O tecido do passado.  Maria Stepánova e a língua da memória na Rússia pós-soviética

Autores/as

  • Biagio d'Angelo Universidade de Brasilia (UnB)

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2026.245864

Palabras clave:

Maria Stepánova, memória, arquivo, linguagem, Rússia pós-soviética

Resumen

Desde a década de 1990, Maria Stepánova vem se consolidando como uma das vozes mais singulares da literatura russófona contemporânea. Nascida em 1972, sua obra transita entre poesia, ensaio e prosa narrativa, criando um território híbrido em que memória, tradição e experimentação coexistem. Sua escrita não se limita a narrar acontecimentos; ela organiza um espaço de observação do passado — familiar e coletivo — marcado por deslocamentos e lacunas que inviabilizam qualquer reconstrução homogênea. Nos romances, mobiliza arquivos familiares, fotografias e biografias mínimas; na poesia, densas camadas intertextuais que vão da tradição clássica às vanguardas e à experiência soviética. Em um presente marcado pelo retorno da guerra, sua poética evidencia a fragilidade do conhecimento histórico e da memória.

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Publicado

2026-05-30

Cómo citar

d'Angelo, B. (2026). O tecido do passado.  Maria Stepánova e a língua da memória na Rússia pós-soviética. RUS (São Paulo), 17(30). https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2026.245864