideradas os eventos mais emblemáticos desse nicho, colaborando para a economia das cidades e para o turismo (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Zhou et al., 2021</xref>). Porém, seu precursor advém da luta pelos direitos civis, inicialmente voltados aos homossexuais, que surgiu em junho de 1969, no Stonewall Inn, em Nova York, decorrente de três noites em que policiais abusaram do poder em bares frequentados por pessoas LGBT+, as quais, cansadas de tal assédio, contra-atacaram a ação dos policiais (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Markwell &amp; Waitt, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Neves, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Turesky &amp; Crisman, 2023</xref>).</p>
			<p>Nesse contexto, na década de 1970, grupos LGBT+ organizaram marchas nas cidades de Nova York, São Francisco e Los Angeles, protestando contra a opressão vivida em Stonewall e a ausência de leis em prol dessas pessoas, buscando obter atenção da mídia e chamar a atenção para a necessidade de mudanças (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Markwell &amp; Waitt, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Ram et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Turesky &amp; Crisman, 2023</xref>), o que retrata os primórdios das Paradas do Orgulho.</p>
			<p>Na atualidade, tais eventos admitem novas configurações, mas continuam sendo espaços sociais, culturais e políticos de reivindicação dos direitos civis (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Ferro &amp; Constantino, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gürkan, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Passos &amp; Melo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Turesky &amp; Crisman, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">Vorobjovas-Pinta &amp; Fong-Emmerson, 2022</xref>). Além do mais, são momentos para celebrar, debater e atrair visibilidade para a causa (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Ferro &amp; Constantino, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Passos &amp; Melo, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Schwarzkopf et al., 2024</xref>).</p>
			<p>As Paradas podem ser atrativos que movimentam diferentes públicos interessados em participar da ocasião (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>), atraindo pessoas LGBT+ e aquelas que não o são, mas reconhecem a relevância do evento e de sua finalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Ram et al., 2019</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gürkan (2024</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B32">Zhou et al. (2021</xref>) as retratam como acontecimentos que despertam novas experiências em seus participantes e oportunizam o estreitamento de vínculos entre eles.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">Markwell e Waitt (2009</xref>) argumentam que tais eventos suscitam a sensação de pertencimento e ligação àquele grupo de pessoas, promovendo, também, mudanças pessoais em seus participantes, como na percepção de identidade social de cada um (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Gürkan, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">Vorobjovas-Pinta &amp; Fong-Emmerson, 2022</xref>).</p>
			<p>Na visão de <xref ref-type="bibr" rid="B21">Passos e Melo (2022</xref>), em virtude do preconceito instalado na sociedade, espaços em que pessoas LGBT+ se sintam abertamente confortáveis e seguras podem ser limitados. Logo, as Paradas acontecem com o intuito de promover a ocupação de ambientes de lazer e vivência por parte desses indivíduos e de garantir a liberdade da demonstração de suas identidades. Ainda na perspectiva dos autores, esses eventos são instrumentos contra o preconceito, na busca por direitos negligenciados aos LGBT+ e por sua visibilidade. É um momento de empoderamento, de resistência e de grito por respeito.</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B7">Ferro e Constantino (2023</xref>), a primeira Parada sediada no Brasil aconteceu no Rio de Janeiro, em 1995, seguida de São Paulo, no ano de 1997, a qual se tornou a maior do mundo. E, embora ocorram há muito tempo, ainda há uma interpretação deturpada desses eventos, os quais são associados a um evento carnavalesco, sobretudo no Brasil, visto que o país se distancia do caráter formal das marchas e passa a utilizar trios elétricos, unindo o debate social e político à festividade do povo brasileiro em um ambiente irreverente de reivindicação, resistência e alegria (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Passos &amp; Melo, 2022</xref>).</p>
			<p>Para além do impacto econômico, as Paradas do Orgulho contribuem para a construção de uma imagem inclusiva dos destinos que as sediam, enquanto espaço seguro e acolhedor. A visibilidade despertada por esses eventos fortalece a reputação LGBT-<italic>friendly</italic> de uma destinação, embora não sejam os únicos capazes. Por isso, faz-se necessário discutir quais atributos auxiliam na projeção de uma imagem amigável do turismo no que tange ao público LGBT+.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Destinos LGBT-<italic>friendly</italic>
</title>
