Concepções de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais sobre o uso da mobilidade motorizada por pessoas com paralisia cerebral
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v36e240646Palabras clave:
Tecnologia assistiva, Paralisia cerebral, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Cadeira de rodasResumen
Introdução: A Paralisia Cerebral pode afetar o movimento e a interação com o ambiente. A mobilidade motorizada é um recurso que favorece a participação em atividades, sendo sua prescrição atribuída a fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Objetivos: Analisar as concepções desses profissionais sobre a utilização da mobilidade motorizada por pessoas com paralisia cerebral. Procedimentos metodológicos: Estudo descritivo, qualitativo e transversal, com profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de um Centro Especializado em Reabilitação de uma Universidade pública do Nordeste. Os dados foram obtidos por entrevistas semiestruturadas e submetidos à análise de conteúdo temática. Resultados: Foram entrevistados 16 profissionais. A análise originou duas categorias: a primeira referente à experiência na prescrição da mobilidade motorizada, em que a maioria relatou ausência da prática, associada à insegurança e falta de domínio técnico; a segunda explorou os benefícios e dificuldades percebidos com o uso desses dispositivos. Entre os aspectos positivos, foram citados ganhos na independência, autonomia e cognição. Como barreiras, foram identificadas o elevado custo e infraestrutura inadequada. Conclusões: Constatou-se a necessidade de ampliar o conhecimento e a capacitação profissional sobre mobilidade motorizada, visando favorecer o acesso das pessoas com paralisia cerebral a recursos que promovam autonomia, participação social e qualidade de vida.
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