Atividade física e mobilidade autorrelatadas de pessoas amputadas antes e durante o isolamento social provocado pela pandemia COVID-19

Autores/as

  • Lenise Silva de Souza Universidade do Estado de Santa Catarina image/svg+xml , Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Departamento de Ciências do Movimento Humano
  • Soraia Cristina Tonon da Luz Universidade do Estado de Santa Catarina image/svg+xml , Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Departamento de Fisioterapia
  • Amanda de Aguiar Piazza Universidade do Estado de Santa Catarina image/svg+xml , Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Departamento de Fisioterapia
  • Deyse Borges Machado Universidade do Estado de Santa Catarina image/svg+xml , Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Departamento de Ciências do Movimento Humano
  • Gesilani Júlia da Silva Honório Universidade do Estado de Santa Catarina image/svg+xml , Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Departamento de Fisioterapia

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v36e234049

Palabras clave:

Telerreabilitação, COVID-19, Amputados, Mobilidade motora, Isolamento social, Atividade física

Resumen

Entre os anos de 2020 e 2021, a pandemia de COVID-19 vitimou 14,9 milhões de pessoas no mundo. No grupo de risco estavam os indivíduos amputados em decorrência de alguma doença. Sabe-se que amputações interferem nas atividades diárias do indivíduo, necessitando de reabilitação. Como objetivo, procurouse compreender a prática de atividade física e comparar a mobilidade autorrelatadas de indivíduos amputados de membros inferiores (MMII), antes e durante o isolamento social.Trata-se de estudo observacional, transversal, retrospectivo, com dados extraídos de questionário, não validado, desenvolvido e aplicado durante a pandemia, pelo projeto de extensão Reabilitação Multidisciplinar em Amputados da Universidade do Estado de Santa Catarina. A estatística descritiva foi apresentada como frequência absoluta e relativa para variáveis categóricas e média desvio padrão para variáveis numéricas, o teste de McNemar-Bowker comparou proporções de variáveis categóricas entre amostras. Incluiu-se no estudo 56 amputados de MMII com idade média de 48,74 anos. Não houve diferença significativa nos níveis de mobilidade antes e durante isolamento (p=0,607), mas para a atividade física houve aumento de 11% no sedentarismo durante o isolamento, quando comparado ao anterior, sugerindo que a amputação de membros inferiores pode interferir na rotina diária do indivíduo. Sugere-se também que estudos envolvendo a mobilidade funcional e atividade física de pessoas amputadas sejam aplicados em maior escala, a fim de que os resultados tragam maiores benefícios à essa população.

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Publicado

2026-04-13

Número

Sección

Artigo Original

Cómo citar

Souza, L. S. de, Tonon da Luz, S. C., Piazza, A. de A., Machado, D. B., & Honório, G. J. da S. (2026). Atividade física e mobilidade autorrelatadas de pessoas amputadas antes e durante o isolamento social provocado pela pandemia COVID-19. Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 36, e234049. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v36e234049