			<p>A competitividade do mercado desponta a necessidade de direcionar produtos e serviços para determinados segmentos, de modo a atender, de maneira assertiva, às exigências e desejos dos turistas (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>). Uma das ações tomadas pela gestão dos destinos é a construção/comercialização de imagens que despertem a intenção de visita de potenciais turistas, seja pelo vínculo que é estabelecido ou pela exclusividade de seus atrativos.</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B26">Silva e Perinotto (2016</xref>), a imagem do destino é uma importante estratégia de comunicação e promoção turística, que se utiliza da percepção mental que potenciais visitantes podem estabelecer de um destino, proveniente de fotos, comentários, reportagens, dentre outros, e que pode resultar na intenção de visitá-lo. Desse modo, há um demonstrativo de interesse por parte de empresas e dos destinos turísticos em se tornarem “amigáveis” aos LGBT+, objetivando atraí-los, visto que eles são fiéis aos produtos e serviços que se mostram preocupados com suas necessidades (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al., 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Ro &amp; Khan, 2022</xref>).</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B26">Silva e Perinotto (2016</xref>) pontuam que a maneira como a imagem é constituída, comercializada e divulgada pode influenciar o posicionamento estratégico de um destino no mercado, além de estimular organicamente a atração de visitantes e sua relação positiva com o local. <xref ref-type="bibr" rid="B10">Getz (2007</xref>) complementa que eventos dinamizam a atividade turística ao atrair visitantes e influenciar a imagem de um destino. Logo, são áreas que se retroalimentam e podem refletir na expansão do mercado turístico, beneficiar os consumidores e otimizar as experiências.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B15">Lanzarini e Rial (2010</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva e Carvalho (2023</xref>) argumentam que a lógica da produção e do consumo de mercadorias voltadas para os consumidores LGBT+ tem favorecido, no turismo, a institucionalização de destinos que se intitulam LGBT-<italic>friendly</italic>, ou seja, a apropriação e ocupação de espaços públicos e privados que visam atender às demandas desses clientes. O entendimento de destino LGBT+ surge na América do Norte e na Europa, sobretudo em grandes cidades e naquelas voltadas para o turismo de sol e mar, em virtude da presença massiva, em algumas épocas do ano, do público gay (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Silva et al., 2019</xref>).</p>
			<p>O conceito de LGBT-<italic>friendly</italic> versa sobre espaços de respeito e acolhimento (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al., 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>) e sobre a adoção de práticas (contratar pessoas LGBT+, divulgar e investir na causa), identificadas positivamente como amigáveis, que reverberam na fidelização e na intenção de visita/retorno desse público (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Ro &amp; Khan, 2022</xref>).</p>
			<p>Optou-se pelo uso do termo LGBT-<italic>friendly</italic>, em contrapartida a “destino gay<italic>-friendly</italic>”, embora ambos se refiram a espaços que recebem, de maneira respeitosa, segura e sem discriminar esses indivíduos, pois, como ressaltado por <xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al. (2022</xref>), LGBT-<italic>friendly</italic> engloba todos aqueles contemplados na sigla LGBT+, diferentemente de gay-<italic>friendly</italic>, que pode admitir teor machista ao enfatizar apenas os homens gays.</p>
			<p>Destinos considerados LGBT-<italic>friendly</italic> criam uma atmosfera de respeito para com esses indivíduos, na tentativa de atrair mais clientes. Contudo, é importante atentar-se para aqueles que apenas utilizam o termo para obter retorno financeiro, mas não atuam em prol do segmento (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B26">Silva e Perinotto (2016</xref>) complementam que a imagem que se deseja projetar no imaginário de potenciais clientes tem que compactuar com a realidade. Não adianta que os destinos promovam uma expectativa diferente da realidade, pois isso pode gerar resultados negativos ao fim de uma experiência turística.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al. (2022</xref>) enfatizam que os eventos, especialmente festivais, tendem a fortalecer a perspectiva LGBT-<italic>friendly</italic> de um destino. Destarte, quando uma localidade oferta mercadorias voltadas para essa demanda, satisfazendo-a, a competitividade do setor é ampliada, e o fluxo de turistas LGBT+ no local pode vir a crescer. Destinos ou empresas consideradas LGBT-<italic>friendly</italic> não segregam seus clientes: elas atendem a todas as pessoas e promovem o bem-estar de maneira igualitária (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva &amp; Carvalho, 2023</xref>).</p>
			<p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B23">Ro e Khan (2022</xref>), a promoção turística pode influenciar a percepção dos visitantes acerca de um destino como amigável ou não. Nesse aspecto, <xref ref-type="bibr" rid="B17">Neves (2021</xref>) salienta que destinos que promovem uma imagem LGBT<italic>-friendly</italic> e são conhecidos por apoiar, de fato, a causa são passíveis de maior interesse por parte desse público.</p>
			<p>A identificação de um ambiente <italic>friendly</italic> pode ser percebida pela proliferação explícita de símbolos, como bandeiras de arco-íris e triângulos rosa, ou implícita, em espaços específicos dedicados para esse público: os guetos (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Ram et al., 2019</xref>). Considerando esse cenário, pode-se supor que a potencialidade do turismo LGBT+ estaria alicerçada, também, na projeção da imagem LGBT-<italic>friendly</italic> de um destino e na sua atratividade.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Metodologia</title>
			<p>No que tange à sua tipologia, o estudo é caracterizado como exploratório e qualitativo. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3">Cervo et al. (2007</xref>), a pesquisa exploratória pressupõe compreender detalhadamente determinado objeto de estudo, utilizando as informações disponíveis, possibilitando, assim, novas concepções a seu respeito. No mais, adotou-se a abordagem qualitativa ao utilizar-se da visão e experiências dos participantes do estudo, além de embasar os resultados alicerçados, também, na interpretação do pesquisador (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Flick, 2013</xref>).</p>
