A inclusão escolar entre o prescrito e o real: percepções de educadores da rede municipal de São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v36e241349Palabras clave:
Educação Especial, Educação Inclusiva, Modelo Social da Deficiência, Educação Municipal de São Paulo, Políticas SociaisResumen
Avanços legais convivem com desafios para a inclusão das pessoas com deficiência nas escolas, fragilizando a efetivação do direito à educação. Objetivo: Compreender as percepções de professores de escolas públicas municipais de São Paulo sobre a articulação entre as diretrizes normativas – PPEEPEI – e o cotidiano de trabalho junto a estudantes com deficiência. Método: Estudo qualitativo, fundamentado na compreensão da deficiência sob a perspectiva dos direitos humanos e no referencial teórico-metodológico da Ergonomia da Atividade. Entrevistas semiestruturadas foram realizadas com cinco professores de ensino fundamental. Resultados: A análise temática revelou cinco categorias analíticas: 1) O “aluno de inclusão” no contexto da escola pública; 2) Ser professor no contexto da inclusão escolar: desafios, insuficiências e sobrecargas; 3) A PPEEPEI na realidade do contexto escolar; 4) Dialética da inclusão: a vivência de crianças com deficiência no contexto escolar e 5) Para além dos muros da escola: articulações com a rede e o território. Considerações finais: O estudo salientou os descompassos entre a dimensão da prescrição relacionada a inclusão e o trabalho no cotidiano escolar. Destacou a necessidade de envolvimento dos diferentes atores sociais da escola e do território e a reconfiguração das relações para transformação do cenário atual da inclusão no contexto escolar.
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