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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rta</journal-id>
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				<journal-title>Revista Turismo em Análise</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Revista Turismo em Análise - RTA</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">1984-4867</issn>
			<issn pub-type="epub">1984-4867</issn>
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				<publisher-name>Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.1984-4867.v36pe025005</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigos e ensaios</subject>
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				<article-title>O uso de plantas alimentícias não convencionais (PANCs) nos estabelecimentos de alimentos e bebidas (A&amp;B) da quarta colônia - RS: inovação ou tradição?</article-title>
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					<trans-title>The use of non-conventional food plants (NCFPS) in food and beverage establishments (F&amp;B) in quarta colônia - RS: innovation or tradition?</trans-title>
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					<trans-title>El uso de plantas alimentarias no convencionales (PANCS) en los establecimientos de alimentos y bebidas (A&amp;B) de la quarta colônia - RS: ¿innovación o tradición?</trans-title>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-1827-7943</contrib-id>
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						<surname>Fantinel</surname>
						<given-names>Roberta Aparecida</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
					<bio>
						<p>Pós-doutoranda em Ciências Florestais (UFES). Doutora e Mestra em Engenharia Florestal (UFSM). Especialista em Geomática (UFSM). Tecnóloga em Gestão de Turismo (UFSM) e Engenheira Florestal (UNIPAMPA)</p>
					</bio>
						<email>fantinel.ar@gmail.com</email>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-5971-9384</contrib-id>
					<name>
						<surname>Ceretta</surname>
						<given-names>Caroline Ciliane</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
					<bio>
						<p>Docente no Departamento de Turismo do Centro de Ciências Sociais e Humanas (UFSM). Doutora em Extensão Rural (UFSM). Mestra em Turismo e Hospitalidade (UCS) e Turismóloga (UNISC)</p>
					</bio>
						<email>carolineceretta@gmail.com</email>
				</contrib>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="original"> Pós-doutoranda em Ciências Florestais (UFES). Doutora e Mestra em Engenharia Florestal (UFSM). Especialista em Geomática (UFSM). Tecnóloga em Gestão de Turismo (UFSM) e Engenheira Florestal (UNIPAMPA). Brasil. E-mail: fantinel.ar@gmail.com</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Ciências Florestais</institution>
				<institution content-type="orgname">UFES</institution>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<email>fantinel.ar@gmail.com</email>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> Docente no Departamento de Turismo do Centro de Ciências Sociais e Humanas (UFSM). Doutora em Extensão Rural (UFSM). Mestra em Turismo e Hospitalidade (UCS) e Turismóloga (UNISC). Brasil. E-mail: carolineceretta@gmail.com</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Departamento de Turismo do Centro de Ciências Sociais e Humanas</institution>
				<institution content-type="orgname">UFSM</institution>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<email>carolineceretta@gmail.com</email>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>08</day>
				<month>08</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>36</volume>
			<elocation-id>e025005</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>07</day>
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					<year>2025</year>
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				<date date-type="accepted">
					<day>07</day>
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					<year>2025</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este artigo objetivou analisar e identificar o uso de PANCs nos cardápios dos principais estabelecimentos de alimentos e bebidas (A&amp;B) da oferta turística da região da Quarta Colônia. A Quarta Colônia é um conjunto de nove municípios localizados no centro do estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil. A pesquisa foi realizada por meio de consultas bibliográficas, sendo caracterizada como de caráter exploratório, com recorte transversal. Os objetos de estudo foram os principais restaurantes e meios de hospedagem que oferecem algum tipo de A&amp;B, incluindo padarias, confeitarias e cafeterias. Como resultado, obteve-se o retorno de 11 estabelecimentos. A faixa etária predominante dos respondentes foi de 18 a 30 anos (45,50%), sendo a maioria do sexo feminino. Os estabelecimentos cafeterias, padarias e confeitarias tiveram o maior número de respostas (45,50%). A PANC mais utilizada nos estabelecimentos de A&amp;B foi o butiá (Butia odorata). No que diz respeito ao conhecimento dos respondentes sobre o uso das PANCs no preparo de A&amp;B, a maioria (75%) adquiriu esse conhecimento por meio de familiares. Por fim, é notório que as PANCs são uma alternativa para os estabelecimentos de A&amp;B da oferta turística da região da Quarta Colônia, onde a inclusão dessas plantas nas receitas pode resultar em pratos inovadores e autênticos, o que pode atrair a atenção dos turistas.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This article aimed to analyze and identify the use of non-conventional food plants (NCFPs) on the menus of the main food and beverage (F&amp;B) establishments within the tourism offerings of the Quarta Colônia region. Quarta Colônia comprises a group of nine municipalities located in the central region of Rio Grande do Sul state, in southern Brazil. The research was conducted through bibliographic consultations and is characterized as exploratory with a cross-sectional approach. The study objects included the main restaurants and lodging establishments that offer any type of F&amp;B services, such as bakeries, confectioneries, and coffee shops. The results yielded responses from 11 establishments. The predominant age group of respondents was 18 to 30 years (45.50%), with the majority being female. Coffee shops, bakeries, and confectioneries accounted for the highest number of responses (45.50%). The most commonly used NCFPs in the F&amp;B establishments was the butiá (<italic>Butia odorata</italic>). Regarding respondents’ knowledge about using NCFPs in F&amp;B preparation, most (75%) acquired this knowledge from family members. In conclusion, it is evident that NCFPs represent an alternative for F&amp;B establishments within the tourism offerings of the Quarta Colônia region. Incorporating these plants into recipes can result in innovative and authentic dishes, potentially attracting the attention of tourists.