A experiência do transplante de células-tronco hematopoéticas sob as perspectivas de adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v36e244389Palabras clave:
Adolescente, Terapia Ocupacional, Participação social, Transplante de células-tronco hematopoéticas, CotidianoResumen
A adolescência, compreendida como uma experiência plural e situada socialmente, torna-se ainda mais complexa quando atravessada por processos de adoecimento e tratamentos de alta complexidade, como o transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH). Embora o procedimento represente uma possibilidade de cura e maior sobrevida, a alta hospitalar não significa retomada imediata da vida anterior, pois o corpo permanece fragilizado, vulnerável a complicações tardias e restrições que impactam diretamente sua participação social. Este estudo teve como objetivo compreender, a partir da perspectiva dos próprios adolescentes, como se configuram suas experiências e possibilidades de participação social após o TCTH. Trata-se de investigação qualitativa, exploratória e participativa, utilizando Grupo de Discussão virtual como metodologia. Participaram três adolescentes do sexo feminino, entre 16 e 17 anos, com mais de 30 dias de pós-transplante. Os encontros foram gravados, transcritos, validados e analisados por meio de análise temática reflexiva. Foram elaboradas quatro categorias principais, abordando a experiência do transplante, o papel das redes de apoio, o futuro e o valor do diálogo entre pares. Os achados reforçam a necessidade de práticas que reconheçam a singularidade das trajetórias juvenis pós-TCTH, garantam sua participação social e promovam um cuidado integral e humanizado, articulando dimensões clínicas, emocionais, culturais e sociais.
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