			<p>O universo da pesquisa é composto pelas Paradas do Orgulho realizadas nos municípios de Extremoz/RN, Natal/RN e São Gonçalo do Amarante/RN, as quais foram identificadas, por meio de buscas na internet, através do Google.com, em sites de jornais locais, como sendo os eventos desse tipo sediados no estado. Desse modo, foram realizadas entrevistas com os organizadores dos três eventos em questão.</p>
			<p>Utilizou-se de uma amostragem não-probabilística por conveniência, conforme descrito por <xref ref-type="bibr" rid="B11">Gil (2008</xref>), que compreende sujeitos acessíveis ao pesquisador e dispostos a colaborar com a investigação. O instrumento de coleta foi um roteiro de entrevista composto por nove questões abertas (<xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>), elaborado com base em <xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al. (2022</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B31">Vorobjovas-Pinta e Fong-Emmerson (2022</xref>), abordando aspectos como visibilidade, inclusão, turismo e destinos LGBT-<italic>friendly</italic>.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Roteiro de Entrevista</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
						</colgroup>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="justify">Como você descreveria a importância das Paradas realizadas no RN, em termos de visibilidade e inclusão, para as pessoas LGBT+ do estado?</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Como você avalia o impacto das Paradas na visibilidade de políticas públicas voltadas para os direitos LGBT+ no RN?</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Quais recomendações você daria aos organizadores desses eventos para melhorar a experiência dos participantes?</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Qual viés da Parada (cultural, social, político, festivo…) você acredita que mais atrai participantes? O mesmo poderia atrair turistas?</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">De que forma as Paradas do Orgulho realizadas no RN podem contribuir para a criação de um ambiente mais acolhedor?</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Você acredita que uma maior divulgação desses eventos realizados no RN possa, futuramente, influenciar turistas LGBT+ a visitar o estado? Se sim ou se não, por quais motivos?</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Na sua visão, o RN está preparado para receber turistas LGBT+? Comente sobre.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify"><bold>Você acredita que a Parada pode ser um elemento capaz de influenciar a percepção de um destino turístico como LGBT-<italic>friendly</italic>? Se sim ou se não, por quais motivos?</bold></td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify"><bold>Quais são os desafios que o RN pode enfrentar ao tentar se posicionar como LGBT-<italic>friendly</italic> por meio da realização de Paradas do Orgulho?</bold></td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>Fonte: Elaborado pelos autores (2024).</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Em consonância com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei n.º 13.709/2018), os entrevistados não terão seus nomes revelados. Além disso, utilizou-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, solicitando a gravação do áudio das entrevistas e garantindo a confidencialidade de suas identidades no desenvolvimento do estudo.</p>
			<p>Para o análise dos dados, utilizou-se da Análise de Conteúdo, proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B1">Bardin (2016</xref>), seguindo as etapas de: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados e interpretação. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B1">Bardin (2016</xref>), a Análise de Conteúdo compreende um conjunto de técnicas voltadas à análise das comunicações, com o objetivo de obter, por meio de procedimentos sistemáticos e descritivos, a inferência de conhecimentos sobre as mensagens implícitas ou explícitas no conteúdo dessas mensagens.</p>
			<p>Na etapa da pré-análise, as entrevistas foram transcritas, e posteriormente foi feita uma leitura inicial e exploratória das mesmas, buscando familiarização com os enunciados, assimilação com o objetivo da pesquisa e com a literatura trabalhada. Para a exploração do material, o texto das entrevistas foi formatado em um único <italic>corpus textual</italic> e submetido ao <italic>software</italic> Iramuteq (versão 0.7 <italic>alpha</italic> 2), o qual é capaz de sistematizar os vocábulos do texto, agrupá-los e correlacioná-los com base na sua frequência.</p>
			<p>Em virtude da busca por identificar a expressividade das palavras no enunciado e estabelecer relação com as temáticas abordadas no estudo, optou-se pelo uso da Classificação Hierárquica Descendente (CHD) e pela Análise de Similitude. Como pontuado por <xref ref-type="bibr" rid="B14">Klant e Santos (2021</xref>), a CHD gera agrupamentos de classes de segmentos de texto (ST), apresentando quais palavras que compõem esses ST estão conectadas. Já a Análise de Similitude apresenta a correlação dos vocábulos, utilizando indicadores estatísticos para estabelecer essa ligação.</p>
			<p>Após o Iramuteq gerar as classes e categorias de análise, seguiu-se para a fase de tratamento dos resultados e interpretação. Neste momento, buscou-se ir além da descrição das falas, promovendo uma análise reflexiva sobre os sentidos do discurso dos entrevistados, além disso, o processo interpretativo se deu mediante a correlação dos referidos enunciados com a revisão de literatura, permitindo o estabelecimento de proposições que pudessem auxiliar na compreensão do fomento do turismo LGBT+ a partir da realização das Paradas.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>Resultados e Discussão</title>