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<p>Este artículo tuvo como objetivo analizar e identificar el uso de PANCs en los menús de los principales establecimientos de alimentos y bebidas (A&amp;B) de la oferta turística de la región de la Quarta Colônia. La Quarta Colônia es un conjunto de nueve municipios ubicados en el centro del estado de Río Grande del Sur, en el sur de Brasil. La investigación se realizó mediante consultas bibliográficas, siendo caracterizada como de carácter exploratorio, con un enfoque transversal. Los objetos de estudio fueron los principales restaurantes y medios de alojamiento que ofrecen algún tipo de A&amp;B, incluidos panaderías, pastelerías y cafeterías. Como resultado, se obtuvo la respuesta de 11 establecimientos. El grupo de edad predominante de los encuestados fue de 18 a 30 años (45,50%), siendo la mayoría del sexo femenino. Los establecimientos de cafeterías, panaderías y pastelerías tuvieron el mayor número de respuestas (45,50%). La PANC más utilizada en los establecimientos de A&amp;B fue el butiá (<italic>Butia odorata</italic>). En cuanto al conocimiento de los encuestados sobre el uso de las PANCs en la preparación de A&amp;B, la mayoría (75%) adquirió este conocimiento a través de familiares. Finalmente, es evidente que las PANCs son una alternativa para los establecimientos de A&amp;B de la oferta turística de la región de la Quarta Colônia, donde la inclusión de estas plantas en las recetas puede resultar en platos innovadores y auténticos, lo que podría atraer la atención de los turistas.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Plantas Alimentícias Não Convencionais</kwd>
				<kwd>Gastronomia</kwd>
				<kwd>Alimentos e Bebidas</kwd>
				<kwd>Turismo</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Non-conventional food plants</kwd>
				<kwd>Gastronomy</kwd>
				<kwd>Food and drinks</kwd>
				<kwd>Tourism</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>Plantas Alimenticias no Convencionales</kwd>
				<kwd>Gastronomía</kwd>
				<kwd>Alimentos y Bebidas</kwd>
				<kwd>Turismo</kwd>
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				<ref-count count="50"/>
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		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>Desde os primórdios da história, a alimentação e a hospedagem com serviços de alimentos e bebidas (A&amp;B) têm sido parte integrante da vida das pessoas. Com o passar do tempo, as refeições e os estabelecimentos de A&amp;B evoluíram, incorporando novos ingredientes, técnicas culinárias e tecnologias. Dessa forma, o turismo assume um papel fundamental na construção da identidade e da memória gustativa, considerando que a experiência turística também é vivida durante o processo de alimentação. Os A&amp;B são elementos fundamentais para o turismo, tanto na alimentação convencional, que tem como propósito a nutrição do visitante, quanto na oferta de produtos alimentares regionais como parte integrante do patrimônio cultural dos povos (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Fagliari, 2005</xref>).</p>
			<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B33">Mak et al. (2012</xref>), o consumo de alimentos no turismo pode ser visto de muitas perspectivas, como produto e atrativo turístico, experiências gastronômicas, além dos eventos e atividades que estão relacionados aos destinos, como, por exemplo, turismo gastronômico, enoturismo e eventos gastronômicos. Os A&amp;B saudáveis, vegetarianos ou veganos, também são importantes para se considerar na oferta turística. Atualmente, para atender às necessidades e exigências dos consumidores vegetarianos e veganos, o setor de A&amp;B deve se adequar. Estima-se que 4% da população brasileira (cerca de 7,6 milhões de pessoas) segue uma dieta vegetariana, com muitos deles optando pelo veganismo (<xref ref-type="bibr" rid="B44">Ribeiro, 2019</xref>). De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B11">Conway (2019</xref>), as vendas globais de produtos veganos atingiram cerca de 55 bilhões de dólares em 2019, e estima-se que, em 2023, ultrapassem 60 bilhões de dólares.</p>
			<p>A gastronomia desempenha um papel importante na construção da identidade cultural, na definição dos valores de uma sociedade e nas suas raízes (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Fantineli &amp; Becker, 2011</xref>). A gastronomia é um fator estratégico para o desenvolvimento do turismo, pois integra e valoriza os recursos culturais locais (<xref ref-type="bibr" rid="B13">De Matos et al., 2024</xref>). Quando combinada a outros atrativos, pode aumentar o tempo de permanência dos turistas, estimular o consumo de serviços e produtos e fortalecer a economia local, contribuindo para a sustentabilidade da atividade turística (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Dalri &amp; Rossini, 2022</xref>). Ademais, a gastronomia transforma-se em palco para celebrações, encontros sociais e reuniões de negócios, tornando-se assim parte integrante da vida cotidiana das pessoas. A cada ano que passa, a gastronomia vem ganhando notoriedade como produto turístico, despertando interesse dos turistas que procuram a vivência e o registro de experiências novas e autênticas, além de pratos que fazem viver ou reviver momentos únicos. Um exemplo de matéria-prima que vem se destacando em termos de experimentação gastronômica são as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). </p>
