Terra de pedras gritantes: Óssip Mandelstam e o conceito de pedra no ciclo armênio: poética da matéria, da memória e da história
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2026.248492Palavras-chave:
Mandelstam, Pedra, Armênia, Memória, TraumaResumo
O presente artigo analisa o conceito de pedra no Ciclo Armênio do poeta acmeísta Óssip Mandelstam, a partir de sua viagem à Armênia em 1930, evidenciando uma transformação decisiva da “arquitetônica da forma” acmeísta para uma “poética estratigráfica da existência”, na qual a pedra deixa de operar como princípio construtivo para assumir a função de meio de memória e de materialização da experiência histórica. O estudo enfatiza a articulação entre materialidade, temporalidade e a representação do trauma na história armênia. Nesse horizonte, investiga-se como a opacidade da pedra permite ao poeta elaborar a memória coletiva por meio de uma lógica de inscrição e resistência, evitando as exigências de transparência ideológica impostas pelo realismo socialista e configurando, assim, uma ética da linguagem fundada na densidade, no vestígio e na persistência.
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Referências
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