			<p>Esta seção apresenta os eventos analisados, para fins de conhecimento do leitor e, posteriormente, são debatidos os achados provenientes das entrevistas e a discussão com a literatura especializada, tecendo explicações sobre o Turismo LGBT+ no RN.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Caracterização das Paradas</title>
			<p>A Parada mais antiga do RN é a de Natal, a qual, segundo o Entrevistado 1, teve sua primeira realização em 1999, no bairro da Cidade Alta, embora, no ano de 1998, um grupo de artistas transformistas tenha promovido uma corrida de salto alto junto a uma manifestação, no mesmo bairro, reunindo diversos participantes. No entanto, foi apenas no ano seguinte, a partir da organização de um movimento social, que a Parada do Orgulho LGBT+ de Natal aconteceu oficialmente.</p>
			<p>Em sua primeira edição, o evento conseguiu reunir mais de 300 pessoas, acontecendo no formato de caminhada, com o apoio de um trio elétrico, contendo shows em sua programação. Ao longo dos anos, ocupou espaços como a Praia do Meio, Avenida Prudente de Morais, Avenida Salgado Filho, Avenida Engenheiro Roberto Freire e a Praça dos Gringos, no bairro de Ponta Negra. Ela é coordenada pelo Fórum LGBTQIA+ Potiguar e tem sua estrutura advinda através de parceria com o governo municipal e estadual, por meio da locação de equipamentos como palco, som, iluminação, tendas, banheiros químicos, lanches e pagamento de cachê dos artistas.</p>
			<p>Por sua vez, a Parada de Extremoz, como relatado pelo Entrevistado 2, surgiu em 2014 como algo novo e diferente na cidade, sendo que nem mesmo os próprios idealizadores possuíam experiência com eventos do tipo. Com o passar dos anos, cresceu e, como colocado pelo entrevistado, em 2023 foi a maior do estado, superando a de Natal no que diz respeito à quantidade de público. É um evento que sai às ruas do município e se encerra em um clube, com shows musicais e artísticos, com atrações locais, drag queens e DJs. O evento conta com o apoio do governo do estado, da prefeitura de Extremoz e do Fórum LGBTQIA+ Potiguar.</p>
			<p>Já a Parada de São Gonçalo do Amarante é a mais recente. A organização ocorre pela ATTRANSPARÊNCIA/RN, que é a Associação Potiguar de Travestis e Transexuais, e contou com o apoio do governo do estado, do município-sede e de empresas privadas locais. Não diferente das demais, o formato do evento segue o mesmo padrão, e seu principal objetivo, segundo o Entrevistado 3, é dar visibilidade ao público LGBT+ em São Gonçalo do Amarante.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Paradas do Orgulho e o Turismo LGBT+ no RN</title>
			<p>Ao gerenciar os dados no Iramuteq, obteve-se um <italic>corpus</italic> de 27 textos e 27 ST, tendo um aproveitamento de 21 ST (77,78%). Ademais, foram identificadas 3.478 palavras, resultando em 3 <italic>clusters</italic> (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>): Classe 1, com 5 ST (23,8%); Classe 2, com 8 ST (38,1%); e Classe 3, também com 8 ST (38,1%).</p>
			<p>Essas classes foram segmentadas pelo programa em duas ramificações (A e B), em que a Ramificação A - “Resistência &amp; Propósito” - reúne a Classe 2 (Resiliência) e se refere aos obstáculos enfrentados na realização desses eventos e como eles são superados para que a luta pela causa não seja enfraquecida. Por conseguinte, a Ramificação B - “Participação massiva nas Paradas” - abrange a Classe 1 (Importância) e a Classe 3 (Engajamento), ou seja, pressupõe a cooperação entre diferentes atores para impulsionar tais acontecimentos.</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title>Dendograma da Classificação Hierárquica Descendente (CHD)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025003-gf1.png"/>
					<attrib>Fonte: Dados da Pesquisa (2024). Elaborado via <italic>software</italic> Iramuteq.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Para visualizar as palavras que constituem as respectivas classes, o <italic>software</italic> gerou um organograma com os vocábulos que se relacionam no discurso, concebendo as ramificações mencionadas. A <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref> ilustra essa representação.</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Figura 2</label>
					<caption>
						<title>Organograma de Frequência de Palavras por Classe</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025003-gf2.png"/>
					<attrib>Fonte: Dados da Pesquisa (2024). Elaborado via <italic>software</italic> Iramuteq.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>A Ramificação A inclui a Classe 2, “Resiliência”, em que impera a discussão de como a Parada possui uma imagem deturpada por parte de algumas pessoas, que, através de comentários e comportamentos preconceituosos e desinformados, tentam menosprezar sua realização e objetivo.</p>
			<p>Embora as Paradas do Orgulho estejam cada vez mais populares ao redor do mundo, com alta atração de público (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Vorobjovas-Pinta &amp; Fong-Emmerson, 2022</xref>), no RN elas acontecem mediante a resistência de seus organizadores, os quais enfrentam, sobretudo, a dificuldade do incentivo público na realização desses eventos, pois, mesmo que haja o apoio logístico e de infraestrutura, existe uma busca incessante para que tal auxílio ocorra efetivamente, além de uma sociedade local que os reprime. As falas abaixo complementam a discussão:</p>
			<disp-quote>