			<p>As PANCs são plantas ou partes delas que possuem potencialidades para serem usadas na alimentação, como raízes, tubérculos, bulbos, talos, folhas, brotos, flores, frutos e sementes (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Kinupp &amp; Lorenzi, 2014</xref>). Algumas PANCs também extraem óleos e gorduras e podem ser utilizadas como condimentares, aromáticas, substitutas do sal e na fabricação de bebidas (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Kinupp &amp; Lorenzi, 2014</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B2">Almendra et al. (2016</xref>) destacam que o uso das PANCs na gastronomia é fundamental para valorizar e disseminar seu consumo. As incorporações das PANCs nas receitas permitem a expressão dos valores identitários de uma comunidade, fortalecem a economia dos pequenos produtores e contribuem para o desenvolvimento sustentável de uma região (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Almendra et al., 2016</xref>). Assim, compreender o contexto do consumo das PANCs é importante, uma vez que aquilo que não é comum para nós pode ser habitual e tradicional para outras pessoas, regiões, economias, hábitos ou culturas.</p>
			<p>Estudos com PANCs vêm sendo desenvolvidos no estado do Rio Grande do Sul (RS). <xref ref-type="bibr" rid="B23">Gobatto et al. (2019</xref>) avaliaram o potencial das PANCs na utilização da Enogastronomia na Serra Gaúcha (RS), por meio de receitas contendo as espécies ora-pro-nóbis (<italic>Pereskia aculeata Will</italic>), trevo (<italic>Trifolium pratense L</italic>), dente-de-leão (<italic>Taraxacum officinale Weber</italic>), capuchinha (<italic>Tropaeolum majus</italic>) e magnólia (<italic>Rhododendron japonicum [Blume] C. K. Schneid</italic>), e tiveram boa aceitação pelos degustadores. <xref ref-type="bibr" rid="B39">Polesi et al. (2017</xref>), analisando a agrobiodiversidade das PANCs no Vale do Taquari (RS), constataram que o dente-de-leão (<italic>Taraxacum officinale</italic>) é a espécie mais consumida em refogados e saladas. <xref ref-type="bibr" rid="B49">Terra e Viera (2019</xref>) identificaram no município de Santana do Livramento (RS) algumas espécies de PANCs com potencial alimentício, como, por exemplo, o picão-branco (<italic>Galinsoga parviflora Cav</italic>.), azedinha (<italic>Oxalis latifólia Kunth</italic>), nabo forrageiro (<italic>Raphanus sativus L</italic>.) e costela-de-adão (<italic>Monstera</italic> deliciosa <italic>Liebm</italic>).</p>
			<p>Quando pensamos em turismo gastronômico, não podemos deixar de lembrar das comidas típicas, pois muitas vezes o foco do roteiro turístico está associado à gastronomia da região. A gastronomia típica pode ser definida como o conjunto de pratos característicos de uma região, preparados com base em valores simbólicos, culturais, tradicionais e históricos (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Dentz, 2011</xref>). Ela representa um meio de preservação da memória e do legado culinário das famílias, além de contribuir para a geração de ganhos econômicos tanto para a indústria quanto para o comércio local (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Dentz, 2011</xref>). Nesse contexto, diversos municípios da região da Quarta Colônia têm na gastronomia italiana uma importante fonte de renda, sendo essa atividade um fator relevante para o desenvolvimento econômico local. As festas religiosas, que atraem visitantes de municípios vizinhos, servem pratos típicos da região, assim como diversos restaurantes que se destacam por oferecer pratos típicos e autênticos, o que consolida cada vez mais as atividades no setor gastronômico (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Fantineli &amp; Becker, 2011</xref>). </p>
			<p>Na região da Quarta Colônia, estão sendo desenvolvidos estudos sobre as PANCs, visto que é uma região rica em biodiversidade e que tem sido um destino turístico em crescimento devido às descobertas de fossilíferos no território e ao Geoparque. Ademais, a região é rica em história, culinária e tradições, e a combinação da gastronomia italiana com o uso das PANCs cria uma experiência única para os turistas e contribui cada vez mais para o desenvolvimento da região. </p>
			<p>Diante desse contexto, a pesquisa sobre o uso das PANCs na oferta gastronômica dos estabelecimentos de A&amp;B da região da Quarta Colônia mostra-se de grande importância para a promoção da agrobiodiversidade e da sustentabilidade alimentar na região. A inclusão dessas plantas nos cardápios não apenas valoriza a biodiversidade local e fortalece a identidade gastronômica regional, mas também incentiva práticas agrícolas de baixo impacto ambiental, reduzindo a dependência de insumos químicos e favorecendo sistemas agrícolas mais resilientes e biodiversos. Ademais, responde a uma demanda crescente por opções gastronômicas mais saudáveis e sustentáveis, atendendo especialmente ao público vegetariano e vegano, além de contribuir para a diversificação da oferta gastronômica local.</p>
			<p>Com base nesse cenário, o artigo buscou responder à seguinte pergunta de pesquisa: “Como o uso das PANCs se apresenta nos cardápios dos principais estabelecimentos de A&amp;B da oferta turística da Quarta Colônia, no estado do Rio Grande do Sul?”. Para isso, o objetivo geral foi analisar o uso das PANCs nos cardápios dos principais estabelecimentos de A&amp;B na região, enquanto os objetivos específicos foram: (i) identificar as PANCs utilizadas e (ii) realizar, por meio de consultas bibliográficas, a análise sobre o potencial de uso dessas plantas no contexto gastronômico local.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Metodologia</title>
		</sec>
		<sec>
			<title>Caracterização da Área de Estudo</title>
			<p>A Quarta Colônia está localizada na região central do estado do Rio Grande do Sul, abrangendo os municípios de Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Sêca, São João do Polêsine e Silveira Martins (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>). Essa região apresenta um clima subtropical úmido, classificado como Cfa pela tipologia de Köppen. Nessa classificação, as temperaturas médias ficam abaixo de 18 °C nos meses mais frios e ultrapassam 22 °C no verão (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Alvares et al., 2013</xref>). Geograficamente, situa-se em uma área de transição entre o Planalto e a Depressão Central do estado, integrando a microrregião conhecida como Rebordo da Serra Geral (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Neumann, 2003</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title>Localização da área de estudo, região da Quarta Colônia - Rio Grande do Sul</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-gf1.jpg"/>
