Significados de la muerte y del morir a partir de experiencias de sepultureros paulistas
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v36e242169Palabras clave:
Muerte, Trabajo, SepulturerosResumen
La muerte de un ser humano se constituye como un proceso biológico influenciado por determinantes socioculturales, temporales y religiosos. En Brasil, la colonización y el modo de producción capitalista interfieren en el manejo de la muerte. Históricamente, la revolución higienista del siglo XIX reemplazó las inhumaciones en iglesias por la creación de cementerios, haciendo del sepulturero una figura central. Estos profesionales están expuestos a la precariedad laboral, discriminación social y a la angustia de los dolientes. El objetivo fue comprender cómo las experiencias laborales de los sepultureros paulistas influyen en su significación de la muerte. Se trata de un estudio cualitativo de inspiración etnográfica, desarrollado en 2024, a partir de observación participante, entrevistas y diario de campo. Para la apreciación de los hallazgos se utilizó análisis de contenido temático. Los resultados evidenciaron que la forma en que ocurre la muerte, la franja etaria y la presentación del cuerpo influyen en la percepción de la muerte y en la elaboración del duelo por parte de los sepultureros. Este proceso también se atraviesa por la espiritualidad y estrategias colectivas de defensa frente al sufrimiento en el trabajo. Además, se comprendió que el trabajo de los sepultureros roza procesos de cuidado. Se espera que el estudio fomente discusiones sobre las condiciones laborales y la necesidad de espacios de acogida y capacitación profesional para este grupo de trabajadores.
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