				<p>A Parada é um momento de fechação, de lacração, sim, porque lacração e fechação é sair às ruas gritando, isso também é um meio de nós denunciarmos todos os tipos de arbitrariedade, de crime contra a nossa comunidade LGBT (Entrevistado 1).</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>É importante sim fazer a parada com a parada festiva na verdade, mas a gente não pode perder a essência e deixar de explicar o porquê que nós estamos ali. Porque se for uma parada apenas com um trio elétrico na rua, uma banda tocando e tal, a gente nunca vai conseguir passar para as pessoas o porquê que nós estamos ali. E a parada não é um carnaval fora de época, a parada ainda é uma manifestação. Uma manifestação festiva, digamos assim (Entrevistado 2).</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>A parada do orgulho de São Paulo é divulgada muito meses antes e recordista de público todos os anos. Aqui os organizadores deixam para divulgar com pouco tempo do evento, também o apoio é restrito, deixando a parada um pouco vulnerável, muitas vezes os apoios não chegam da forma que deveria chegar, e para que a parada se torne mais conhecida precisa desses acolhimentos para que também quem vem de outros lugares seja acolhido (Entrevistado 3).</p>
			</disp-quote>
			<p>Diante da fala de um dos entrevistados, há a ressalva da interpretação errônea sobre a Parada, comparando-a com um carnaval fora de época, assemelhando-se a <xref ref-type="bibr" rid="B21">Passos e Melo (2022</xref>), quando destacaram que tais acontecimentos são associados a um evento carnavalesco. Esse reducionismo pode enfraquecer a relevância do evento, já que desconsidera seu papel na reivindicação de direitos e na visibilização das pessoas LGBT+.</p>
			<p>A minimização desse impacto pode ser atribuída à falta de informação da sociedade e à insuficiente divulgação institucional que esclareça a importância histórica e política dessas manifestações. Sendo assim, observa-se a necessidade de fortalecer estratégias comunicacionais, científicas e mercadológicas, seja por parte do governo, seja das instituições promotoras das Paradas, para modificar essa percepção, garantindo que o evento não seja esvaziado de seu significado original e que ele possa cumprir uma de suas principais funções, que é educativa e de combate à violência de gênero.</p>
			<p>Cabe destacar que, partindo-se do pressuposto da promoção do turismo responsável, que busca um turismo mais ético, em ambientes seguros, e ações para a promoção da imagem de igualdade e justiça social, para a melhoria da qualidade de vida, a curto prazo, em todas as suas vertentes, essas ações são urgentes e precisam do suporte do poder público para serem implementadas e mantidas (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Barreto &amp; Lanzarini, 2023</xref>). </p>
			<p>Os achados atestam que a organização das Paradas enfrenta alguns obstáculos, como a falta de conhecimento das pessoas acerca da finalidade do evento, resistência sociopolítica, segurança pública e legislações discriminatórias. Outro desafio é a captação de recursos, em que, muitas vezes, a falta de apoio adequado pode limitar seu alcance, restringindo sua capacidade de atrair um público mais amplo e diversificado.</p>
			<p>Nesse contexto, é pertinente questionar se a resistência dos setores públicos e privados em fornecer apoio para a realização das Paradas decorre de uma questão orçamentária ou de uma falta de prioridade política em promover tais eventos. A integração das Paradas ao calendário oficial de eventos dos municípios poderia representar um avanço, legitimando seu caráter cultural e social e facilitando o acesso a incentivos financeiros e logísticos.</p>
			<p>Por isso, é importante estudar o público LGBT+ e seus eventos, para entender todas as suas necessidades e estabelecer direcionamentos para possíveis soluções. Como dito por <xref ref-type="bibr" rid="B4">Costa et al. (2019</xref>), dedicar-se a investigar e, até mesmo, ofertar produtos e serviços focados nesse público permeia a busca por entender seu comportamento de consumo e quais fatores influenciam suas decisões.</p>
			<p>Na Ramificação B estão presentes as classes 1 e 3, visto que ela evidencia a necessidade de fomento institucional, participação do público e maior divulgação das Paradas como forma de ampliar sua visibilidade. A Classe 1, “Importância”, destaca a relevância do evento na luta da causa LGBT+, a notoriedade que o movimento adquire quando o mesmo acontece e, mais, como dito pelos entrevistados, a necessidade de maior participação do poder público em sua realização, visto que as cidades, não generalizando para a população, acolheram essas ocasiões.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">Getz (2007</xref>) complementa que um evento é um acontecimento com início e fim programado, que reúne pessoas para finalidades e atividades semelhantes. Diante disso, Paradas, marcadas por manifestações culturais, servem como plataformas para ressaltar a cidadania de indivíduos LGBT+; a visibilidade proporcionada por elas é importante para combater preconceitos, oferecendo um espaço onde identidades diversas devem ser celebradas sem medo de repressão. Os trechos abaixo elucidam o que foi dito:</p>
			<disp-quote>
				<p>As Paradas, elas que derem início à abertura de leis na área da educação, na área da cultura, na área da segurança pública, na garantia dos direitos da comunidade. Então, as Paradas, graças às Paradas, não só no Rio Grande do Norte, isso começou a ser discutido a nível de órgão estadual, federal e municipal, a questão da garantia dos direitos da comunidade LGBT+ (Entrevistado 1).</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>As paradas são super importante para nosso estado em termo de visibilidade para nossa comunidade, pois é exatamente neste dia em que todos, todas e todes decidem ir para a rua vestidos com seu orgulho de mostrar quem realmente são (Entrevistado 3).</p>