					<attrib>Fonte: elaborado pelas autoras (2022).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B30">Manfio (2012</xref>), a colonização da região da Quarta Colônia de imigração italiana, originalmente denominada Colônia Silveira Martins, teve início em 1877 com a chegada de imigrantes italianos. Contudo, foi a partir dos anos 1990 que a região experimentou um fortalecimento significativo, impulsionado pela implementação do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PRODESUS). Esse processo foi consolidado em 1995 com a criação do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável (CONDESUS Quarta Colônia), uma entidade essencial para o planejamento e gestão do Geoparque Quarta Colônia (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Padoin, 2022</xref>). Atualmente, apesar de os municípios manterem sua independência administrativa, há uma articulação política conjunta voltada para o desenvolvimento sustentável da região. A Quarta Colônia destaca-se não apenas pela agricultura familiar, que constitui sua principal base econômica, mas também pelo turismo e pelo Geoparque, os quais reforçam sua identidade cultural e se manifestam de forma marcante na gastronomia regional, funcionando como elementos singulares e diferenciadores.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Procedimentos de coleta e análise dos dados</title>
			<p>Em termos metodológicos, a pesquisa caracteriza-se como exploratória, com abordagem transversal, voltada para a compreensão ampla do tema em questão - as PANCs e sua utilização em estabelecimentos de A&amp;B. Optou-se por uma abordagem qualitativa, fazendo uso da pesquisa bibliográfica e documental, com base na análise de trabalhos publicados em revistas científicas, livros e sites especializados.</p>
			<p>A base de dados sobre os estabelecimentos de A&amp;B da oferta turística da região da Quarta Colônia foi construída por meio de consultas nos sites das prefeituras e mídias sociais. A partir dessas fontes, foram definidos os objetos de estudo: restaurantes e meios de hospedagem que oferecem algum tipo de A&amp;B, incluindo padarias, confeitarias e cafeterias. A coleta dos dados foi realizada por meio de um questionário elaborado na plataforma Google Forms, contemplando oito perguntas fechadas de múltipla escolha, sendo que duas dessas perguntas permitiam a complementação das respostas caso o respondente considerasse necessário.</p>
			<p>O questionário teve como foco a identificação do perfil dos participantes, abordando informações como idade e sexo, além de questões relacionadas aos tipos de estabelecimentos de A&amp;B e ao conhecimento sobre as PANCs. Uma das perguntas incluía o nome popular e científico de 13 PANCs (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>), com a suposição de que, mesmo que os entrevistados não conhecessem o termo PANCs, poderiam estar utilizando alguma dessas plantas no preparo de pratos ou bebidas. Adicionalmente, os participantes tiveram a oportunidade de mencionar outras PANCs que conheciam e utilizavam em seus estabelecimentos de A&amp;B, caso essas não estivessem entre as 13 opções apresentadas.</p>
			<p>O questionário também incluiu uma pergunta sobre o conhecimento dos participantes quanto à utilização das PANCs na gastronomia. Após a criação do link do Google Forms, ele foi enviado para os estabelecimentos por meio de <italic>WhatsApp</italic> e e-mail, ficando disponível para preenchimento entre os dias 22 de junho e 06 de julho de 2022. A participação foi voluntária, sem exigências quanto ao nível de escolaridade, e realizada de forma anônima. Para preencher o questionário, os participantes precisaram fornecer apenas o tipo de estabelecimento, idade e sexo.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela 1</label>
					<caption>
						<title>Identificação das plantas alimentícias não convencionais</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center">Nome popular</th>
								<th align="center">Nome científico</th>
								<th align="center">Espécies</th>
								<th align="center">Origem</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center">Butiá<sup>1</sup></td>
								<td align="center"><italic>Butia odorata</italic> (Barb. Rodr.)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i002.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Nativa</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Hibisco<sup>2</sup></td>
								<td align="center"><italic>Hibiscus acetosella</italic> (Welw. ex Hiern)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i003.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Ora-pro-nóbis<sup>3</sup></td>
								<td align="center"><italic>Pereskia aculeata</italic> (Will.)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i004.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Morangos-silvestres<sup>1</sup></td>
								<td align="center"><italic>Rubus rosifolius</italic> (Sm.)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i005.png"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Amora-negra<sup>4</sup></td>
								<td align="center"><italic>Morus nigra</italic> (L.)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i006.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Capuchinha<sup>5</sup></td>
								<td align="center"><italic>Tropaeolum majus</italic> (L.)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i007.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Trevinho<sup>6</sup></td>
								<td align="center"><italic>Oxalis latifolia</italic> (Kunth)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i008.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Cará-do-ar<sup>7</sup></td>
								<td align="center"><italic>Dioscorea bulbifera</italic> (L.)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i009.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Aroeira-vermelha<sup>1</sup></td>
