Reificação e desumanização em Gógol e Melville
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2026.245935Palabras clave:
O capote, Bartleby, reificação, personagem, escrivãoResumen
O conceito de reificação estabelece que as dinâmicas de trabalho interferem em estruturas objetivas e subjetivas da sociedade. Parte-se do entendimento de que, quando inscrito em um trabalho fragmentado, o indivíduo se aproxima de uma natureza objetificada. Com base nos pontos de aproximação e distanciamento entre a burocracia do Império Russo e dos Estados Unidos no século XIX, este artigo objetiva construir um diálogo entre Akáki e Bartleby, protagonistas, respectivamente, dos contos “O capote” (1842), de Gógol, e “Bartleby, o escrivão” (1853), de Melville. Esta pesquisa é norteada por autores como Lukács (2003), Deleuze (1997), Araújo (2020), Agamben (2015) e Bezerra (1990). As conclusões demonstram que, embora os personagens apresentem, de modos distintos, uma recusa às dinâmicas de trabalho, são submetidos a um processo de reificação que os desumaniza. A análise comparativa lança luz ao modo como a realidade desses escrivães pode desvelar semelhanças significativas, mesmo em contextos sócio-históricos díspares.
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Referencias
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Derechos de autor 2026 Ingrid Rafaela Pinheiro Bernardo, Dra. Rosanne Bezerra de Araújo

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