			</disp-quote>
			<p>Outro ponto é que, além de sua perspectiva social, as Paradas podem ter efeito positivo nas cidades, atraindo turistas, impulsionando a economia e valorizando artistas locais. Além disso, a organização desses eventos envolve a colaboração entre governos locais, ONGs e empresas, o que pode ser um elo promissor no desenvolvimento urbano, tal qual é enfatizado na Classe 3, “Engajamento”.</p>
			<disp-quote>
				<p>Não só uma divulgação como um investimento maior da parte do poder público. A gente conseguiria alcançar e trazer mais gente para participar. A gente leva em consideração a parada de São Paulo. O investimento que lá tem, a quantidade de pessoas que participam da parada de São Paulo e a quantidade de pessoas que saem de outros cantos para participarem da parada daquela cidade, daquele estado (Entrevistado 2).</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>Acho que as paradas deveriam ter mais apoio dos governantes, que deveria ser realizada em locais de mais acesso para a população e não apenas em local específico […] se divulgasse nacionalmente teríamos sim turistas de vários outros estados, e até temos, mas como convidados dos organizadores, muitos turistas LGBT não vem a Natal para estes eventos por causa da falta de segurança (Entrevistado 3).</p>
			</disp-quote>
			<p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B18">Neves e Brambatti (2019</xref>), o público LGBT+ gosta de viajar, de frequentar festas e preza pela qualidade dos bens adquiridos. Logo, como apontado por <xref ref-type="bibr" rid="B27">Silva et al. (2019</xref>), o turismo LGBT+ é um segmento importante para o desenvolvimento de um destino. Nesse sentido, explorar esse nicho no RN pode ser uma oportunidade de expandir a oferta turística, a qual ainda carece de estruturação básica para alcançar essa prerrogativa.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva e Carvalho (2023</xref>) apontam que o turismo LGBT+ é um segmento com potencial econômico e que cidades que adotam políticas inclusivas podem se beneficiar da fidelização desse público. Portanto, a implementação de estratégias que envolvam não apenas o evento em si, mas toda uma rede de serviços e infraestrutura, poderia impulsionar <bold>esse</bold> segmento no RN.</p>
			<p>Continuando, a Classe 3, “Engajamento”, delineia a ausência de investimentos e de colaboração em tais eventos. Nesse sentido, para a expansão das Paradas do RN, é fundamental que haja maior engajamento em termos de participação, apoio e investimento daqueles envolvidos direta e indiretamente, pois seus benefícios podem irradiar por todo o estado.</p>
			<disp-quote>
				<p>O que falta na realidade é também espaços LGBTs melhores na cidade de Natal, nós temos vários guetos aqui […] somos carentes de uma cultura LGBT na área artística mesmo, de música, de shows, de transformistas, de humoristas […] Tem que ter investimentos na área cultural, na área de espaços LGBT, que chama espaços amigos (Entrevistado 1).</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>Nós colocamos sempre artistas locais, tanto de Extremoz, a gente convida vários artistas LGBT de Natal, a gente abre chamada pública para os artistas que desejam participar da Parada (Entrevistado 2).</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>O que mais atrai os participantes são os shows de artistas famosos, infelizmente, são poucos os participantes que vão pela causa pelo tema daquele ano (Entrevistado 3).</p>
			</disp-quote>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">Getz (2007</xref>) ressalta que os eventos podem estimular a sensação de apego a um lugar, em virtude de uma experiência positiva durante a participação. Sendo assim, considerando falas ditas durante as entrevistas, cabe um questionamento: por qual motivo a adesão do público nas Paradas do RN não é maior? Essa inquietação surge pela observação da presença significativa de público LGBT+ em eventos privados sediados em Natal, que inclusive atraem turistas, como citados por <xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al. (2022</xref>): Bloquíssimo: Festival da Diversidade, Festival MADA e Carnatal.</p>
			<p>Essa dúvida pode gerar a reflexão sobre os motivos pelos quais a população não frequenta as Paradas (gratuitas), mas consome eventos privados (pagos). O que impede a adesão massiva das pessoas ao evento? Desinformação? Preconceito? Falta de acesso? Ausência de divulgação? Independentemente da resposta, pode-se inferir que não é um público crescente, e isso é reflexo dos investimentos que o evento obtém, seja da esfera pública ou privada, do marketing e, também, do interesse dos residentes em querer fazer parte da manifestação e daquela celebração.</p>
			<p>Logo, se o evento não amplia o público local, trabalhar a adesão de turistas tende a ser uma tarefa árdua. E, mais do que isso, para que se possa pensar no RN como destino LGBT-<italic>friendly</italic> e em uma articulação do turismo LGBT+, não basta investir apenas nas Paradas; deve haver uma cultura LGBT+ maior no estado, seja desse próprio grupo em prestigiar o evento, do público geral, do comércio, das políticas públicas, das campanhas publicitárias, da sensação de acolhimento e respeito por parte de todos. </p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B10">Getz (2007</xref>), os eventos proporcionam experiências, atitudes e comportamentos únicos, ou seja, a maneira pela qual um participante usufrui de um evento é exclusiva daquele momento. No caso das Paradas, não é diferente: existe um potencial proeminente dessas ocasiões no RN, o qual deve ser gerido e desenvolvido de forma mais participativa, caso haja interesse em ampliar as estratégias para atrair um maior público, independentemente de ser munícipe ou turista.</p>