								<td align="center"><italic>Schinus terebinthifolius</italic> (Raddi)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i010.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Nativa</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Ananas-do-mato<sup>8</sup></td>
								<td align="center"><italic>Ananas bracteatus</italic> (Lindl.)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i011.png"/>
								</td>
								<td align="center">Nativa</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Peixinho<sup>9</sup></td>
								<td align="center"><italic>Stachys byzantina</italic> K. Koch</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i012.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Macela<sup>1</sup></td>
								<td align="center"><italic>Achyrocline satureioides</italic> (Lam.) DC.</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i013.jpg"/>
								</td>
								<td align="center">Exótica</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">Carqueja<sup>10</sup></td>
								<td align="center"><italic>Baccharis trimera</italic> (Less.)</td>
								<td align="center">
									<inline-graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-i014.png"/>
								</td>
								<td align="center">Nativa</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p><italic>Nota</italic>. <sup>1</sup><xref ref-type="bibr" rid="B19">Fantinel (2022</xref>); <sup>2</sup><xref ref-type="bibr" rid="B22">Franco (2011</xref>); <sup>3</sup><xref ref-type="bibr" rid="B1">Agraer (2018</xref>); <sup>4</sup>Flora10 (2013); <sup>5</sup><xref ref-type="bibr" rid="B28">Macedo (2018</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B43"><sup>6</sup>Utad (2022</xref>); <sup>7</sup><xref ref-type="bibr" rid="B29">Madeira et al. (2013</xref>); <sup>8</sup><xref ref-type="bibr" rid="B7">Canovas (2020</xref>); <sup>9</sup><xref ref-type="bibr" rid="B43">Utad (2022</xref>); <sup>10</sup><xref ref-type="bibr" rid="B8">Carreira (2007</xref>).</p>
						</fn>
						<fn id="TFN2">
							<p>Fonte: Elaborado pelas autoras (2022).</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A consulta para identificação das espécies utilizadas no questionário foi realizada por meio do banco de dados da Flora e Funga do Brasil (2022) e Reflora (2022), e do livro <italic>Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Kinupp &amp; Lorenzi, 2014</xref>).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>Resultados e Discussão</title>
			<p>O questionário foi respondido por 11 profissionais que atuam em diferentes estabelecimentos de A&amp;B da Quarta Colônia, com idades entre 18 e 55 anos. A faixa etária mais representativa foi de 18 a 30 anos, correspondendo a 45,5% dos respondentes. Em relação ao gênero, 72,7% dos respondentes são do sexo feminino e 27,3% são do sexo masculino. Os estabelecimentos que mais participaram da pesquisa foram as cafeterias, padarias e confeitarias, com 45,5% das respostas, seguidos pelos meios de hospedagem, com 36,4%, e pelos restaurantes, com 18,2%.</p>
			<p>Embora 63,6% dos respondentes tenham indicado conhecer o termo PANC, o uso prático dessas espécies na culinária ainda é limitado, sendo que 36,4% afirmaram não ter conhecimento sobre o tema, o que sugere que o conhecimento teórico/prático não está necessariamente se convertendo em ações concretas nos cardápios dos estabelecimentos. Esse resultado é superior ao encontrado por <xref ref-type="bibr" rid="B37">Oliveira e Santana (2018</xref>), que, ao analisarem o conhecimento das PANCs de uma comunidade urbana situada no município de Serra (ES), constataram que 57% dos participantes já tinham ouvido falar sobre as PANCs. <xref ref-type="bibr" rid="B32">Moraes et al. (2020</xref>), ao realizarem a aplicação de questionários para alunos e servidores sobre PANCs em um colégio estadual do município de Cerro Branco (RS), constataram que, dos 136 participantes, apenas nove sabiam o que são as PANCs e seus usos na gastronomia. <xref ref-type="bibr" rid="B34">Narcisa-Oliveira et al. (2018</xref>) destacam que o desconhecimento da terminologia “PANCs” pelas pessoas pode ser resultado da falta de políticas públicas voltadas à inserção desses alimentos na dieta da população. Essa lacuna reforça a necessidade de iniciativas educacionais e ações de extensão que facilitem o diálogo entre a academia e os profissionais da gastronomia. A terminologia atualmente é bastante técnica e direcionada à academia, sendo necessário maior incentivo para a popularização do seu uso na sociedade em geral, especialmente no âmbito da agricultura familiar.</p>
			<p>O percentual expressivo de respondentes que desconhece as PANCs, neste estudo, pode indicar a falta de informação, divulgação e incentivos para a inclusão dessas plantas nos cardápios da oferta turística na região da Quarta Colônia. Contudo, é importante destacar que, embora os entrevistados afirmem desconhecer as PANCs, isso não implica necessariamente que eles não conheçam as espécies mencionadas. Pode haver variações no nível de conhecimento e familiaridade com essas plantas, o que sugere que o reconhecimento das espécies pode ocorrer sem a associação ao termo “PANC”.</p>
			<p>De acordo com os dados coletados, a PANC mais utilizada nos estabelecimentos de A&amp;B da oferta turística da região da Quarta Colônia foi o butiá (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>). Sua versatilidade na culinária permite aos estabelecimentos explorar uma ampla variedade de sabores, que vão de adocicados a levemente ácidos. Essa flexibilidade no uso do butiá possibilita que chefs e proprietários de restaurantes experimentem e criem uma diversidade de pratos e bebidas, desde sobremesas até acompanhamentos para pratos principais, licor e sucos. Essa diversidade de usos não apenas enriquece as opções gastronômicas, mas também contribui para a valorização e a manutenção das práticas culinárias tradicionais. Ao incorporar o butiá de forma criativa nos cardápios, os estabelecimentos gastronômicos da região da Quarta Colônia estão, na prática, preservando e, ao mesmo tempo, inovando a culinária local. Dessa forma, o turismo desempenha um papel fundamental ao promover a divulgação e o consumo dessas iguarias regionais, além de ser um meio de resgatar e manter vivas as tradições gastronômicas que, muitas vezes, correm o risco de serem esquecidas com o tempo.</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Figura 2</label>
					<caption>
						<title>Plantas Alimentícias Não Convencionais utilizadas nos estabelecimentos da oferta turística da região da Quarta Colônia, Rio Grande do Sul (RS)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1984-4867-rta-36-e025005-gf2.png"/>
					<attrib>Fonte: elaborado pelas autoras (2022).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>O butiá é uma planta comum nos municípios da região sul do estado do Rio Grande do Sul e, por isso, acredita-se que exista um conhecimento empírico sobre essa planta entre os moradores locais (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Büttow et al., 2009</xref>). Seus frutos têm uma textura macia e um sabor agridoce que os torna populares para consumo <italic>in natura</italic>. Além disso, esses frutos possuem grande potencial culinário e são usados frequentemente no preparo de diversos doces e bebidas (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Echer et al., 2021</xref>). O caso do butiá ilustra bem como o contexto local influencia a percepção e o uso das PANCs. Em Giruá (RS), o butiá é reconhecido como parte da história e cultura do povo local (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Richter, 2014</xref>), o que sugere que, nesse município, o butiá é percebido mais como um alimento convencional do que como uma PANC. No entanto, na região da Quarta Colônia, o uso do butiá na gastronomia ainda é pouco difundido, o que evidencia uma oportunidade para fortalecer a identidade gastronômica local. A inclusão do butiá em pratos e bebidas típicas pode contribuir para a valorização dessa planta na região.</p>
			<p>Muitas pessoas da comunidade vivem da produção gastronômica e do artesanato, utilizando as folhas do butiá para a confecção de adornos, bolsas, utensílios domésticos, chinelos, chapéus, entre outros (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Richter, 2014</xref>). Embora o butiá esteja enraizado na cultura do município de Giruá, é compreensível que a classificação do butiá como PANC possa variar conforme a região e o contexto em que é avaliado. Em algumas localidades onde o butiá é nativo e tradicionalmente utilizado na alimentação, ele é considerado uma fruta convencional, amplamente reconhecida e incorporada à culinária local. No entanto, em regiões onde o consumo da planta não é tão comum ou amplamente difundido, o butiá pode ser categorizado como uma PANC, devido à sua relativa falta de popularidade e reconhecimento fora dessas áreas de origem.</p>
			<p>Essa variação na classificação do butiá destaca a importância de se considerar o contexto local ao analisar o uso das PANCs. O reconhecimento e a utilização do butiá, tanto em sua região nativa quanto em outros locais, estão diretamente relacionados à valorização da biodiversidade local e ao resgate das tradições culinárias regionais. Nesse aspecto, o turismo tem um papel importante em promover o conhecimento e a valorização dessas PANCs, o que reforça a sustentabilidade como um dos pilares do desenvolvimento do turismo no território, ao integrar elementos culturais e naturais que enriquecem a identidade local e contribuem para a preservação dos recursos regionais.</p>
			<p>Cabe ainda destacar que o cultivo e o uso de ingredientes locais, como, por exemplo, o butiá, podem incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis, reduzindo a necessidade de defensivos agrícolas, minimizando o impacto ambiental associado ao transporte de alimentos por longas distâncias, além de apoiar os agricultores locais. Nesse sentido, ao optar por ingredientes locais, os estabelecimentos gastronômicos da região da Quarta Colônia contribuem diretamente para o apoio e fortalecimento da economia local, incentivando os agricultores da região. Essa integração entre gastronomia e sustentabilidade enriquece a experiência turística, fortalece a identidade cultural local e reforça o compromisso com a preservação dos recursos naturais.</p>
			<p>O hibisco foi outra PANC mencionada pelos respondentes (15,80%), sendo utilizado principalmente em bebidas. Uma pesquisa sobre o conhecimento popular de PANCs identificou o <italic>Hibiscus</italic> sp. como sendo o mais conhecido (88,5% dos entrevistados) e também o mais consumido (25,7%) (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Nunes et al., 2021</xref>). O consumo <italic>in natura</italic> das folhas do hibisco também pode ser utilizado em saladas, geleias e molhos diversos (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Kinupp &amp; Lorenzi, 2014</xref>). O aumento do consumo do hibisco foi impulsionado por sua popularização por meio da mídia, onde, nos últimos anos, ganhou destaque por suas propriedades termogênicas e antioxidantes.</p>
			<p>A ora-pro-nóbis também se destacou no estudo, representando 10,50%. A inclusão dessa planta nos estabelecimentos de A&amp;B da oferta turística da região da Quarta Colônia reflete não apenas seu valor nutricional, mas também sua versatilidade culinária. No estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B37">Oliveira e Santana (2018</xref>), realizado no município da Serra (ES), a ora-pro-nóbis foi a espécie mais citada. Essa espécie é muito utilizada na gastronomia brasileira, podendo ser consumida crua ou cozida (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Souza et al., 2015</xref>). A ora-pro-nóbis tem o seu uso tradicional muito significativo na culinária e faz parte da cultura tradicional em algumas regiões do estado de Minas Gerais e em Goiás (<xref ref-type="bibr" rid="B50">Tessarini, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Covre, 2022</xref>). No entanto, mesmo que seja utilizada há séculos em algumas regiões de Minas Gerais, ela ainda pode ser considerada PANC em outras áreas onde não é tão comum o seu uso ou conhecida.</p>