			<p>Após processar a Análise de Similitude no <italic>software</italic>, a <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref> evidencia vocábulos que estão agrupados por similaridade no discurso dos entrevistados, possibilitando inferir algumas interpretações acerca de gargalos enfrentados na realização desses eventos e de como eles afetam o desenvolvimento do turismo local.</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Figura 3</label>
					<caption>
						<title>Análise de Similitude</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025003-gf3.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Dados da Pesquisa (2024). Elaborado via <italic>software</italic> Iramuteq.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Como demonstrado na <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>, seis agrupamentos foram elaborados, os quais estão conectados por palavras como “<italic>receber</italic>”, “<italic>municipal</italic>”, “<italic>estadual</italic>”, “<italic>acolher</italic>”, “<italic>cidade</italic>”, “<italic>existir</italic>”, “<italic>direito</italic>”, dentre outras. De início, tem-se que as Paradas, enquanto eventos em prol dos direitos LGBT+, dependem do apoio dos órgãos públicos para ocorrer, e mais: pressupõem a ocupação de espaços dos municípios por parte desse grupo, posicionando-o como cidadão que grita para que sua existência e realidade sejam percebidas. Desse modo, ponderando o <italic>locus</italic> da pesquisa, as cidades caminham para uma perspectiva mais acolhedora e receptiva, logo, podem vir a se tornar destinos LGBT-<italic>friendly</italic>.</p>
			<p>Ao considerar as Paradas como vetores para uma concepção LGBT-<italic>friendly</italic> do RN, pode ser possível explorar estrategicamente uma nova frente de competitividade turística, não apenas dentro do estado, mas entre destinos vizinhos que utilizam esses eventos para atrair esse perfil de consumidores. Complementando, <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva e Carvalho (2023</xref>) apontam que destinos LGBT-<italic>friendly</italic> podem ser uma alternativa de promoção turística e captação de público a partir de espaços de lazer, eventos, meios de hospedagem, bares e restaurantes, dentre outros.</p>
			<p>A citação acima vai ao encontro da representação do agrupamento azul-claro da <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>, no qual os vocábulos “divulgar” e “turista” apresentam-se de maneira próxima a “municipal”, visto que poderia ser uma estratégia das cidades norte-rio-grandenses se promoverem e, consequentemente, divulgarem o evento para captar visitantes, o que também foi salientado nas entrevistas como positivo. Além disso, “investimento” e “poder público” (agrupamento na cor-de-rosa) emergem conectados, ressaltando a necessidade de uma maior atenção dessas entidades no desenvolvimento das Paradas no RN e no incentivo ao turismo.</p>
			<p>Outrossim, observa-se que “estadual” e “comunidade” (entende-se que seja a comunidade LGBT+) estão próximas em decorrência dessa sinergia na promoção dos eventos, que reverbera em “visibilidade”, “acolhimento” e “envolvimento” do público e, em uma perspectiva macro, como destacado no <italic>cluster</italic> verde, em uma cidade mais “respeitosa”, “segura” e “acolhedora”, eliminando, aos poucos, os “guetos” como espaços exclusivos de encontro e convívio entre tais indivíduos, possibilitando-lhes que transitem em qualquer ambiente.</p>
			<p>Por fim, como pode ser visto nos agrupamentos nas cores azul-escuro e vermelha, as Paradas são movimentos “políticos” e “festivos”, que ressaltam a “existência” das pessoas LGBT+ contra o “preconceito” e a “discriminação”. Esses resultados corroboram o que foi postulado por <xref ref-type="bibr" rid="B7">Ferro e Constantino (2023</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gürkan (2024</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B21">Passos e Melo (2022</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B30">Turesky e Crisman (2023</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B31">Vorobjovas-Pinta e Fong-Emmerson (2022</xref>), no que diz respeito à característica de ativismo social e político das Paradas em prol dos direitos dos LGBT+.</p>
			<p>Mediante os resultados, não basta apenas haver iniciativas de fomento e incentivo dos órgãos públicos; faz-se necessária a união, como força motriz, daqueles que entendem a importância da Parada como forma de reivindicação por cidadania digna dos indivíduos LGBT+, como já pontuava <xref ref-type="bibr" rid="B22">Ram et al. (2019</xref>). Destarte, infere-se a crucialidade do apoio, participação e engajamento de interessados nesses eventos, fazendo-os crescer mais e, consequentemente, obter maior notoriedade nas esferas públicas e privadas dos municípios e do estado, o que, posteriormente, pode ser benéfico para o planejamento do turismo LGBT+ no RN.</p>
			<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B12">Grillo e Lanzarini (2019</xref>), os destinos LGBT+ no Brasil têm se consolidado como espaços de acolhimento à diversidade. Embora ainda haja violência e perseguição por parte de grupos conservadores, essa realidade é observada também em diferentes partes do mundo, onde inúmeros países condenam a homossexualidade e se opõem a esse segmento do turismo com argumentos baseados na moral e na religião, sem respeitar a diversidade, que alude diretamente à concepção de turismo responsável, hoje fortemente trabalhada pelo Ministério do Turismo no Brasil.</p>
			<p>Sendo assim, pode-se apontar que as Paradas sediadas no RN tendem a impulsionar o Turismo LGBT+ no estado. No entanto, a priori, as carências dos residentes devem ser solucionadas para que seja possível atender às demandas dos visitantes, pois, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B5">Damasceno et al. (2022</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B25">Silva e Carvalho (2023</xref>), um destino LGBT-<italic>friendly</italic> deve ser seguro e respeitoso, antes de mais nada, para os munícipes, uma vez que a percepção de acolhimento da comunidade local reflete diretamente na experiência dos turistas.</p>
			<p>As Paradas do Orgulho fortalecem a coesão social e evidenciam o compromisso da cidade com a diversidade e a inclusão, sendo uma via mútua de cooperação entre entidades públicas e privadas e a gestão do evento. Eventos podem ser ferramentas de marketing turístico, contribuindo para a promoção de produtos e serviços e para a projeção da imagem de um destino, beneficiando aspectos socioeconômicos de um lugar (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Getz, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Silva et al., 2019</xref>).</p>
			<p>Destarte, a sinergia entre o trade turístico potiguar é essencial para apoiar e manter espaços LGBT-<italic>friendly</italic> no RN, garantindo que sejam acessíveis, bem localizados e visíveis. Portanto, a consolidação de uma comunidade hospitaleira, aliada à visibilidade proporcionada pelas Paradas e eventos similares, é um pilar relevante para atrair turistas, promovendo crescimento para o destino.</p>
			<p>A análise das entrevistas reforça que a promoção desses eventos está diretamente ligada à construção de uma sociedade mais acolhedora, onde a presença LGBT+ nos espaços públicos seja naturalizada e respeitada. A visibilidade conferida pelo evento gera um impacto significativo na forma como a cidade se posiciona em relação à diversidade. Assim, ao serem incorporadas em uma estratégia de desenvolvimento turístico e cultural, as Paradas podem se tornar não apenas um evento isolado, mas um elemento transformador da dinâmica urbana, da imagem do destino e do turismo local, beneficiando a todos.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclusão</title>
			<p>O presente estudo analisou como as Paradas do Orgulho de Natal/RN e região metropolitana impulsionam o turismo LGBT+ no Rio Grande do Norte. Através de uma análise qualitativa, por meio de entrevistas com organizadores dos eventos, foi possível identificar que a correlação da realização das Paradas com a exploração do referido segmento do turismo está condicionada a uma melhor gestão da região, para além da vertente turística.</p>
			<p>Os resultados indicaram que as Paradas locais podem atuar como catalisadores na atração de turistas, ao promoverem um ambiente de visibilidade, respeito e celebração da diversidade. Contudo, ficou evidente que o potencial desses eventos ainda é subutilizado devido à limitada participação do público (ocasionada, entre outros fatores, por preconceitos e estigmas) e ao apoio municipal e estadual (que envolve a disponibilidade de recursos humanos e financeiros). É imperativo que o governo se engaje na promoção e organização de tais eventos, o que pode ser alcançado através de políticas públicas que fomentem a inclusão, o apoio financeiro e logístico e a melhoria da infraestrutura local, tanto para munícipes quanto para turistas, promovendo o turismo responsável.</p>
			<p>Ademais, a cooperação entre o setor público, o setor privado e a comunidade local deve ser fortalecida com parcerias que possam melhorar a qualidade e a segurança na cidade durante as Paradas, mas também promover o Rio Grande do Norte como um destino LGBT-<italic>friendly</italic>, seja por meio da certificação de empreendimentos <italic>friendly</italic>, de roteiros focados nesse público e até mesmo com campanhas publicitárias que valorizem esse segmento e promovam o respeito à diversidade. Logo, a expansão das Paradas, com o devido suporte governamental, tem potencial para expandir o turismo LGBT+ no estado.</p>
			<p>No campo científico, este estudo contribui para a literatura sobre eventos LGBT+, ao enfatizar a atuação das Paradas do Orgulho no desenvolvimento da atividade turística regional, promovendo a inclusão social e a visibilidade da causa LGBT+. Além disso, reforça que eventos culturais são agentes significativos para o turismo regional e destaca a dinâmica entre o setor público e a realização de eventos LGBT+, sugerindo que o apoio e a promoção por parte das autoridades são cruciais para maximizar os benefícios dessas ocasiões.</p>
			<p>Apesar das contribuições aqui postas, é preciso destacar que o escopo geográfico, centrado em três cidades do RN, pode restringir a generalização dos resultados, cabendo novas investigações sobre outros eventos na região. Além disso, é de suma importância que se considere, em pesquisas futuras, a adição dos frequentadores das Paradas e de representantes das iniciativas pública e privada, como forma de se compreender os diferentes contextos em que esse cenário é desenhado anualmente.</p>
			<p>Recomenda-se, ainda, uma investigação sobre a contribuição sociocultural das Paradas, tanto para os residentes quanto para os turistas, o que poderia proporcionar uma compreensão mais holística do envolvimento do público com o evento, além de direcionar caminhos para a gestão do turismo local. Por fim, conclui-se que o Turismo LGBT+ não é disseminado apenas por meio dos eventos, visto que a comunidade local e a gestão pública e privada devem estar envolvidas e comprometidas, de forma ética e responsável, para que todos os atores sociais inseridos no processo de construção do destino tenham voz e respeitem a diversidade de gênero e sexualidades, combatendo preconceitos e estigmas.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ack>
			<title>Agradecimentos</title>
			<p>O presente trabalho foi realizado com apoio do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Brasil.</p>
		</ack>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
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