			<p>O uso da ora-pro-nóbis é bastante versátil, sendo utilizadas as folhas, frutos, flores, sementes e caules na preparação direta de saladas, sopas e refogados. A espécie também pode ser utilizada na produção de ingredientes como farinhas, óleos e mucilagens para serem acrescentados a receitas mais elaboradas (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Alves et al., 2018</xref>). Ademais, o seu elevado teor de proteínas a torna uma opção para a alimentação vegetariana e/ou vegana (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Kuhn et al., 2018</xref>). Conforme os autores <xref ref-type="bibr" rid="B5">Arruda et al. (2016</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B31">Martinevski (2011</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B47">Rocha et al. (2009</xref>), a utilização da farinha de ora-pro-nóbis para o enriquecimento e substituição da farinha de trigo em pães, macarrão e bolos já tem sido explorada e obteve bons índices de aceitação em análises sensoriais.</p>
			<p>As espécies amora-negra, morango-silvestre, stevia e boldo totalizaram 5,30% cada no estudo. No estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B32">Moraes et al. (2020</xref>), a espécie mais consumida pelos participantes foi a amora-negra, sendo que apenas 2% dos 136 participantes não reconheceram a planta. O consumo dessa espécie se dá pelo sabor mais pronunciado de seus frutos, que se unem formando uma polpa rica em água, açúcar e vitamina C (<xref ref-type="bibr" rid="B42">Rocha et al., 2017</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B25">Kinupp e Lorenzi (2015</xref>) destacaram que os frutos maduros da amora-negra podem ser consumidos <italic>in natura</italic>, além de usados na preparação de diversos doces (geleias, caldas, recheios e coberturas de tortas, molhos agridoces) e no preparo de pratos salgados, como molhos agridoces para acompanhar carnes.</p>
			<p>As espécies stevia e boldo foram citadas pelos respondentes como outras PANCs utilizadas, especialmente no preparo de bebidas. A stevia é conhecida por conter moléculas de adoçante natural (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Jarma-Orozco et al., 2020</xref>). No que se refere ao boldo, suas folhas são utilizadas para fazer chá. Essas plantas oferecem alternativas saudáveis ao açúcar refinado e aos adoçantes artificiais, como é o caso da stevia, que é um adoçante natural sem calorias. Por sua vez, o boldo, reconhecido por suas propriedades digestivas e medicinais, contribui para o bem-estar geral dos consumidores. </p>
			<p>No que diz respeito ao conhecimento dos respondentes sobre o uso das PANCs no preparo de A&amp;B, a maioria (75%) respondeu que o conhecimento foi adquirido por meio dos familiares. Em contraste, 25% mencionaram ter adquirido a informação por meio de leitura, pesquisas e cursos. Esses dados obtidos evidenciam que, na região da Quarta Colônia, o saber sobre as PANCs está fortemente ligado à tradição familiar, com o conhecimento sendo passado de geração em geração. Isso reforça o papel das práticas culturais locais na preservação e disseminação do uso dessas plantas na culinária regional.</p>
			<p>A construção desse conhecimento sobre a utilização das PANCs ajuda a perpetuar e preservar saberes, o que pode ser importante para garantir a continuidade dessas plantas na culinária e na cultura local. O fato de o conhecimento sobre as PANCs ser adquirido principalmente por meio das famílias pode estar diretamente relacionado à experiência prática de exploração dessas plantas. Nesse processo, os indivíduos desenvolvem uma capacidade própria de identificar as PANCs, considerando não apenas seus aspectos morfológicos, mas também suas características ecológicas e culturais. Essa transmissão de saberes, muitas vezes empírica, contribui para a valorização e a sustentabilidade dessas plantas dentro do contexto gastronômico e cultural da região. <xref ref-type="bibr" rid="B19">Fantinel et al. (2022</xref>) destacaram que a culinária é uma referência cultural e pode revelar tabus e gostos, uma vez que contém herança dos antepassados, memórias e identidades de um povo e, ao mesmo tempo, seu processo é dinâmico e inovador, suscitando a criação, o uso e combinações diversas e harmônicas.</p>
			<p>Trindade (2022) constatou que 80% do conhecimento sobre as PANCs nas comunidades rurais do município de Canoinhas (SC) foi adquirido por meio de familiares (pais, avós, tios, irmãos, cunhados, sobrinhos e filhos). <xref ref-type="bibr" rid="B16">Erice (2011</xref>), ao realizar entrevistas com consumidores de uma feira ecológica em Porto Alegre (RS), averiguou que a maioria conhece as PANCs por conhecimento informal, ou seja, aprenderam com amigos, feirantes e agricultores de feiras ecológicas. Para <xref ref-type="bibr" rid="B45">Ribeiro-Martin e Silveira-Martins (2018</xref>), o turismo gastronômico pode fomentar o resgate ou a manutenção de receitas, modos de fazer e hábitos culturais de uma localidade ou dos costumes dos antepassados.</p>
			<p>Ações que visam resgatar e incentivar as PANCs para o consumo são fundamentais para o conhecimento da diversidade e riqueza dessas plantas, além da perpetuação de bons hábitos alimentares e das relações gastronômicas existentes entre os municípios da região da Quarta Colônia. Entende-se que a tradição do hábito alimentar produz uma identidade cultural passível de ser comercializada. No entanto, o turismo ainda é um elemento que está em vias de sensibilização na Quarta Colônia. Apesar de o apelo gastronômico do território ser um dos principais atrativos e motivadores da viagem, o setor de A&amp;B carece de incentivo tanto para as plantas nativas quanto para as PANCs, assim como para os pratos oriundos da tradição herdada da imigração e colonização no território, desde o final do século XIX (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Ceretta, 2017</xref>).</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B15">Echer et al. (2021</xref>), estudos relacionados às PANCs são recentes na região Sul do Rio Grande do Sul. Inúmeras iniciativas de levantamentos botânicos e etnobotânicos, oportunizadas por instituições como a Universidade Federal de Pelotas, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Escola Família Agrícola da Região Sul e a Universidade Federal do Rio Grande, proporcionam o registro e resgate dos usos dessas plantas, a valorização da cultura local e a divulgação das informações, buscando estimular a agricultura familiar regional e a diversificação da produção, ampliando, assim, as possibilidades de comércio por meio do desenvolvimento de saberes acerca das possibilidades e potenciais de uso das PANCs na gastronomia (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Echer et al., 2021</xref>).</p>
			<p>Dessa forma, o uso das PANCs em estabelecimentos de A&amp;B da oferta turística da região da Quarta Colônia deixa evidente que existe uma necessidade crescente de estudos relacionados a essas plantas, de maneira que se crie uma base de dados sólida sobre a enorme diversidade e seus benefícios no uso gastronômico, para que, assim, os estabelecimentos gastronômicos possam incluir cada vez mais espécies em seus cardápios, despertando a curiosidade dos turistas que buscam por experiências gastronômicas diferenciadas.</p>
			<p>Somado a isso, os estabelecimentos de A&amp;B na Quarta Colônia pouco mostraram interesse em destacar a importância das PANCs junto aos visitantes e consumidores de pratos típicos dos estabelecimentos, de modo que tal mostra é resultado de uma condição comum de uso. Ou seja, agregar valor aos bens e serviços da oferta turística do território ainda está em processo de sensibilização. Isso não significa que tais insumos não sejam importantes, mas que não fazem parte do hábito alimentar e, portanto, não são vistos como destaque em uma vitrine turística. Essa falta de destaque pode ser atribuída ao hábito de não valorizar plenamente essas PANCs na oferta gastronômica e turística. É possível enfatizar que os estabelecimentos ainda não tenham percebido o potencial das PANCs para atrair e cativar os visitantes, ou que simplesmente não tenham priorizado sua promoção devido a outras considerações, como o uso de plantas mais usuais.</p>
			<p>Para mudar essa situação em relação às PANCs, seria importante sensibilizar os estabelecimentos e os consumidores sobre o valor dessas plantas. Isso poderia ser feito por meio de campanhas educativas, eventos gastronômicos focados nas PANCs, parcerias com produtores locais que cultivam essas plantas e, até mesmo, incorporando pratos específicos nos cardápios dos estabelecimentos gastronômicos, destacando as PANCs. Ademais, destacar a importância das PANCs na promoção turística da região pode ser benéfico, pois pode atrair turistas interessados em experimentar novos sabores e conhecer a diversidade da culinária local.</p>
			<p>Os resultados também indicam que a falta de políticas públicas de incentivo ao uso de PANCs pode ser um fator limitante para sua popularização. A criação de programas de fomento à produção e comercialização de PANCs, incluindo incentivos fiscais para agricultores familiares e campanhas de conscientização, poderia aumentar a disponibilidade e o consumo dessas espécies nos estabelecimentos gastronômicos. A integração dessas plantas em programas de educação alimentar e nutricional, especialmente em escolas e centros comunitários, pode também fortalecer o conhecimento sobre essas espécies desde a infância, promovendo mudanças nos hábitos alimentares a longo prazo.</p>
			<p>Embora exista um reconhecimento da riqueza e do potencial das PANCs na gastronomia regional, sua inserção na oferta turística da região da Quarta Colônia ainda é incipiente. A originalidade deste estudo reside justamente na articulação entre turismo, gastronomia e a própria biodiversidade, aplicada a um contexto regional específico e pouco explorado no que diz respeito ao uso dessas plantas nos estabelecimentos gastronômicos. A região da Quarta Colônia, marcada pela forte influência da imigração italiana e pela rica tradição culinária, configura-se como um território ainda pouco explorado no que diz respeito ao uso das PANCs como elemento de diferenciação e valorização da oferta turística regional.</p>
			<p>Portanto, as PANCs são uma alternativa interessante a ser adotada pelos estabelecimentos de A&amp;B da oferta turística da região da Quarta Colônia, uma vez que a inserção dessas plantas na gastronomia é também um balizador para a salvaguarda dos usos e costumes que permeiam a tradição alimentar. Na alimentação experienciada nos restaurantes, muitas das espécies consideradas como plantas não convencionais podem ser usadas e referenciadas nos pratos que compõem os cardápios dos restaurantes típicos. Além disso, tais plantas são diversificadas e possuem diversos benefícios à nutrição alimentar. Dessa forma, o estudo não apenas evidencia o potencial das PANCs como elemento de valorização da oferta turística na região da Quarta Colônia, mas também propõe caminhos para consolidar essa prática, reforçando a importância da gastronomia regional como vetor de desenvolvimento turístico e cultural.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações Finais</title>
			<p>Por meio da pesquisa realizada, observou-se que as PANCs já são uma realidade nos estabelecimentos de A&amp;B, sendo o butiá a espécie mais utilizada. Todavia, a inserção e popularização das demais espécies ainda podem ser ampliadas nos cardápios da oferta turística da região da Quarta Colônia.</p>
			<p>O exotismo em provar uma planta diferente nos estabelecimentos de A&amp;B é um exemplo da intangibilidade cultural que as práticas gastronômicas podem proporcionar ao turista. Assim, as PANCs podem se tornar mais um atrativo para a região da Quarta Colônia, pois o turismo gastronômico utilizando essas plantas pode contribuir com novos sabores na gastronomia, movimentar a economia da região e oferecer mais opções aos clientes veganos e vegetarianos.</p>
			<p>É essencial conhecer e obter informações sobre qual (is) parte(s) das PANCs podem ser utilizadas como A&amp;B, como é realizado o preparo e saber diferenciá-las de plantas potencialmente tóxicas. Dessa forma, conhecer a toxicidade, citotoxicidade, características fenológicas e físico-químicas dessas plantas é fundamental para uma alimentação segura.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
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					<source>Mais do que matos: elas são as plantas alimentícias não convencionais</source>
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